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Faz da tua vida a tua inspiração!

... Blogger, coach, palestrante, autora, contadora de histórias, formadora e uma apaixonada pela vida ...

Faz da tua vida a tua inspiração!

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As histórias

14.12.20, Marta Leal

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Somos feitos de histórias e fazemos parte de histórias, das nossas e das de todos aqueles que fazem parte de nós, e se cruzam connosco. Quero com isto dizer que somos a soma das histórias dos nossos antepassados e dos que virão a seguir a nós. Sempre acreditei que é nas histórias de vida que crescemos, refletimos e evoluímos. Nunca percebi esta minha vontade de contar histórias de vida e eis que há dias encontrei cá por casa algo que me colocou de lagrimita no olho ou não fosse eu uma choramingas. Em 1985, tinha eu 16 anos, escrevi a história dos meus tios avós e este foi o feedback que recebi:

“Parabéns pelo teu trabalho. Lê-se com muito agrado. Mantiveste-me, como leitora, interessada, curiosa e encantada, do princípio ao fim.

Sob o ponto de vista literário é um estilo simples, claro e simultaneamente cativador.

Sob o ponto de vista afetivo, parece-me importante que a escrita seja uma forma de podermos refletir sobre nós próprios e/ou o mundo (as pessoas) que nos rodeia. Neste caso, penso que a tua tia Ginja se deve orgulhar da sobrinha que tem.

A professora de Português

Teresa Perdigão

Janeiro/85”

Porque vos conto isto? Porque acredito pouco em coincidências e, não deixa de ser interessante que no ano em que me decido dedicar-me cada vez mais à escrita esta mensagem me venha parar às mãos. Por vezes, o passado relembra-nos de quem somos e o que gostamos mesmo de fazer.

Continuo com uma escrita simples, e uma vontade enorme de cativar, inspirar, e contar histórias. Acredito que os tios estejam onde estiverem estão orgulhosos da inspiração que foram para mim e da influência que tiveram em mim. Eu estou orgulhosa deles. Da vida que tiveram, do amor que viveram, e das gargalhadas que deram!

 

Cuida de ti e lembra-te de cuidar do outro! Cuida do outro e lembra-te de cuidar de ti!

Sempre com muito amor!

#fazdatuavidainspiração

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Em nome da democracia

07.12.20, Marta Leal

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Há muito que evito ler comentários a notícias sejam elas quais forem uma vez que, nos dias que correm, tudo é motivo para polémica, maledicência e maldade gratuita. De vez enquanto lá caio eu na tentação e as entranhas revoltam-se tal é a intensidade da raiva, da maldade, da ofensa e tudo em nome de um “vivemos numa democracia e somos livres de dizer o que pensamos”. Uns dirão que o melhor é não ligarmos, que as pessoas são assim e que a atitude certa é vivermos a nossa verdade. Perante uma atitude de afastamento não será que estamos a deixar que o mal se propague?

Vivermos numa democracia onde podemos expressar livremente a nossa opinião não é desculpa para dizermos tudo o que nos vai na cabeça ofendendo e denegrindo. Expressar uma opinião implica argumentação, e a argumentação não está relacionada com ofensas pessoais. Vivermos numa democracia implica termos direitos, mas também termos deveres. E o principal dever do ser humano é cuidar do outro, ser empático, respeitar as diferenças e se tiver de lutar por algo que o faça com argumentos pesados e não com ofensas e maldade gratuita.

Dizer que somos maus perante o sucesso e a dor do outro é pouco. É urgente aprendermos a colocarmo-nos no lugar dos outros, a ter compaixão, a perceber o outro na realidade do outro e a perceber qual o efeito daquilo que vamos dizer ou fazer. Não, meus senhores, a democracia e a liberdade de expressão não são isto. Isto é veneno, raiva, inveja, ciúme e mesquinhez. Desejar mal a uma Ministra infetada, desculpar uma violação, romantizar um crime de violência doméstica, ofender uma mulher porque comenta noticias desportivas, atacar uma miúda que acabou de morrer num acidente de viação não serão ações justificadas por vivermos em democracia, mas sim fruto de uma má formação pessoal, moral e social.

A próxima vez que as tuas frustrações te impulsionarem a ofenderes ou denegrires pensa na forma como te sentirias se fosse contigo! A próxima vez que ofenderes a filha que acabou de ser morta pensa como te sentirias se fosse a tua filha! A próxima vez que ofenderes a mulher violada pensa como te sentirias se fosse a tua mãe, irmã, mulher ou filha ou mesmo tu! A próxima vez que ofenderes aqueles que têm sucesso pensa como te comportarias no lugar deles! A próxima vez que desejares mal aos outros pensa como te sentirias se esse mal te fosse desejado! A próxima vez que ameaçares alguém de morte pensa como te sentirias se alguém te ameaçasse a ti ou a alguém que te é querido.

Mais compaixão, meus amores, mais compaixão!