Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Amor Próprio

... Blogger, coach, palestrante, autora, contadora de histórias, formadora e uma apaixonada pela vida ...

Amor Próprio

17
Set18

E existe alguma coisa melhor do que um coração grato?

Marta Leal

 

heart-2323961__340.jpg

 

 

Estamos a dia dezassete de dois mil e dezoito, mas poderíamos estar num outro dia, mês ou ano qualquer.  Os meus dias sucedem-se muito diferentes uns dos outros até porque a rotina, por aqui, tem uma certa dificuldade em instalar-se. Não foi a melhor semana do ponto de vista pessoal e foi uma semana fantástica do ponto de vista profissional. Não fosse eu uma mulher de equilíbrios!

 

Sou muito mais de risos do que de choros e de felicidade do que de tristeza. E isto apenas porque assim o decido fazer. Não sou melhor que tu apenas diferente. Se eu o faço tu também o podes fazer.  A minha capacidade em lidar com as adversidades, os obstáculos ou mesmo as desilusões facilita-me a vida e poupa-me imenso tempo de choro e de vitimização. Mas a verdade é que existem aqueles momentos que nos entristecem. Que nos entristecem de uma forma tal que as lágrimas secam e a dor instala-se. É como se a tristeza nos sugasse toda e qualquer energia que pudéssemos ter. Mas hoje ao contrário de ontem, quando passo por estes momentos, aceito. Aceito a tristeza, bem como os pensamentos e sentimentos que lhes estão associados. Aceito e sigo em frente, sem olhar para trás.  Sigo em frente, mas sigo diferente. Porque a cada pedra que encontro no meu caminho corresponde uma aprendizagem. E quando aprendemos, crescemos! E quando crescemos a nossa alma fica mais livre e o nosso coração mais grato.

 

E existe alguma coisa melhor do que um coração grato?

 

Boa Semana e excelentes inspirações!

 

Faz da tua vida inspiração!

Marta Leal

Inspiração e Motivação

 

12
Ago18

Amor e desamor

Marta Leal

hands-1150073__340.jpg

 

 

#amoredesamor

#Marta Leal

#amorpróprio

#desenvolvimentopessoal

 

 “Aquilo já foi tudo meu” foram estas palavras que me despertaram os sentidos e me fizeram regressar ao aqui e agora.  Aconteceu há uns dias. Numa esplanada onde o sol e o silêncio me tinham convidado a sentar.  Embrenhei-me no livro que levei comigo e abstraí-me do que estava à volta. Acontece sempre isto. Os livros têm a capacidade de me fazer sonhar e voar para outra época, outro local, outras vidas e outras histórias.

 

Mas aquela frase despertou-me. Mais pelo tom do que pelas palavras em si. Há tons que dizem tanto! Por debaixo dos meus óculos escuros olhei para o local de onde o som tinha vindo. A voz pertencia a um homem, meia idade, careca, com uma certa barriga que conversava com mais dois amigos. Depois olhei para “aquilo” que passava calmamente pela esplanada. Mulher, meia idade, alta, cuidada e segura pela forma como se movia pela calçada. Acredito que quem se move assim pela rua move-se assim pela vida. O silêncio imperou enquanto seguia rua fora. O “ex-dono daquilo” ficou calado e os amigos também. Eu fiquei a pensar se ele algum dia teria sequer falado com ela. Não me parece! A sensação que tive, quando passou por nós, foi que nunca se tinha cruzado com ele. E se alguma vez aconteceu a “coisa”, na cabeça dela, tinha ficado resolvida. Na dele, pelos vistos, não!

