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Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou terapeuta de desenvolvimento pessoal, sou escritora, inspiradora e formadora

Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou terapeuta de desenvolvimento pessoal, sou escritora, inspiradora e formadora

O cinzento do céu

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O cinzento do céu

Marta Leal

#inspiraçãoemotivação

 

A maioria de nós prefere dias bonitos. Preferimos dias onde o sol brilha, o céu é de um azul intenso e o anoitecer é estrelado. Preferimos acordar com o chilrear dos pássaros e o cheiro a calor do que com o som de chuva a bater nos vidros ou do vento a bailar com as árvores. Preferimos os dias de roupas leves aos dias em que somos obrigados a usar camadas de roupa. Estes dias fazem-nos sentir donos do mundo, leves, amenos, livres de preocupações e prontos para tudo.

Mas aos dias de sol impõe-se dias de chuva. A natureza é maravilhosa e bem disciplinada. Alterna entre estações para que se viva (verão), nos libertemos do que não nos serve (outono), nos recolhemos para reflexão (inverno) e que se volte a renascer (primavera). E sabemos que assim é. Que as nuvens carregadas de chuva escondem um céu azul, que as gotas de água alimentam as sementes que nos permitem viver e que o vento liberta as folhas que já não nos servem.

E a nossa vida é igual. Os dias bons alternam com dias menos bons. E aceitar que tudo faz parte é aceitar que a vida é feita de altos e baixos e que um dia menos bom esconde um dia onde as preocupações desaparecem, as lágrimas secam e os sorrisos aparecem. Um dia mau é tão importante como um dia bom. Os momentos maus mostram-nos outra perspetiva sobre a vida enquanto nos ajudam a apreciar os momentos bons.

Eu sei que acordar num dia menos bom te pode retirar energia, vontade e até o teu sorriso. Mas não é porque chove que o planeta se impede de girar. Da próxima vez que acordes num dia menos bom lembra-te que as nuvens cinzentas escondem um céu azul ou um céu estrelado. 

E és tu que escolhes o modo como vais viver esses dias porque há quem dança com a chuva e quem se lamente dela.

 

Marta Leal

Coaching Inspiracional

Faz da tua vida inspiração #dia32

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Terminei o mês de Janeiro em mudança. Mudança de situação fiscal e mudança de planos para os próximos 2 anos. Foi rápido e muito eficaz. Eu sou assim se é para fazer, faz-se! E, de repente, é como se tudo se tivesse arrumado de um modo quase perfeito. Ás assinaturas de novas parcerias juntam-se um novo escritório e um novo contrato sobre o qual falaremos mais tarde. 

 

Fazer uma avaliação do caminho que estamos a trilhar é importante. Saber quais os passos que foram dados e quais os resultados que foram obtidos faz parte do sucesso. Avaliar o que correu bem alimenta-nos e prepara-nos para as etapas seguintes. Avaliar o que correu mal reajusta-nos e prepara-nos para os obstáculos futuros. Quando analisas o teu caminho assumes a responsabilidade sobre a tua vida. Quando te embalas em lamentos, tristeza e apatia permites que os acontecimentos externos te comandem.

 

Avalia. Avalia a forma como te tens movido e os resultados que tens obtido. Estás onde querias estar? Gostas dos resultados que tens tido? O que é que podes fazer diferente? Como podes fazer diferente? Reflete. Reflete muito e corrige o que tem de ser corrigido.

 

 

Faz da tua vida inspiração!

Dia  32

Marta Leal - Coaching Inspiracional

O medo paralisa-nos o amor ao que fazemos cataliza-nos

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Quando tenho um novo projeto em mãos tenho a tendência de dormir pouco. Não está relacionado com a falta de sono mas com o entusiasmo e com o fervilhar de ideias. Há quem durma pouco por preocupação ou suspiros de amor, no meu caso eu durmo pouco quando me entusiasmo no desenvolvimento dquilo que me move. 

