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Faz da tua vida a tua inspiração!

... Blogger, coach, palestrante, autora, contadora de histórias, formadora e uma apaixonada pela vida ...

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E se fosse comigo?

24.02.21, Marta Leal

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Se há algo que mexe comigo é a tentativa de humilhação seja de que forma for. Não gosto nem nunca gostei de humor que humilha, de palavras inconsequentes que denigrem, e de gestos que apontam. Sempre tive dificuldade em lidar com isso e sempre irei ter.

Humilhar é estratégia dos mais fracos. Difícil mesmo é estar disponível para compreender o outro no mundo do outro. É ter a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro perante a humilhação e pensar “e se fosse comigo?”.

Podemos até dizer que se a pessoa não ligar não tem importância. Mas tem, meus caros, tem toda a importância porque as palavras sobre quem somos ou sobre o que fazemos têm um impacto enorme em nós, no modo como nos movemos pela vida e naqueles que nos rodeiam. Se há algo que não é neutro são as palavras. E é por isso que é de uma importância extrema termos cuidado com a forma como as usamos. Era tão mais fácil se isso nos fosse ensinado desde cedo. Ensinam-nos a escrever, a falar, mas são poucos os que são ensinados a medir não só o peso, mas também a importância das palavras nas nossas vidas e na vida dos outros.

A humilhação não é nada mais do que a mesquinhez em forma de ação. As palavras ditas de forma viperina não são nada mais do que a insatisfação de alguém que está mal com a vida, e com ele próprio. Treinarmos para nos colocarmos no lugar do outro é o caminho para que a compreensão e a compaixão vençam a mesquinhez e a maldade.

Podemos não concordar com a forma de agir de alguém, com o modo como se move pela vida ou mesmo com os comportamentos que lhes são característicos. Mas a verdade é que não temos nada a ver com isso. E aí é que reside a grande questão: acharmos que devemos opinar sobre o que os outros são e o que os outros fazem. Se não gostamos o mais certo a ser feito é afastarmo-nos. Se ouvimos algo que denigre alguém o mais certo a fazer é não repetir aquilo que nos foi dito. Isso sim é integridade connosco e perante o outro.

As palavras podem marcar para sempre, e criar constrangimentos que não imaginamos. Era tão mais fácil que perante a tentação de as dizermos tivéssemos a coragem de fazer a pergunta “e se fosse comigo?”

Cuida de ti e lembra-te de cuidar do outro! Cuida do outro e lembra-te de cuidar de ti!

Sempre com muito amor!

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A vida é a soma daquilo que és

23.02.21, Marta Leal

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Perante a notícia de que iriamos estar mais um mês em confinamento dei por mim a pensar numa conversa que tive com uma cliente há uns dias.

               - Temos de nos ocupar – dizia-me ela

Eu continuo a acreditar que temos de viver. E viver é completamente diferente de nos ocuparmos.  E não estou a romantizar a coisa. Porque esta situação tem tudo menos romantismo. Mas dizia eu que temos de viver de acordo com o contexto que temos nas circunstâncias que temos. Não existe necessidade de nos ocuparmos só porque sim. Não existe sequer a necessidade de fazermos o que não gostamos para que o tempo passe.

É mesmo importante que se valorize cada dia mesmo naqueles dias em que não nos apetece fazer nada. Permitirmo-nos sentir o nosso estado emocional, aprender com ele e perceber como o melhorar é meio caminho andado para mantermos o nosso equilíbrio. Fazer o contrário pode ser violento.

Há quem goste de rotina e quem goste de diversidade. Eu sou das que gosto de diversidade. Gosto dos dias diferentes uns dos outros e a rotina enfada-me. Trabalhar a diversidade dentro de casa é algo que pode ser desafiante e exigir um certo grau de criatividade. Acordo e deito-me em horários diferentes. A única rotina matinal é a de ouvir música e de tratar dos quatro patas, e de tudo o que a eles está associado. Depois o dia corre de acordo com o que tenho ou não para fazer ou mesmo do modo como me sinto. Falo com ele, e com eles. Medito em horas diferentes, escrevo em horários diferentes, trabalho as formações de acordo com as minhas motivações, vejo ou não uma das minhas séries preferidas, leio ou não um livro que não seja técnico, e permito-me descansar quando sinto que o devo fazer. O que não pode faltar é a consciência de que é neste dia que estou a viver. E á noite gosto de me deitar com a sensação de que não foi mais um dia, mas que foi o dia.