 

Se valesse a pena ter-lhe-ia dito que “aquilo nunca foi dele” no limite tinham passado os dois um bom momento, mas nunca tinham sido um do outro. Ser um do outro é completamente diferente. Ser um do outro é uma entrega não só do corpo, mas principalmente da alma. Ser um do outro pode durar um dia ou uma vida, mas, tem o mesmo efeito porque não tem a ver com o tempo, mas com a intensidade. Dir-lhe-ia também que ela não me parece o tipo de mulher que se resigne e aceite ser propriedade de alguém. Aliás ninguém se deve resignar a ser propriedade de alguém. Mas de certeza que ele não me entenderia. Dificilmente alguém com a necessidade de se gabar sobre as lides sexuais entende que há mais do que isso.  Dificilmente alguém que fala naquele tom entende o que é o amor e tudo o que lhe está agregado.

 

Não vos conto isto por contar. Conto-vos isto porque me deparo diariamente com mulheres que aceitam menos do que merecem.  Que de tão vazias de amor aceitam migalhas quando têm direito ao banquete todo.  Diariamente cruzo-me com mulheres que com medo de ficar sozinhas vivem relações onde o respeito e a confiança são uma miragem. Diariamente cruzo-me com quem procura no exterior aquilo que tem de vir do interior. Diariamente cruzo-me com lágrimas fruto de um vale tudo, por se achar que se vale nada.

 

A conversa ao meu lado continuava no mesmo tom gabarolas. O amigo da camisa aos quadrados começara, também ele, a contar a sua última aventura. E eu numa recusa consciente de ouvir mais uma palavra que fosse regressei às letras e voltei a desligar-me do mundo.  Quando parei eles já tinham ido embora e a esplanada tinha ficado vazia. O que vos posso contar mais? que o livro me falou de amor e a realidade de desamor. Também vos posso contar que acredito que é urgente deixarmos o desamor morrer à fome e cuidar cada vez mais do amor. Mate-se, então, o desamor e faça-se crescer o amor, o próprio porque o outro virá por acréscimo.

 

Faz da tua vida inspiração!

Marta Leal

Inspiração e Motivação

04
Mai18

Coisas que não entendo

Marta Leal

Tapete.jpg

 Coisas que não entendo!

Marta Leal

#cáporcasa

 

Cá por casa vive-se uma vida cada vez mais serena e pacata. Com a criançada crescida as necessidades são cada vez menores e se não fossem os 4 patas a minha vida pessoal atual seria uma pasmaceira se comparada à azáfama de outros tempos. A languidez da vida caseira contrasta em muito com o aceleramento da vida profissional mas sobre isso falaremos mais tarde.

 

E andava eu remoendo com os meus botões que não se passava nada de diferente quando damos por falta do nosso tapete da entrada.

 

- Oh! mãe - disse a filha mais nova - o tapete?

- Qual tapete? - respondo eu - alheia ao acontecimento.

- O tapete da entrada - responde ela com uma expressão que revelava surpresa, aliás grande surpresa!

- Está aí - respondo eu, totalmente certa de que a garota estava a ver mal.

Pare-se por momentos e perceba-se que, como é evidente, não pensei. Um tapete de entrada não é algo que se perca de vista ou que tenha mobilidade própria. E lá vou eu dar conta do ocorrido, certa de que haveria algum engano.

- Roubaram-nos o tapete - balbucio eu

- Grandes patifes - disse a filha mais nova

Bem, aqui para nós não foi bem isso que a filha mais nova disse mas este é um blog familiar e acho que vocês perceberam bem a ideia.

Fecho a porta e dou dois passos para voltar a ir fazer o que estava a fazer, quando pensei:

- Ah! Deve ter sido a Dona Maria que quando lavou as escadas trocou o tapete com alguém. E lá fui de chinelo no pé e calça de pijama na perna, escada acima e escada abaixo para verificar aquilo que não podia ser verificado. O sacana do tapete desapareceu, escafedeu-se, evaporou-se para parte incerta.

 

Houve quem alegasse que tinha sido o Aladino e outras pessoas afirmaram até que o tinham visto algures. A verdade é que já passaram duas semanas e nem tapete nem meliante que praticou tal atentado. Mais um caso que se fecha sem se descobrir a verdade. Mas isso não interessa nada. O que interessa é que ele já foi substituído por outro com tanta ou mais graça!