 

O medo paralisa-nos, o amor ao que fazemos cataliza-nos. Escrevo isto várias vezes e vou escrever até que os dedos me doam. Movemo-nos pelo medo constante de que as coisas falhem e colocamos uma energia contrária aquilo que desejamos. Antecipamos problemas e acontecimentos negativos e não temos qualquer noção de que ao fazê-lo estamos a criar uma realidade longe daquela que queremos. Acredito que o caminho para o sucesso esteja diretamente relacionado com o foco e o acreditar. Acreditar vai fazer com que se confie. O foco vai permitir-nos lá chegar. Entre um e outro existe a acção que muitas vezes nos impedimos de tomar. Entre um e outro existe a tua persistência,  a tua vontade e a tua resiliência.

 

A água parada adoece e propaga doenças e o teu corpo é essencialmente constituido por água. Quando paras tens maior probabilidade de adoecer e de contaminar os outros. Quando te moves tens maior probabilidade de te manteres saudável e de inspirares quem te rodeia. Faz-te sentido?

 

 

Faz da tua vida inspiração!

Dia  23

Marta Leal - Coaching Inspiracional

Uma questão de percepção

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Uma das vantagens de trabalhar por conta própria está na gestão do meu tempo. Sou mais de noites do que de manhãs e apesar de normalmente acordar cedo existe em mim uma tendência em arrastar-me e produzir muito pouco pela manhã. Deste modo procuro planear-me de acordo com quem sou. Hoje a manhã foi passada entre lavandaria, supermercado e costureira. Assuntos que me maçam bastante e que tenho uma tendência natural em prorrogar. É quase preciso chegar ao limite para entrar em ação. Coach que é coach fala sempre a verdade! 

 

Temos todos tendência em fazer primeiro o que nos dá prazer e deixar para último aquilo que não nos apetece nada. Hoje sugiro-te que invertas a ação. Começa por fazer aquilo que gostas menos e que tem de ser feito e termina a fazer aquilo que te dá mais prazer. Vais ver que a sensação de concretização e de realização é totalmente diferente.

 

Cá por casa tomei consciência que este ano faço 49 anos. Há uns anos achava que nessa idade estaria de pés para a cova de tão velha que seria. A percepção sobre a idade muda de acordo com o que vamos vivendo e de acordo com as pessoas com que nos vamos cruzando. Nada me faria prever que aos 49 anos estaria a desenvolver uma nova carreira, uma nova vida e um novo caminho.

 

Não é uma questão de idade é uma questão de pensamento!

 

Faz da tua vida inspiração!

Dia 3

Marta Leal - Inspirational Coaching

A bela, o princípe e o beijo

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Cresci ao som de histórias de encantar e devorava-as a torto e a direito. Gostava de todas mas a bela adormecida era de longe a minha preferida. Foram justamente todas essas histórias que me fizeram acreditar em finais felizes, namorados em formato de príncipes e, que na luta entre o bem e o mal é possível o bem sair vencedor. Deve ser por isso que ainda hoje acredito em príncipes e princesas e em finais felizes. O que me confunde na sociedade actual é o fundamentalismo seja ele de que tipo for ou o preciosismo despropositado.  Ao que parece, em Inglaterra, existe uma mãe que considera que este conto "passa uma mensagem sexual inapropriada" uma vez que a Bela não deu consentimento ao príncipe para ele a beijar.

 

Ora, cara mãe,  o beijo só seria inapropriado se a intenção do príncipe fosse outra que não a de salvar a princesa do feitiço. Por outro lado, a Bela não poderia dar o consentimento porque não sabia do feitiço. Se soubesse ainda poderia deixar uma declaração autenticada a autorizar qualquer um a dar-lhe um beijo para despertar. Mas aí a cara mãe iria dizer que a Bela estava a passar a mensagem errada porque seria uma grande oferecida e, por outro lado,  a Bela correria o risco de ser beijada por uma besta qualquer.  Ora sem beijo de príncipe a Bela continuaria a dormir para toda a eternidade e isso teria consequências muito graves no imaginário de milhares de crianças por todo o mundo. Por um lado deixaríamos de suspirar e procurar o nosso príncipe encantado, por outro ficaríamos a acreditar que o mal vencia o bem. Já viu, cara mãe, como seria nefasto?