Quando te ocupas corres o risco de não viver. Quando vives mesmo que tenhas um dia com muitas tarefas tens prazer no que fazes, e sabes que valeu a pena viver esse dia. Lembra-te que a vida é muito mais do que a soma de um dia após o outro. A vida é a soma daquilo que és, do que sentes, do que pensas e do que fazes por ti e pelos outros!

 

Cuida de ti e lembra-te de cuidar do outro! Cuida do outro e lembra-te de cuidar de ti!

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O amor precisa de alimento

22.02.21, Marta Leal

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As histórias de amor fazem-me sorrir e até choramingar tal é a emoção que me provocam. Sou apaixonada por finais felizes, por jantares românticas, mãos dadas e abraços sentidos. Talvez por isso goste tanto de trabalhar os relacionamentos amorosos. Mas a verdade é que tratamos muito mal o amor deixando que seja injuriado de lamechas e de irracional. Também há quem diga que o verdadeiro amor nos faz sofrer, que nos cega, que nos faz fazer figuras ridículas, e escolhas que ninguém entende. Os mais céticos são capazes de afirmar que ele nem sequer existe.

Não é o amor, meus caros, é a forma como lidamos com ele. Porque o amor acrescenta, tem gestos de ir às lágrimas, trata bem, faz-nos flutuar e acreditar num mundo melhor. Por isso, quando nos decidimos a vivê-lo deve ser com tudo ou corremos o risco de o debilitar ao ponto de o deixarmos morrer. E é tão fácil deixá-lo morrer. Sabem porquê? Porque o amor precisa de alimento, de atenção, de palavras sussurradas, de gestos, de presença e de muita certeza.

Começar ou (re)começar uma relação com dúvidas é condená-la ao fracasso. É evidente que todos temos consciência que qualquer decisão ou escolha que se faça pode dar certo ou errado, mas termos consciência é diferente de termos dúvidas. Termos consciência é sabermos que podem sempre existir dois resultados. Termos dúvidas significa que não nos vamos entregar de corpo e alma, e quando vivemos uma relação deve ser de corpo e alma nos bons e nos maus momentos.

Iniciar algo com “vamos ver o que isto vai dar” ou “pode ser que resulte” tem agregado a crença de que não confio o suficiente para fazer planos, para ter certezas ou mesmo para ultrapassar as dificuldades que possam surgir. É só quando sabemos a direção que queremos tomar, as condições em que o vamos fazer, e o modo como nos queremos relacionar que podemos dizer que estamos efetivamente a investir. Se não for assim é injusto para nós, para o outro e para o próprio amor.

Cuida de ti e lembra-te de cuidar do outro! Cuida do outro e lembra-te de cuidar de ti!

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Saudades

21.02.21, Marta Leal

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2020 foi um ano escasso em formações, palestras e workshops, tudo aquilo que eu tanto gosto de fazer. Depois da pandemia tive apenas duas vezes em sala de formação, e soube-me a pouco. Despedi-me de dois grupos online, mas faltou-nos o contacto, a conversa depois da aula acabar, os desabafos, a partilha dos sonhos e dos medos, e a certeza de que crescemos todos quando nos relacionamos. Não me recordo de ter um intervalo sem ter ficado a conversar com alguém. Não me recordo de passar no corredor sem ficar a conversar com um aluno, sem que fosse interpelada para partilha de uma conquista ou mesmo para partilha de uma desilusão.

Gosto do cheiro de uma sala, dos sorrisos, das expressões, da discussão de ideias, da procura de explicações e do crescimento que temos em conjunto. Independentemente do tema que se fale, falamos de pessoa para pessoas. Falamos de perspetivas e de acreditares. Falamos de esperanças de vida, e de crescimento pessoal. E é isso que para mim significa dar formação: mais do que a aprendizagem é a forma como essa aprendizagem nos faz crescer, evoluir e fazer diferente. Gosto da comunicação nos dois sentidos!