 

Se podia comprar tapetes que não dessem nas vistas? Poder podia, mas claro que não era a mesma coisa!

 

Faz da tua vida inspiração!

Marta Leal

Coaching Inspiracional

 

 

 

 

13
Fev18

É o amor meu caro Arnaldo, é o amor!

Marta Leal

heart-3118930_960_720.jpg

 

 

Podia ser uma noite diferente mas é apenas uma noite como tantas outras. Insistimos em fazer das nossas noites, noites iguais a tantas outras. Passamos pelas noites como passamos pela vida completamente indiferentes ao facto de que podemos fazer diferente, podemos sempre fazer diferente.

 

Soam as doze badaladas do relógio da igreja existente no bairro mais próximo. Em dias de lua cheia é fácil vê-lo nitidamente mas hoje o nevoeiro intenso e a chuva fazem-nos olhar para o local e imaginarmos apenas que continua lá. Chove como não chovia há meses. Lá fora ouvem-se passos que param constantemente, com toda a certeza, a desviarem-se das poças formadas pela chuva. É difícil caminhar entre o que um dia foram passeios e hoje é apenas um caminho onde as pedras da calçada foram furiosamente arrancadas, umas pelas intempéries outras por qualquer reacção humana que sem sombras de duvidas qualquer psicólogo explicaria como sendo a reacção natural a quem vive num ambiente onde a palavra de ordem é o ataque porque ninguém ousa esperar para se defender.

 

Ninguém ousa esperar para se defender porque ninguém resistiu á defesa. Consta até que nesta rua sem medo a palavra defesa não existe e é atribuída aos fracos e “mariquinhas”. Lamentavelmente ataca-se o que se deveria defender ou, melhor escrevendo, a melhor defesa é o ataque. Mas deixemo-nos de desvaneios e adiante-se a história.

 

A avenida principal encontra-se deserta e o silêncio é apenas interrompido por um motor de um ou outro carro que passa rumo a uma das inúmeras ruelas que aqui se cruzam. Está escuro está muito escuro. A iluminação pública existe mas os candeeiros que ainda possuem lâmpadas intactas são cada vez menos. O nevoeiro faz com que  não se consiga ver sequer o outro lado da rua. Estamos em Lisboa mas podíamos estar em Long Reach Road tal é o sombrio da noite e o fantasmagórico da neblina. É justamente assim que imagino as noites em que Jack o estripador atacava, é justamente assim que a minha imaginação desenha uma noite de crime e de violência.

 

Crenças apenas crenças até porque o cenário poderia virar neste preciso momento e entrarmos no mundo da paixão e do amor. Podíamos fazer com que um casal se cruzasse e se apaixonasse ou mesmo um reencontro entre mãe e filho que não se encontram há muitos anos. Se a nossa história muda num segundo porque não poderia esta mudar?

 

De vez enquanto ouvem-se gritos umas vezes mais perto outras mais longe. Vozes de actores de novelas, vozes de comentadores de futebol ou apenas vozes iradas de gente. Voz de quem se sente mal com o mundo e não percebe que a verdade é que se sente mal consigo próprio. São apenas as vozes de quem vive por aqui mas que a estas horas não se atreve sequer a vir colocar o lixo á rua. Lixo comum entenda-se. Porque reciclagem é coisa que não se conhece pelos meandros da Rua sem Nome.

 

Grafitis, palavras de ordem, pinturas desbotadas ou descuidadas fazem parte das fachadas da grande maioria dos prédios de 3 andares que por aqui imperam.  São raros os andares que não possuem grades nas janelas, são raros os andares que não possuem varandas com armários e outro sem número de objectos de difícil definição. Há até quem alugue a varanda para sobreviver á crise ou à preguiça. Depende dos casos e das vontades meus caros. Trocam-se 10 m2 por 150 euros que sempre ajudam nos gastos. Privacidade não é preocupação porque é palavra que não se conhece. E vivemos bem com aquilo que nunca tivemos.

