Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Amor Próprio

... porque tudo começa e acaba em mim ...

Amor Próprio

... porque tudo começa e acaba em mim ...

Saudades de si!

images (10).jpg

 

Daqui de onde lhe escrevo posso dizer-lhe que no ultimo mês corro mais do que o normal. Corro num dia-a-dia que insisto em preencher. Não enfio a cabeça na areia como a avestruz mas enfio a cabeça nas inúmeras coisas que tenho para fazer. Faço por me esquecer que não está cá e que não faz parte. Recuso-me a pensar em si e ocupo-me, ocupo-me cada vez mais. Foi assim no ultimo mês e era assim que queria que fosse nos próximos anos. 

 

Mas o mundo é cruel e eu gostaria de partilhar consigo como isto me entristece e como isto me incomoda. A vida humana vale muito pouco ás mãos de uns e às palavras de outros. Não foram os atentados de Paris que mais me abalaram. Foram sim as palavras de ódio que de imediato lhe surgiram. Não são contra mim mas poderiam ser. E, foi aí que dei comigo a falar consigo na minha imaginação. Sei que teria uma palavra sábia ou uma história para me contar. Daquelas que embora me pudessem entristecer me aqueciam a alma. E nestes momentos é exactamente disso que sinto falta. De alguém que me aqueça a alma. Mas não é um alguém qualquer é alguém que o igual ou mesmo que o supere. 

 

Depois de se viver um amor a fasquia fica mais alta. Depois de se viver na sua plenitude queremos sempre mais e melhor. Deixamos de nos contentar com pouco. Há momentos em que me apetece baixar os braços e esquecer que ele existe. Mas como se pode viver sem amor? Mas como posso eu viver sem amor? 

 

Daqui de onde lhe escrevo gostaria de lhe dizer que mais que ter saudades suas tenho saudades de si. No todo e no particular. Saudades do seu rebuliço e da sua incerteza que contrastavam com aqueles braços que me protegiam durante o sono. Saudades da desarrumação e dos medos que contrastavam com o planeamento e as palavras certas . Saudades de si completo mesmo que desarrumado. Sim era mesmo esse rebuliço que fazia diferença.

 

A vulnerabilidade faz-me sentir saudades de si e dos seus abraços. Mais dos seus abraços do que dos seus beijos devo confessar. Os beijos afagam mas os braços protegem. E num mundo que se ama pouco são precisos braços que nos protejam. Escrevo-lhe hoje apenas porque parei por momentos e me permiti sentir. Sentir a sua falta fez com que abrisse a porta às recordações e ás saudades. Não choro a sua ausência antes sorrio à sua presença  mesmo que apenas em memória.

 

Daqui de onde lhe escrevo sinto saudades de si mas só hoje porque amanhã engreno num dia-a-dia que me ocupa e me preocupa e você fica lá no sossego à espera do dia em que me permita novamente recordar. Saudades de o ouvir dizer que é importante ter-me perto de si! Mas só hoje! Porque amanhã esconde-se a saudade no rebuliço do dia-a-dia até precisarmos novamente de uma recordação quente que nos aqueça alma.

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mensagens

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D