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Faz da tua vida a tua inspiração!

... Blogger, coach, palestrante, autora, contadora de histórias, formadora e uma apaixonada pela vida ...

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És uma ingénua, Marta Leal

26.06.20, Marta Leal

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Hoje, em sessão, ouvia alguém a dizer que era demasiado crédula, e que continuava a acreditar nas pessoas. Não fosse eu saber que  temos tendência a atrair aqueles que são semelhantes a nós e teria pensado que era uma coincidência pensar exatamente do mesmo modo. Porque é exatamente assim que eu sou e assim que eu penso. Num mundo que insiste em combater eu continuo a querer agregar. Num mundo que insiste em apontar o dedo eu continuo a querer dar a mão. Não porque sou melhor que os outros, mas porque acredito que o mundo é cheio de pessoas boas.

Enquanto uns insistem em focar-se no que está errado eu continuo a focar-me no que está certo. Se existem os que não cumprem e não se preocupam  também existem os que cumprem e o que se preocupam de forma genuína. Prefiro enganar-me pontualmente a não dar oportunidade. Para mim qualquer ser humano é bom até prova em contrário. Vivemos momentos conturbados e é urgente que nos unamos para que todos juntos consigamos chegar a bom porto. É importante que acreditemos mais nos outros e em nós mesmos. Somos um todo que para ser saudável precisa que se cuide das partes. Mas quando falo em cuidar falo num cuidar incondicional. Um cuidar sem julgamentos, expetativas ou mesmo análises sobre o que deveria ter sido ou não feito.

É importante percebermos que estamos todos onde nos trouxeram as nossas escolhas. Pelo caminho da vida todos fazemos escolhas acertadas e erradas. Aceitar isso é aceitar que a vida é uma montanha russa onde o que é hoje pode não ser amanhã,  para nós e para os outros. Aceitar o outro na realidade do outro é fruto de nos aceitarmos a nós na nossa realidade. Aplaudir, motivar e inspirar é muito mais importante do que julgar, criticar, e condenar. 

- És uma ingénua, Marta Leal, disse-me alguém há uns dias.

- Talvez seja, respondi eu, enquanto pensava na felicidade que é ter decidido ser assim, e na quantidade de pessoas boas com que me tenho cruzado!

 

Cuida de ti e lembra-te de cuidar do outro! Cuida do outro e lembra-te de cuidar de ti!

Sempre com muito amor!

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A perda no tempo

25.06.20, Marta Leal

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Ontem acabei de dar aulas às 23.00. Foi dia de  gestão de stress, e para além das teoria partilhámos situações, medos, acções e esperanças. Acredito que é na partilha que se cresce, sonha e avança. Confesso que já tenho saudades das salas de aulas presenciais, mas à falta do ideal ficamos pelo que nos está a ser possível. Escrevia eu que acabei de dar aulas às 23.00, fiz um jantar leve, vi um dos episódios da ultima temporada de uma das séries que ando a seguir, e depois vim  dedicar-me à escrita. Sempre que avanço na escrita noite dentro tenho o cuidado de colocar alarme ou corro o risco de ver o dia nascer. A noite tem para mim uma magia especial. É nela que as letras surgem com mais fluidez, e os enredos se tornam mais visíveis. Sempre assim foi, e espero que assim continue.

Todos temos algo que gostamos tanto de fazer que nos evade da realidade, e que nos faz perder no tempo. Atenção que perder no tempo é diferente de perder tempo. Perder no tempo é algo bom. É aquele momento em que deixamos de sentir a realidade, e o que nos envolve porque estamos completamente entregues ao que estamos a fazer, ou seja, uma visão mais romântica da "coisa".  Perder tempo é entrarmos num estado de transe onde não fazemos nada, e deixamos que o tempo nos controle, sem que tirássemos nenhum prazer do que estamos a fazer. Uma situação acrescenta enquanto a outra diminui. 

Mas não são apenas os prazeres que temos, existem também certas pessoas que nos fazem perder no tempo. São aqueles com quem nos alinhamos nas conversas, nos estares, nos risos, nas palavras, nas expressões, e nos sincronismos. São aqueles que classifico de verdadeiros nossos. Aqueles que nos agregam sem cobranças, sem amarras, sem prisões. São os que amamos e nos amam de forma incondicional, e que para quem o tempo tem um valor diferente. Estamos quando temos de estar porque sabemos que é essa liberdade que nos traz o verdadeiro prazer da relação, seja ela de que tipo for. 

Para mim a felicidade e o bem-estar vêm destes dois factores: a escrita e a presença daqueles que amo, ou seja, aquilo que faz sentir amor. E nenhum destes dois pode ser forçado. Nenhuma destas duas situações pode ou deve ser feita por obrigação. Quando isso acontece o prazer torna-se tortura, e as palavras teimam em não sair. Aprendi isso da pior forma quer com artigos que me pediram para escrever quer com momentos onde pensei que devia estar presente embora não me apetecesse. Neste momento, já não o faço, e mesmo quando sinto que estou a ser "apanhada na curva" consigo reverter a situação. A honestidade com o meu sentir é superior às obrigações que, por vezes, insisto em impor-me.