 

Apesar da inexistência de espaços verdes por aqui conseguimos sentir o cheiro a terra molhada. No entanto este é abafado pelo cheiro a lixo. Lixo que se vai espalhando pela rua fruto das lutas dos inúmeros escanzelados cães vadios que por aqui habitam e que aprenderam a lutar também eles pela sobrevivência. Aqui nem a as sociedades protectoras dos animais se atrevem a entrar por muitas denúncias que existam. Esqueceram-se das pessoas porque não nos esqueceríamos dos animais?

 

Se caminharmos para lá do primeiro quarteirão e olharmos com atenção ali do lado direito encontra-se aquilo que foi um dia um parque infantil mas que hoje não passa de um aglomerado de ferros que põe em perigo não só crianças como adultos. Há uns tempos o Manel da taberna em noite de fogosidade com a Luisinha da retrosaria espetou um ferro não vou dizer onde porque este é um livro sério e, apanhou uma septicémia que o levou desta para melhor. É verdade, sim senhor, e se duvidam estejam á vontade para perguntar.

 

Se caminharmos pela avenida principal numa noite como esta sentimos cheiros de toda a espécie mas sentimos sobretudo o cheiro a medo. É um facto, cheira a Medo na rua sem nome.

 

Cheira não só a medo na rua sem nome mas também cheira a dor, desespero, falta de vontade e necessidade de sobrevivência. Por aqui passeia-se pela dor como os outros passeiam pelas avenidas. Por aqui caminha-se na indiferença de uma vida onde os outros caminham na certeza. Por aqui a maioria não vive porque não se atreve a viver. Por aqui, a maioria atreve-se apenas a tentar sobreviver porque atrever-se a viver não passa disso mesmo, um atrevimento.

 

Perderam-se sonhos em tempos passados e vestiram-se as capas do não vale a pena.  Se olhássemos com atenção e apesar da chuva e do nevoeiro conseguíamos ver um rosto á janela.  O rosto cansado de quem um dia se atreveu a sonhar mas que com o tempo aprendeu a viver o dia-a-dia. Rosto que demonstra ansiedade e dor, rosto que revela marcas deixadas por acontecimentos indescritíveis, rosto que um dia soube rir mas que com o passar do tempo se limita, de quando em vez, apenas a sorrir.

 

Maria das Neves apertava o terço ao peito enquanto os seus lábios carnudos se moviam em ritmo acelerado entre avés marias e padres-nossos. Pode-nos faltar tudo desde que não nos falte a fé. Sempre fora, mesmo quando era mais nova, devota fervorosa de Nossa Senhora de Fátima, colocava nela toda as suas aflições, dúvidas e até desejos. Enquanto rezava não tirava os olhos da rua e a ladainha parava apenas  quando se apercebia de algum  movimento.

 

O cabelo completamente branco caia-lhe em desalinho pelo rosto enrugado e mal cuidado, fruto de uma vida de necessidades e de sacrifícios. Tinha sido uma mulher bonita, ainda hoje os seus olhos verdes chamavam a atenção onde quer que fosse. E, quem olhasse para ela nunca diria que era mãe de 5 filhos e muito menos imaginaria tudo aquilo por que passara  para os criar. Maria das Neves pertencia aquele grupo de mulheres com  idade indefinida onde por muito que nos esforcemos nunca conseguimos acertar nos anos de vida. Como os mais atrevidos costumavam dizer “uma mulher que metia muitas mais novas a um canto”.

 

 Levantou-se do lugar onde estava ajeitando a bata já coçada que trazia vestida, calçou os chinelos e arrastou-se até à cozinha onde se encostou de novo à janela tentado perscrutar qualquer movimento, qualquer coisa que a fizesse sentir esperança.

Arnaldo das Neves não conseguia também ele dormir. Olhava para a mulher e pensava que um dia por amor a ele, ela tinha desistido de um sonho e de uma vida para se enfiar naquele buraco e viverem uma vida a dois. O amor que os unia foi sempre resistindo a todas as dificuldades mas ele sentia sempre o peso de um dia a ter conquistado. Amava-a como no primeiro dia e se havia coisa que sentia falta era da sua gargalhada, aquela que ela foi perdendo  e que um dia deixou de dar.

