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Amor Próprio

... Blogger, coach, palestrante, autora, contadora de histórias, formadora e uma apaixonada pela vida ...

Amor Próprio

22
Abr15

Assusta-nos que as máquinas tomem conta do homem

Marta Leal

7012616-iron-man-robot.jpg

 

O mundo muda, a espécie evolui, e o que ontem era, hoje deixa de ser. Isto aplica-se, quer a conclusões científicas, quer a modos de vida. Resistimos à mudança e, por vezes, resistimos a ser quem somos, porque o mundo dita a regra. São modas, são apenas modas dirão uns. Eu acredito que sejam fruto da evolução de uma sociedade apressada, demasiado apressada.Procura-se a mudança e procura-se a diferença, correndo-se o risco de nos voltarmos a tornar todos iguais. Seguimos o todo, e esquecemo-nos de seguir o particular que tanto nos caracteriza. Estereotipamos, em nome de uma singularidade que pouco tem de singular. Aceitamos, sem aceitar, até porque temos dificuldade em aceitarmo-nos.

 

Estou farta da desumanização e da falta de emoção. Gosto de pessoas que choram, que se sentem tristes, que tem frustrações e que as assumem. Gosto dos que caem e se levantam, gosto dos que riem alto e dos que se assumem no erro.

 

Assusta-nos o futuro. Assusta-nos que as máquinas tomem conta do homem. Que a humanidade se perca entre porcas, parafusos e peças soldadas que ganhem vida e destruam o ser humano. Escrevem-se livros e rodam-se filmes que são sucesso de bilheteira sobre um mundo comandado por lata desumana mas inteligente.  Temos medo daquilo que o mundo se tornará e não percebemos aquilo em que o mundo se tornou. Tememos robots pensadores e não damos conta que já vivemos rodeados deles. Tememos robots quando o nosso pior inimigo somos nós mesmos. E enquanto continuamos acomodados no cantinho do nosso sossego permitimos, com o nosso silêncio e com a nossa passividade, que a desumanização aconteça.

 

O que também aconteceu  foi que a Easter voltou para casa após uns dias de internamento. Depois de ver a conta juntei-me ao grupo dos que defende que as despesas com os animais domésticos deviam fazer parte das despesas a declarar no IRS. Ainda em convalescença parece-me que a miúda desta já se safou. Safou-se da doença mas não se anda a safar do "bulling" que o gato lá de casa lhe anda a fazer, de vez enquanto lá vai ele de pata levantada dar-lhe uma palmada para a avisar que quem manda ali é ele. 

 

Eu? continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo muito eu mesma.

 

 

 

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