Foi nesta ausência que percebi a importância da presença. Que percebi o quanto é importante para mim dar formação, o quanto é importante para mim partilhar ideias, sucessos e vontades. Agarrar na desilusão e transformá-la em aprendizagem. Agarrar no ceticismo e transformá-lo em concretização. Há quem faça por obrigação e há quem faça por prazer. Eu sou daquelas que faço por prazer.

Tenho saudades das salas de aula, de todos aqueles com que em tenho cruzado e que tão boas memórias deixaram! Nesta ausência, damos o máximo em sala de aula virtual criando momentos para que a ausência se minimize e a presença esteja para breve.

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A filha do meio faz anos

20.02.21, Marta Leal

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Estávamos no ano de 1998, eu tinha 28 anos e fui mãe pela segunda vez. Engordei cerca de 20 quilos, as últimas semanas só dormia confortável numa poltrona, e depois das contrações começarem ainda tive de tomar banho porque uma mulher tem de estar sempre apresentável. A Mafalda nasceu com 4,300 kg, e eu tive uma complicação pós-parto. Valeram-me uma equipa fantástica na Alfredo da Costa, e a certeza de que ainda tinha muita coisa para fazer nesta vida.

Nunca tinha tido o sonho de casar ou ter filhos, mas a vida perante a possibilidade de não poder ter filhos colocou-me à prova. E eu aceitei a decisão e não tive só um, mas comecei a idealizar ter 4. Não tive 4, mas fui até ao terceiro. Não vos vou dizer que romantizei a maternidade ou a ideia de ser mãe, só sabia que o tinha de ser. Também não vos vou dizer que os filhos são a nossa maior realização porque não acredito nisso. Acreditar nisso seria desvalorizar todos aqueles que não podem ou não querem ter.  Para mim, os filhos são a nossa maior aprendizagem se estivermos disponíveis para isso. É com eles que nos descobrimos na verdadeira essência, que crescemos enquanto seres humanos e são eles que nos ensinam aquilo que muitos falam ser o amor incondicional.

A Mafalda nunca gostou de dormir comigo, mas também nunca queria ficar em casa de ninguém. Fazia birra sempre que o ambiente era barulhento ou fora da zona de conforto dela. Era pouco dada a apertos e a sorrisos. Sempre muito calada, observava mais do que falava. Quando gostava, gostava. Quando não gostava não havia nada que a convencesse a mudar de ideias. Aos 23 anos tornou-se alguém que sabe não só o que quer, mas, sobretudo que luta pelo que quer. A “trombinha” deu lugar ao sorriso e a uma gargalhada sonora. As bochechas coradas deram lugar a um rosto magro, e o corpo rechonchudo tornou-se esguio.  A envergonhada que ficava sempre num canto deu lugar a alguém que não tem qualquer problema de dançar em público. A miúda que comia chocolates às escondidas tornou-se vegan e cuidadora do ambiente.

Sempre acreditei que os melhores pais são aqueles que com o passar do tempo deixam de ser necessários, que permitem que os filhos voem, e que se mantém na retaguarda para abraçar e apoiar sempre que necessário. Este ano, não vamos estar juntos e a festa vai ser feita através do zoom, os abraços ficam por dar, mas os sorrisos, e as gargalhadas vão estar presentes.

Parabéns, filha do meio! É um orgulho ser mãe de um ser humano fantástico como tu!

Não é hora de termos medo

18.02.21, Marta Leal

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- Aí … Marta, ando com tanto medo de pessoas – disse-me ela, mal ligámos a câmara

- Não devia – disse-lhe eu com aquela minha forma tão característica de comunicar.

Esta sessão levou-me a pensar que de facto vivemos uma época em que empoderamos o medo em detrimento do cuidado com o outro. Empoderamos receios, incertezas, posturas de fuga, olhares fugidio, passadas rápidas, caras fechadas, quando devíamos empoderar cuidados, atenção, compreensão, sorrisos e aproximação na medida do possível. Não estamos todos nas mesmas condições, mas estamos todos a viver o mesmo contexto. Se deixarmos que o medo ganhe limitamo-nos a defender as nossas quintas por uma questão de sobrevivência quando nos devíamos defender a todos.