- Ele ainda não chegou?

- Não – respondeu ela sem sequer se voltar

- Vem-te deitar, é tarde e sabes que o rapaz tem a mania de dormir em casa dos amigos.

- Eu sei Arnaldo, mas hoje estou com um pressentimento horrível e sabes como é

- Sei . Coração de mãe não se engana.

 

Arnaldo olhou-a e sentiu que todos os dias a admirava mais. Como é que aquela mulher pequena e enfiada conseguia ter mais força que ele sempre que se tratava de defender a família? Como é que aquela mulher educada nos melhores colégios conseguira viver uma vida a dois num bairro daqueles onde nem os cães vadios se atrevem a vaguear e onde os habitantes não passam de meros pratos onde se pratica tiro ao alvo.

 

 É o amor meu caro Arnaldo, é o amor! 

 

Faz da tua vida inspiração!

Dia  42

Marta Leal - Coaching Inspiracional

 

06
Fev18

Sobre o amor!

Marta Leal

valentine-3126531_960_720.jpg

 

Esta coisa de se sofrer por amor é transversal. Transversal na idade, no sexo, na situação económica e até na cultura onde estamos inseridos. Sofrer por um amor proibido, por um amor que terminou ou por um amor não correspondido toca a todos. Quer dizer, toca a todos os que estiverem dispostos a amar, a entregarem-se e a arriscar. Porque viver um amor nos dias que correm é arriscado. Não por questões que se prendam a Montecchios e Capuletos mas por questões muito mais desafiantes.

 

Vivemos acelerados. Queremos tudo para ontem e temos medo de não conseguir viver aquilo a que temos direito. Queremos uma relação mas ao mesmo tempo queremos ter espaço. Queremos viver o amor mas ao mesmo tempo queres viajar com os amigos de infância porque sempre o fizemos. Queremos estar com a pessoa que amamos mas apenas quando o clima estiver propicio. Queremos ter o outro ao nosso lado mas apenas quando nos apetecer.

 

E vamos vivendo com um pé entre cá e lá sem nunca nos comprometermos, escondidos entre o "logo se vê" e o "depois pensamos nisso". E um dia o "logo se vê" transforma-se num "desapareceu para sempre" em vez de se transformar num "foram felizes para sempre" e, avançamos para outra, replay após replay. Começa-se sem se começar e acaba-se sem se acabar. 

 

Sofremos de amor mas falta-nos entrega. Falta-nos dedicação. Falta-nos diálogo e vontade de resolver. Falta-nos compromisso e falta-nos acreditar que as relações funcionam e que o verdadeiro amor move montanhas! Falta-nos amar!

 

 

Faz da tua vida inspiração!

Dia  35

Marta Leal - Coaching Inspiracional

 

 

06
Fev18

Adoro pessoas sábias

Marta Leal

 

hamburg-1399961_960_720.jpg

 

As saudades que eu tenho de uma boa conversa onde a dança de palavras nos envolve mais que abraços. Que saudades que eu tenho de um vai e vem de assuntos que me fazem crescer em quem sou e em quem fui. Tenho uma paixão por pessoas sábias. Adoro ouvir contar as suas histórias, vivências e aprendizagens enquanto o rosto vai oscilando entre sorrisos e lágrimas, paixão e desilusão ou mesmo dor. Crescemos na dor é o que muitos me têm dito. Crescemos na dor e descuidamos-nos nos momentos de prazer. Mas perdoem-me, desviei-me daquilo que vos pretendia contar. Dizia eu que adoro pessoas sábias. Adoro conversar com quem me cativa e com quem me faz sorrir. Adoro a sapiência de quem passa anónimo num mundo catalogado por curriculum e diplomas. Gosto. Gosto mesmo daqueles que despidos de qualquer tipo de papel me dão tanto.