 

Sempre que olho para este beijo vejo uma mensagem de amor e carinho. Vejo amor, paixão e uma mensagem de que o amor acontece quando menos esperamos. Por muito que me esforce não consigo ver qualquer mensagem de cariz sexual. Mas deve ser porque só vemos aquilo que somos. No limite sinto uma certa inveja da Bela por nunca ter tido um príncipe que me despertasse. A verdade é que continuo a acreditar que um dia, talvez um dia!

 

Cá por casa o fim de semana foi de "kid's coaching" e o preenchimento é imenso. Sou das que se delicia nas histórias que eles contam e nas aprendizagens que me dão. Trabalhar com miúdos alimenta-me a alma e o sorriso. Gosto das expressões, das evoluções, das dúvidas, dos questionamentos e dos sonhos, sobretudo dos sonhos. Gosto dos que ainda têm as asas soltas e gosto daqueles cujas asas ajudo a soltar. 

 

Faz da tua história inspiração!

Marta Leal

 

Não podes ser sempre feliz!

 

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"Não podes ser sempre feliz! Soa a falso!" disse-me uma amiga há uns largos anos com tal convicção que acabou por me convencer que havia qualquer coisa de errado comigo. As palavras conseguem ter um efeito que oscila entre o mágico e o devastador. A verdade é que cresceu em mim uma dúvida! Será que não exagero na felicidade? Será que esta coisa de aceitar a realidade como ela é não me faz bem? Será que aceitar os outros como eles são não será exagerado?

 

Cresceu mas depressa se desfez. A verdade é que acredito que viver feliz é uma escolha. E viver feliz não significa que não esteja preparada para situações menos boas. Viver feliz significa apenas que sei que o meu mundo vai muito além deste ou daquele acontecimento ou desta ou aquela pessoa. Significa que sei que existem dias tão tramados que a única coisa que quero é recolher-me e isolar-me, mas isso não significa que não seja feliz. Isso significa aceitar os acontecimentos, gerir as emoções em relação a eles, dizer uns palavrões, resmungar, questionar e resolver.

 

Podemos ser felizes para sempre sabendo que essa felicidade é composta de momentos tristes. A tristeza também faz parte da felicidade. Como podias vivenciar a felicidade se não conhecesses a tristeza?

 

A vida afastou-me da amiga e não nos vimos há muitos anos. Hoje gostava de lhe dizer que não existe nada falso numa felicidade que é vivida na essência e no prazer de ser quem sou, de viver como quero viver e de estar rodeada de pessoas que me inspiram diariamente! 

 

Marta Leal

Coaching Inspiracional!

 

Agora ou Nunca

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Acredito cada vez mais que é  importante vivermos uma vida que não seja apenas executar tarefas e pagar contas. Acredito também que é importante termos presente que um sonho não é um objetivo. Apesar de serem muitas vezes confundidos. São muitas as pessoas que têm sonhos e bastante menos as que têm objetivos.

 

O que é que eu pretendo com o tema de hoje? Pôr-vos a pensar a vida que levam, os sonhos que têm escondidos e fazer com que entrem em ação na concretização dos  mesmos. Pretendo também que percebam que os vossos sonhos são os vossos sonhos.  E é por isso que são tão importantes. Apenas porque são vossos. Existem clientes que antes de me contarem o sonho o introduzem como “pode parecer um disparate”, “nem sei como lhe dizer isto”, “vai achar que sou louco”. E é quando fazemos isto que nos condicionamos, que alimentamos o medo, seja ele qual for e que remetemos o sonho para uma qualquer gaveta da memória.

 

E  hoje vou começar já por  contar uma história, esta é da minha autoria.

 

“E, já agora vê se de desta vez acertas e não te esqueces do que te pedi. Santa paciência todos os dias a mesma coisa e tu pareces que não me ouve. Não ouves ou não queres ouvir – resmungou Maria. Mulher possante, ar carrancudo e gestos apressados.