Penso sempre no medo como um colecionador de corações. Caça-os, isola-os e encerra-os de tal forma que o amor é adormecido e, em alguns casos, acaba por morrer. Fica de tal forma moribundo que dá lugar ao ataque, à fuga, à rigidez de opiniões e à insensatez das ações. Termos medo de pessoas isola-nos delas e de nós mesmos. Somos muito mais fortes quando nos unimos, quando olhamos na mesma direção e quando construímos juntos.

Não é hora de termos medo e muito menos de encerrarmos os nossos corações. É hora de cuidarmos, darmos atenção e perceber que a realidade do outro é a minha realidade. Se há coisa que o coração não conhece são máscaras e distância de segurança! E isso ninguém nos pode tirar!

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Acreditar

17.02.21, Marta Leal

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Falava sobre a eutanásia com ele. Chegámos à conclusão de que ambos defendemos o direto à escolha em caso de ficarmos ligados a uma máquina.

- Não quero ficar a dar trabalho a ninguém – disse ele.

- Eu cá, quero-me despachar para voltar noutra vida – disse-lhe eu.

E foi aqui que a expressão dele foi impagável. Foi daqueles momentos em que gostava de ter tirado foto para mais tarde recordar. Interessante como ainda não tínhamos falado sobre este assunto. Ele acredita que a vida é só esta e que a devemos aproveitar o melhor possível. Eu acredito que devemos viver da melhor forma, mas que existe muito mais do que isto. O interessante é que estamos ambos muito resolvidos sobre as nossas filosofias de vida que têm pontos comuns e pontos divergentes.

Falo-vos disto porque defendo que é importante que acreditemos em alguma coisa. Para mim é a fé (acreditar) que nos move. É quando temos a capacidade de acreditar que sentimos que vivemos em vez de nos limitarmos a passar pela vida. Que só quando nos encontramos numa filosofia de vida que nos preenche é que encontramos a verdadeira paz, amor e serenidade. Assumir o nosso acreditar, seja ele qual for, não significa que o tenhamos de impor aos outros. Não temos sequer esse direito. Assumir o nosso acreditar significa que construímos o nosso mapa de vida com as coordenadas que nos fazem sentido.

Para mim seria desafiante viver sem acreditar em algo maior. Pode parecer algo incongruente para alguém tão racional quanto eu, mas não é. É apenas a forma que encontrei para me mover pela vida e lidar com a morte.

- Tens noção que o facto de acreditares em almas e muitas vidas faz-te parecer louca aos olhos de muita gente? – perguntou-me um dos meus melhores amigos há uns anos.

- Tenho – respondi-lhe eu enquanto me apressava a acrescentar, “mas sou uma louca feliz”.

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Estamos a perder a esperança!

16.02.21, Marta Leal

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Ele está fora do país a trabalhar. Eu mantenho-me por aqui não ao ritmo que me é característico, mas ao ritmo que me tem sido permitido. O que nos une para além do que sentimos um pelo outro são os planos, as vontades, as gargalhadas, os momentos, o desejo, aquele viver tão nosso quando estamos juntos, e o facto de olharmos na mesma direção. Há dias tive consciência de que os planos desaceleraram, tornaram-se mais cuidadosos, quase como se estivéssemos em suspenso, e foi então que percebi que tenho sentido o mesmo nas conversas com os amigos e com os clientes.

Estamos a perder a esperança no que podemos ser, fazer, sentir e viver. Estamos, também, a perder a esperança num mundo melhor, em pessoas melhores e numa vida melhor. E isso, meus caros, está completamente errado. Escrevo completamente errado porque não é justo desistirmos de nós, do planeta e dos outros. Não podemos fazer igual então fazemos diferente. Existem pessoas que não respeitam? Concentra-te nas de coração grande. O planeta está a gritar por ajuda? Concentra-te em fazer a tua parte. Ainda tens sonhos para concretizar? Vai planeando e percebendo como os podes atingir perante as condições que tens.