 

 

Para hoje, peço-te que te dispas de todos os cursos que tiraste, de todos os diplomas que obtiveste e que te concentres apenas em ti. Até porque tu és muito mais do que isso. Por isso peço que te ouças. Ouve-te! Ouve-te no que és e ouve-te em quem és!

 

 

Faz da tua vida inspiração!

Dia  34

Marta Leal - Coaching Inspiracional

03
Fev18

Juntos somos mais fortes e separados valemos muito pouco

Marta Leal

people-1316292_960_720.jpg

 

Reconheço que existem aqueles momentos em que tenho de ter uma dose redobrada de paciência e um cuidado supremo para me travar de dizer/escrever o que me vai na mente. E escrevo o que vai na mente porque o que me vai na alma, nesses momentos, é apenas tristeza e desilusão. Mas perdoem-me comecei pelo fim e este meu desabafo precisa de ser contextualizado. Tenho cada vez menos tempo e por essa razão razão selecciono cada vez mais o que vejo e o que leio. Mas de vez enquanto distraio-me. E quando me distraio posso divertir-me ou deparar-me com situações que continuam a mexer comigo. E as situações que mais mexem comigo dizem, sobretudo, respeito á maldade gratuita e ás acusações publicas. Confundem-me! Confundem-me as línguas viperinas, os acusadores de bastidores, as acusações publicas e os apontares de dedos. Confundem-me os "eu é que sei" e confundem-me os que o fazem e os que assistem impávidos e serenos, apáticos e adormecidos. 

 

Acredito no ser humano. Acredito que juntos somos mais fortes e que separados valemos muito pouco. Acredito que podemos tornar o mundo melhor se nos deixarmos envolver e o mundo pior se nos fecharmos na concha. A vida ensinou-me que existem pessoas boas e pessoas que cheias de razão que se acham no direito de passar a vida a vomitar sentenças e a fazer julgamentos. 

 

Cresci com a crença de que se não for para ajudar o melhor é ficar calada. Que se tiver uma palavra a dizer que seja de apoio, de análise ou de sugestão. E mesmo assim não invado. Peço permissão antes de falar. E estas palavras devem vir sempre acompanhadas de amor, de carinho e de uma tremenda intenção de ajuda. Sabes  que as palavras transportam emoções? Sabes que as palavras levam com elas tudo aquilo que estás a sentir? 

 

Hoje convido-te a pensar não só sobre o que dizes, mas sobre a intenção e a forma como o fazes. Hoje convido-te a refletir sobre o impacto que as tuas palavras podem ter no outro e sobre o impacto que teriam em ti se fosses tu a ouvi-las. Hoje convido-te a perceberes que sempre que falas estás a partir de pressupostos que são teus, apenas teus.

 

Tem cuidado com o que sentes e tem cuidado com o que dizes. Porque aquilo que dizes, as acusações que fazes, os pressupostos de que partes dizem mais sobre quem és do que sobre quem falas! 

 

 

Faz da tua vida inspiração!

Dia  33

Marta Leal - Coaching Inspiracional

 

 

01
Fev18

Faz da tua vida inspiração #dia32

Marta Leal

zen-3113245_960_720.jpg

Terminei o mês de Janeiro em mudança. Mudança de situação fiscal e mudança de planos para os próximos 2 anos. Foi rápido e muito eficaz. Eu sou assim se é para fazer, faz-se! E, de repente, é como se tudo se tivesse arrumado de um modo quase perfeito. Ás assinaturas de novas parcerias juntam-se um novo escritório e um novo contrato sobre o qual falaremos mais tarde. 

 

Fazer uma avaliação do caminho que estamos a trilhar é importante. Saber quais os passos que foram dados e quais os resultados que foram obtidos faz parte do sucesso. Avaliar o que correu bem alimenta-nos e prepara-nos para as etapas seguintes. Avaliar o que correu mal reajusta-nos e prepara-nos para os obstáculos futuros. Quando analisas o teu caminho assumes a responsabilidade sobre a tua vida. Quando te embalas em lamentos, tristeza e apatia permites que os acontecimentos externos te comandem.