 

O que é que te dá verdadeiro prazer?

Quem são as pessoas da tua vida?

Quem e o quê te faz sentir um amor tremendo?

.... Pensas nisso?

 

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A caminhada do bem

10.06.20, Marta Leal

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A solidariedade é, por vezes, ingrata. Ouvi, algumas vezes, esta frase sem ter a verdadeira noção do que ela significava. Nos últimos tempos, não só percebi como senti que existem dias em que praticar a solidariedade pode ter um gostinho amargo. Isto acontece quando olhamos para os bens que temos vs famílias a ajudar, quando recebemos um não ou um silêncio como resposta aos pedidos que efetuamos, quando somos questionados constantemente se temos a certeza se as famílias precisam mesmo, ou quando as famílias nos questionam o porquê de agora estarmos a dar menos. Até para quem gere a vida de forma pragmática é desafiante lidar com tanto obstáculo humano. Questionamos continuidade, vontade e, efeitos das acções que temos.

Esta semana pensava sobre se tudo o que tenho feito valeria a pena. Se uns não seriam demasiado egoístas para se colocarem no lugar dos outros, e se outros querem mesmo mudar de vida. E, no exato momento em que o questionava recebi uma mensagem que me respondeu à pergunta que fazia internamente. Lembram-se do   O rapaz da mochila às costas ? Na altura em que o post foi publicado recebi dezenas de mensagens para ajudar, e para  contribuir. Respondi a todas as mensagens, e coloquei todos os que quiseram ajudar em contacto com a família. Uma das mulheres mais inspiradores que conheço leu o post e entrou em contacto com o rapaz, deu-lhe uns trabalhos, reuniu uns amigos para angariação de fundos, e depois de me descrever tudo o que estava a acontecer escreveu o que eu estava a precisar de ler " e pronto assim vamos fazendo a nossa caminhada do bem".   

E é isso mesmo que é importante que todos façamos "a caminhada do bem"  independentemente dos obstáculos que possamos ou não encontrar. O mundo está cheio de gente boa, de pessoas solidárias, de quem dá a mão ao outro, de quem precisa apenas de uma oportunidade para seguir em frente, de quem luta para sair da realidade onde está e, de quem nunca mais se vai esquecer que um dia alguém acreditou nele. O mundo está cheio de atos de amor, e continuamos-nos a focar nos atos de dor. Há dias, no momento em que questionava o caminho, uma simples frase fez-me encontrar o equilíbrio. Interessante como as mensagens nos chegam, e nos arrumam de volta ao que somos e ao que queremos continuar a ser. Interessante como o papel dos outros é tão importante nas nossas vidas.  Muito obrigada. Eduarda!

 

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Perder ou não a fé na espécie humana

08.06.20, Marta Leal

Nas últimas semanas as emoções foram fortes, e a dor intensa. Todos sabemos que a morte faz parte da vida, mas quando ela chega de forma sorrateira, e inesperada apanha-nos desprevenidos. E não fica mais fácil à medida que avançamos na idade, pelo menos para mim não ficou. Vamos somando saudades dos que vão partindo. Somos a soma dos que conhecemos, das histórias que ouvimos, das experiências que tivemos, dos livros que lemos, e das reflexões que fizemos. Honrar quem partiu é viver todos os dias como se fossem os últimos e, respeitar o outro como gostaríamos que  ele nos respeitasse. Tão simples, mas tão difícil nos dias que correm.

De vez enquanto, nem que seja por momentos, perco a fé na espécie humana. Não só pelas noticias que vou ouvindo/lendo como pelas experiências que vou tendo. Num momento em que  já todos percebemos que pouco valemos perante um inimigo comum continuamos a colocar-nos em dois lados de uma barricada. Somos todos um, mas insistimos em ser vários. Ofendemos-nos e ofendemos porque existem os que não comem carne, os que gostam de pessoas do mesmo sexo, os que defendem minorias, os que gostam de animais,  os que se manifestam, os que falam do aquecimento global, os feministas, e todo outro sem número de situações. Somos mal educados, agredimos, ofendemos, generalizamos, e criamos um caos quando já devíamos estar a organizar a ordem. Há quem diga que sempre assim foi, e sempre assim será. Eu acredito que sempre assim foi, mas não tem de continuar assim. 

Depois lembro-me de todos os atos de amor que são praticados diariamente. Lembro-me das inúmeras pessoas de coração grande com quem já me cruzei, e das que sei com quem ainda me vou cruzar. Lembro-me do bem que é feito todos dias, e percebo que o mundo é aquilo que decidimos ver que é. Se quero um mundo melhor tenho de contribuir para um mundo melhor, procurando a congruência do pensamento, palavras e acção. O que nem sempre é fácil. Compreender o outro no mundo do outro deve ser dos exercícios mais desafiantes para o ser humano. E são poucos aqueles que estão disponíveis para isso.

É importante continuarmos a acreditar, a amar, e a refletir sobre o nosso impacto quer na vida dos outros quer no mundo em que vivemos. 

Cuida de ti e lembra-te de cuidar do outro! Cuida do outro e lembra-te de cuidar de ti!

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