 

António fechou a porta atrás de si, mas ainda se apercebeu que a sua mulher continuava a falar. Sentia-se cansado de tanta lamúria, tanta cobrança e tanta humilhação. Sentia saudades de uma palavra de incentivo, de uma palavra de carinho ou mesmo de uma simples conversa onde não existissem acusações ou desconfianças.

 

Apaixonara-se por ela ao primeiro olhar. E, o engraçado é que o que o atraiu nela foi o que anos mais tarde destruiu o amor. O ar seguro, a autoconfiança e a capacidade de decisão. O casamento aconteceu rapidamente, fora ela que lhe propôs e ele aceitou sem sequer pensar. Nunca soubera se ela o amara como ele um dia a amou. Ela nunca lho disse ele nunca lhe pediu para dizer.

 

Os anos sucederam-se em nascimentos de filhos, trocas de fraldas, escolas, trabalhos de casa e outro sem numero de atividades. O diálogo desapareceu com os anos. Os sonhos de ambos foram esquecidos. Os os objetivos comuns perderam-se no reflexo do que pretendiam para os filhos. As discussões aumentavam ou melhor os monólogos porque António já nem sequer respondia.

 

Lembrava-se agora da primeira vez em que tentara apimentar o seu casamento. Tinha sido aconselhado pelo seu melhor amigo. Amizade que mantinha em segredo porque Maria não podia sequer ouvir falar nela. Marcou um fim de semana fora e comprou-lhe um ramo de flores. Quando chegou a casa feliz e contente o seu mundo desmoronou-se. Maria não só recusou o fim de semana como também o acusou de ter outra e por isso mesmo a estar a querer mimar. "Deixa-te dessas parvoíces homem que já não tens idade para isso" dissera-lhe ela.

 

Hoje viva encurralado numa vida que o fazia cada vez mais infeliz. Os filhos mparavam em casa. Maria preocupava-se com tudo menos com o que ele sentia ou mesmo o que ele queria. Por vezes sentia que ela o desprezava. Por vezes sentia que a odiava. Outras vezes pensava que todos deviam viver assim e que tanta duvida era fruto da sua cabeça.

 

Por vezes olhava-a e procurava a mulher por quem o dia se tinha apaixonado. Hoje olhava-a e procurava aquela por quem se anulou. Ela parecia alheia a ele. Vivia demasiado preocupada com a vida dos outros, a vida de casa e tudo o que lhe interessava. Agora que pensava nisso tinha a certeza de que nunca tinha tido uma palavra de incentivo. Uma palavra de ânimo ou mesmo um gesto de carinho.

 

António era um romântico que criou um mundo dele. A sua imaginação voava para fora de si rumo a outra vida e a outras situações. Sonhava com a partilha, o companheirismo e com a ilusão de um dia poder ser amado. Sonhava cada vez mais com aquilo que sempre lhe fizera falta. Vivia uma vida que não era a sua porque deixara que um dia alguém tomasse conta dela.

 

Era cada vez mais frequente dar consigo a fazer planos de acabar com aquilo. De como iria fazer, o que diria aos filhos, onde iria viver e o que lhe iria dizer a ela. Visualizava as situações, ensaiava diálogos e enchia-se de coragem. Uma vez ainda tentou mas ela nem sequer o deixou terminar "olha o velho gaiteiro andas com alguma debaixo de olho" fora a resposta que obtivera. Nesse dia odiara-a como nunca a tinha odiado. Mas mais uma vez deixou-se ficar.

 

E, todos os dias sempre que saía de casa pensava que nunca mais ia voltar, mas todos os dias lhe faltavam a coragem e a força necessárias.

 

- Um dia vou ser feliz - murmurou ele enquanto descia as escadas do prédio rumo ao carro - um dia vou conseguir.”

 

O tempo passa rápido e muitos de nós têm tendência a viver uma vida que não lhes faz sentido.  Muitos de nós esqueceram até os sonhos de infância. Mas qual é a diferença entre sonho e o objetivo?