Não te vou dizer que este é o momento ideal para dar a volta porque já estamos todos cansados deste discurso. Acredito sim que este é o momento ideal para te reinventares, para perceberes o que é que podes fazer com as condições que tens. Também acredito que este é o momento para olhares para o outro de uma forma diferente. Para te focares naqueles de coração quente e alma grande, para fazeres verdadeiramente a diferença na vida do alguém. Para continuares a planear uma vida de sorrisos, de bem-estar, de mais braços estendidos em gestos de acolhimento. De perceberes que não podemos a continuar a viver para dentro porque a vida faz-se lá fora.

Descobri há dias que a esperança e o amor andam sempre de mãos dadas. Um não vive sem o outro. É o amor à vida e aos outros que nos faz ter esperança num mundo melhor. E é a esperança de conseguirmos fazer a nossa parte que alimenta o amor. E só assim faz sentido! Recusa-te a que num momento de falta de liberdade e de movimento também te retirem aquilo que nasce dentro de ti. Recusa-te a que num momento de sorrisos escondidos também a tua alma fique amordaçada.

Podem-me tirar tudo, mas não me tiram nem esperança, nem amor!

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Faltam-me os cheiros!

15.02.21, Marta Leal

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Podia começar por dizer que estou fartinha de confinamento, e não vos ia faltar à verdade. Este confinamento está-me a custar mais por estar mais sozinha, por já percebermos o que se passa à nossa volta, e porque acredito que seja um ano mais de ação do que inação. Se o ano passado aproveitei para refletir, redefinir caminhos, decidir o que me fazia ou não sentido, e descansar. Este ano estou farta de reflexão e cheia de vontade de entrar em ação. 

E não é por não ter nada para fazer, porque tenho e muito. Tenho algumas formações para terminar, outras tantas para melhorar, relatórios para fazer, sessões para dar e uma mudança para preparar. A verdade é que fazer tudo isto sem a liberdade de movimento me custa.  Torna-se tudo muito mais lento porque os dias se repetem num entra e sai indefinido entre o dia e a noite, a semana e o fim de semana, e a manhã e a tarde. Torna-se tudo muito mais lento porque nos mantemos em espera.

E existem aqueles dias em que as ferramentas que tenho ficam guardadas na caixa. Que a persistência dá lugar a uma desistência momentânea, que as palavras de motivação se escondem por detrás de suspiros, que a ação se mascara de inação, e que o impensável passa a tolerado. E eu deixo. Deixo porque seria demasiado violento não me permitir sentir, o que tem de ser sentido. Valem-me os outros. Aqueles dias em que se vive o presente, e se criam condições para chegar onde queremos chegar.

Cá por casa, os dias correm ao som de um teclado interrompido por miados e latidos. Consultas e aulas online que nos criam a falsa sensação de proximidade, mas a  verdade é que me faltam, cada vez mais, os cheiros e os toques. Faltam-me os cheiros tão típicos de determinados locais, e o toque daqueles com quem me cruzava diariamente. Se se vive sem? Claro que sim, mas vivemos muito melhor com!

 

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Sobre amar!

14.02.21, Marta Leal

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Tendo eu um pensamento acelerado, sempre que começo a escrever imagino as letras numa correria a quererem formar palavras, frases, parágrafos e crónicas. O grande desafio é conseguir que cá fora tudo faça tanto sentido como faz cá dentro. No dia dos namorados fale-se então de amor! Hoje coloco de lado o amor próprio e falo do amor ao outro. Falo da necessidade de construção a cada amanhecer, de declarações diárias onde os sorrisos e os desejos andem de mãos dadas, falo-te da paz sentida naquele abraço, no beijo suave, e no toque discreto. Falo-te no respeito pelo ser do outro e pelo teu ser. Falo-te da construção de um ninho seguro, do querer sempre voltar a casa, e da procura de soluções quando parece não existir solução.

O amor só devia ser vivido quando estivesse maduro. Um amor verde cobra, corrige, impõe, maltrata e perde-se em comportamentos que são tudo menos amor. Um amor maduro respeita, acolhe e deixa livre. Um amor maduro sabe que os obstáculos não são nada perante um bem maior. Um amor verde torna os obstáculos em armas de arremesso, uma amor maduro fortalece-se com eles.

Amar é uma decisão, o modo como amas, também.

Feliz dia do amor!

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