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Amor Próprio

... Blogger, coach, palestrante, autora, contadora de histórias, formadora e uma apaixonada pela vida ...

Amor Próprio

23
Out18

Vivemos aquilo que decidimos viver

Marta Leal

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Hoje falo-vos de Maria da Conceição. Mulher de meia idade, divorciada e cuja história de vida se desconhece. Apareceu do nada e acredito que um dia desapareça da mesma forma. Conheci a Maria da Conceição há uns anos. Sei que são poucos, mas não sei quantos serão. Mas escrevia eu que a conheci há uns anos e pouco mudou na vida dela. Mulher sorridente, catita e gestos largos de quem quer abraçar o mundo, foi assim que se apresentou a mim e a todos os moradores da rua dos Silvestres. O que poucos sabem é que raramente se abraça a ela. Que a forma como se esgueira pelas ruas evitando contacto é a mesma forma como se esgueira dela própria recusando-se a conhecer-se.

 

Vive à espera. Vive à espera de melhores dias, de um amante que nunca chega e de um amor próprio que nunca conheceu. O que ela não sabe é que no jogo da vida esperar não vale. Quando se espera é como se não se jogasse é como se déssemos a nossa vez ao outro.  Não sei se ela saberá isto. Não sei sequer se ela tem consciência do ponto onde está. Confessou-me o que vos conto há cerca de um ano. Ia eu rua acima vinha ela rua abaixo. Parou-me. Perguntou-me como estava e, sem que me desse tempo para responder, falou sem parar.  Um encontro fugidio que acredito ter sido único. Confessou-me porque naquele dia as palavras serviram de tábua de salvação.  Poucos conhecem esta realidade, mas muitos sabem que algo está errado naquela mulher de sorriso forçado e gargalhada intensa. Tão intensa que parece pouco real.

 

Passam semanas que não a vejo. Mas ontem vi-a a subir a calçada com passos apressados e olhar esquivo. Noto-lhe um andar mais pesado e um desalento maior. É isto que acontece quando nos limitamos a esperar pela vida. Há quem diga que só fala do lado negativo da vida, que aponta sempre o que está errado e que só vê o lado mau de quem se cruza com ela.  Alguns evitam-na para que não os incomode com as lamurias do costume. Outros criticam-na e vão tecendo histórias à volta de uma vida que lhes é desconhecida.

 

Chama-se Maria da Conceição, mas poder-se-ia chamar outro nome qualquer.  Existem tantos como ela.  Existem tantos outros que de ficar à espera azedam-se-lhes os sonhos, amargam-se-lhes as palavras e tornam-se tudo aquilo que um dia diziam que não queriam ser. Culpam, apontam e responsabilizam-se muito pouco pelos resultados obtidos. Faz parte! Faz parte de uma vida onde se insiste viver na dor e pouco se faz para mudar.

 

E enquanto esperamos por melhores dias, pelo momento ideal, por alguém que não tem coragem para ficar connosco, pelos dias de sol, pelos dias de chuva ou por outra coisa qualquer, a vida passa. E em vez de viveres a vida, arrastas-te pela vida! Lembra-te de construíres uma vida que valha a pena ser vivida!

 

Faz da tua vida inspiração!

Marta Leal

Inspiração e Motivação

  

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