 

O sonho é o destino final, é aquilo em que pensamos e que gostaríamos de um dia concretizar. De um modo simplista podemos afirmar que o sonho é imaginário e o objetivo é real. O que distingue verdadeiramente os dois é a existência de um plano, ou seja, eu tenho um sonho,  defino um plano e transformo o sonho em objetivo.

 

Mas como é que eu faço isto? Em primeiro lugar para definir o objetivo devo ter em atenção que este deve ser focado nos resultados, para isso preciso de responder à pergunta “porquê?” porque é que eu quero atingir este objetivo? Coisas como: Porque é que eu quero mudar de casa? Porque é que eu quero correr todas as manhãs? Porque é que eu quero mudar de emprego?

 

Devem também ser alinhados com os nossos valores. Quanto mais alinhados com os nossos valores forem mais probabilidade temos de os atingir. Daí que seja importante pensarmos se o objetivo que estamos a definir é mesmo nosso ou é fruto de alguma influencia de quem nos rodeia. Este objetivo faz sentido no nosso contexto e no que planeamos para a nossa vida?

 

Vivermos sem objetivos é como estarmos num barco em alto mar sem remos, sem vela e sem motor. Viver sem objetivos é irmos com a maré. E quando vamos com a maré pode dar certo ou pode dar errado. Mas a verdade é que vamos para onde a maré nos levar.

 

E é exatamente assim que a maioria de nós vive: acordamos, trabalhamos, adormecemos e vivemos diariamente com uma sensação de insatisfação e desejosos pelo próximo fim de semana e pelas próximas férias. E um dia percebemos que o tempo já passou e que ficou muito por concretizar e um dia percebemos que é agora ou nunca.

 

Hoje deixo-vos com as seguintes perguntas: Quais foram os vossos sonhos de infância? Quantos deles puseram em prática?

 

Sentem que vivem ou que se deixam ir pela maré?

 

Gostavam de mudar alguma coisa na vossa vida?

 

 

Marta Leal

Coaching Inspirational

Tomadas de Consciência

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A tomada de consciência tem, por vezes, um efeito perverso sobre o nosso dia-a-dia. Quando tomamos a consciência de que a vida depende apenas de nós no que diz respeito a escolhas, decisões e acções assumimos uma responsabilidade suprema sobre os resultados que obtemos. E por vezes sentimos-nos frustrados porque não estamos a fazer aquilo que devíamos fazer, porque não estamos a pensar aquilo que devíamos pensar ou mesmo porque deixamos que as nossas emoções interfiram de modo muito activo. Era tão mais fácil quando nos permitíamos culpar o outro.

 

A tomada de consciência tem como objectivo a melhoria da vida de cada um de nós. Se nos tornarmos demasiado exigentes o efeito é um efeito não desejado. Por isso mesmo vos digo que descontraiam, que aceitem os dias bons e os dias menos bons, que aceitem que nem sempre vão ter as melhores respostas nem fazer as melhores escolhas. A verdade é que todos os processos precisam de humanização e aceitação. 

 

Há dias em que faço o mesmo comigo. Em que exijo uma automatização que me esgota e me cansa. Nesses dias lembro-me que sou muito mais que as minhas escolhas e os meus resultados. Nesses dias lembro-me que sou feita de sorrisos, de palavras trocadas, de toques, de emoções, de vontades e de sonhos. Nesses dias esqueço-me dos resultados e concentro-me nos sonhos. Naqueles que me trouxeram até aqui e nos outros aqueles que me vão levar até onde quero estar.

 

 

Marta Leal

Inspirational Coaching

A vida já perto dos 50!

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Começar uma carreira é sempre um misto de sentimentos. Se por um lado no sentimos donos do mundo por outro existem os medos, os obstáculos que sabemos que vão existir, as opiniões dos que nos rodeiam  e as pessoas com quem nos vamos cruzar ao longo do processo. Sentimos medos mas estamos a fazer aquilo que faz parte. Que faz parte do processo que a sociedade nos diz que devemos fazer e que muitos de nós acredita ser o único caminho.