 

Avalia. Avalia a forma como te tens movido e os resultados que tens obtido. Estás onde querias estar? Gostas dos resultados que tens tido? O que é que podes fazer diferente? Como podes fazer diferente? Reflete. Reflete muito e corrige o que tem de ser corrigido.

 

 

Faz da tua vida inspiração!

Dia  32

Marta Leal - Coaching Inspiracional

22
Jan18

Vive a vida que mereces e a missão que te faça sentido.

Marta Leal

woman-2696408_960_720.jpg

Dizer que é do caos que nasce a ordem é uma coisa. Viver o caos antes da ordem é outra. E no meio do caos dificilmente conseguimos ver a ordem que se lhe vai seguir ou mesmo uma solução. Gosto da ordem das coisas mesmo sabendo que ela pode e deve ser alterada periodicamente. Tenho por principio prevenir o caos e antecipar os obstáculos. Nos últimos anos cresceu em mim, uma vontade cada vez maior de prevenção mesmo sabendo que o imprevisto está sempre lá à espera.

 

É muito fácil perdermos o rumo face a imprevistos sejam eles de perda de emprego, ruptura de relações, perdas de pessoas queridas, perdas financeiras ou mesmo perda de vontade. Entregarmos-nos ao caos não é solução. A solução está sempre na aceitação e na procura da saída. Quando te entregas ao caos, lamentas-te. Quanto resistes ao caos, revoltas-te. Quando procuras soluções, cresces e evoluis.

 

A primeira fase começa por pensares que tudo tem um fim. E que aos maus momentos sucedem-se bons momentos. A segunda fase passa por aceitares: chorares tudo o que tens para chorar, vociferar tudo o que tens para vociferar, maldizer até mais não e, finalmente, respirares fundo porque está na hora de seguir em frente. A terceira fase é a procura das soluções sejam elas quais forem e por último peço-te apenas que vivas. Vive a vida que mereces e a missão que te faça sentido.

 

Cá por casa adoptei mais uma quatro patas. Os momentos de adaptação nem sempre são fáceis mas a verdade é que já seria difícil vivermos sem a Anita. Não conhecemos o passado da miúda mas o comportamento revela trauma, ou seja,  medo de homens. De bela passa a fera e o latir é de desespero. Está melhor e acredito que com paciência, mimo e amor as coisas se alterem. E isso cá em casa é coisa que não falta! 

 

 

Faz da tua vida inspiração!

Dia  22

Marta Leal - Inspirational Coaching

18
Jan18

Quanto tens dado de ti?

Marta Leal

rua.jpg

 

 

Existem dias que são uma autêntica surpresa e que nos revelam resultados surpreendentes. Iniciar um novo grupo de trabalho tem sempre os desafios das datas e das desculpas que somos todos peritos em dar. Numa profissão como a minha tanto posso chegar e ter casa cheia quando espero casa vazia como pode acontecer exactamente o contrário. Este novo grupo promete e sei que vou dar muito de mim.

 

Dar de nós é um dos factores primordiais para que o sucesso aconteça, seja em que área for. Acredito que mais do que as circunstâncias e oportunidades temos o esforço, a vontade e o querer. Hoje sugiro-te que reflictas sobre o teu querer. Queres mesmo? O que tens feito para conseguires? Quanto tens dado de ti para chegares ao que te propões? 

 

Faz da tua vida inspiração!

Dia  12

Marta Leal - Inspirational Coaching

Sobre mim

foto do autor

Pesquisar

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • petra

    Muito boas as tuas dicas e conselhos,adorei a tua ...

  • petra

    Graças a esta publicação,eu concluí que sou uma pe...

  • petra

    Muitos parabéns pelo teu destaque,adorei ler esta ...

  • Mamã Gansa

    Tão real este post.Infelizmente tanta gente vive a...

  • Psicogata

    Dar uma opinião ou uma alternativa construtiva na ...

Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D