 

Se começar uma carreira por volta dos vinte é desafiante quando tomamos a decisão de mudar de carreira depois dos quarenta o caso torna-se mais complicado. Se decidimos mudar de carreira porque fomos despedidos a coisa ainda vai que não vai. Agora se decidimos mudar de carreira porque nos apeteceu o desafio torna-se maior. Largar o certo pelo incerto parece decisão de gente insana. Correr atrás de um sonho parece ser atitude de quem é irresponsável. Fazer isto quando estamos sozinhas ainda vá agora quando somos mães de três o caso torna-se mais grave. Principalmente porque para muitos a vida acaba aos quarenta. Também não vou dizer que começa mas posso afirmar que pode recomeçar de forma calma e serena. Para mim a vida só acaba no dia em que morremos até lá estamos vivos, muito vivos. 

 

Um pouco antes dos quarenta divorciei-me e quando procurava um equilíbrio emocional encontrei um equilíbrio profissional. Durante anos fui desenvolvendo duas carreiras em paralelo até que um dia percebi que a decisão tinha de ser feita ou corria o risco de deixar de ter vida. As férias e os fins de semana eram usados para trabalhar e o tempo para a família começava a ser diminuto. O romance passou a ser nulo e a falta de sono uma evidência. A vontade de tomar uma decisão era cada vez maior e um dia a hesitação acabou e a decisão foi tomada. Larguei o certo pelo incerto. Larguei um emprego desejado por muitos por uma carreira muito minha. Mas o que as pessoas não sabem é que troquei certeza por felicidade, rotina por liberdade, e emprego por sonho de vida. O que as pessoas não sabem é que troquei uma morte lenta por uma inspiração contínua. 

 

Não foi de todo fácil. Não defendo o larga tudo e corre atrás do teu sonho mas defendo o cria estrutura e constrói o teu sonho. Hoje vivo apenas da minha carreira e daquilo que decidi ser. Ou melhor escrevendo hoje vivo apenas daquilo sou. Acordo todos os dias com vontade de trabalhar, respondo aos desafios com a segurança necessária e mesmo quando tenho dúvidas respiro fundo, endireito os ombros e digo para mim mesma "confia"! 

 

Existiram momentos complicados e sei que ainda irão existir mais. A vida alterna entre o prazer e a dor e a nós cabe-nos decidir como vamos lidar com isso. A verdade é que à data de hoje não troco a minha vida por nada. Amo o que faço e faço o que amo. E perante a pergunta "o que farias se não precisasses de dinheiro?" a minha resposta só poderia ser "exactamente o que faço hoje".

 

 

Faz da tua vida inspiração!

 

Marta Leal

Inspirational Coaching

Agarrar a vida pelos cornos!

 

 

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Vivemos um dia a dia em que o ruído de fundo é tremendo. As vozes externas insistem em juntar-se ás vozes internas que, por sua vez, se repetem numa tagarelice intensa.  A velocidade da informação é tal que a sensação que temos é que aquilo que hoje é amanhã deixa de o ser. E isso deixa-nos inseguros. Perdidos num mar de informação contraditória quando aquilo que buscamos são certezas. Certezas de que somos bons pais, de que nos alimentamos bem, de que fazemos as escolhas acertadas ou mesmo de que estamos a seguir o melhor caminho. É legitimo e ao mesmo tempo preocupante. Preocupante porque isso faz de nós meros autómatos e marionetas nas mãos daqueles que tudo sabem e que por passos de magia nos oferecem soluções para todos os nossos problemas.

 

Falta-nos a segurança e a confiança para tomarmos decisões por nós mesmos. Falta-nos a coragem para procurar e abraçar soluções que só a nós fazem sentido. Falta-nos aceitar que somos seres especiais e que sabemos o que é melhor para nós se nos permitirmo-nos fazê-lo. Falta-nos perceber de uma vez por todas que errar é tão importante como acertar.  

 

O que nos falta, meus caros, é a atitude de agarrarmos a vida pelos cornos, olhar para ela nos olhos e dizermos “agora decido eu!”

 

Faz da tu vida inspiração!

 

Marta Leal

Inspirational Coaching

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