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Faz da tua vida a tua inspiração!

... Blogger, coach, palestrante, autora, contadora de histórias, formadora e uma apaixonada pela vida ...

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Até já, Beatriz!

28.05.20, Marta Leal

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Nos útimos tempos tenho-me despedido de muita gente. Parece que de repente a vida tem feito tudo para me lembrar de que a morte mora ao meu lado. Hoje sinto-me como se tivesse sido atropelada por um camião, e vou precisar de alguns dias para recuperar.

Desde que soubemos do teu desaparecimento que a angústia se instalou, as noites começaram a ser mal dormidas e, que na minha cabeça rodaram os mais variados argumentos, mas nunca um tão mau como este. Há medida que os dias passaram e as informações chegavam fomos tendo cada vez mais a certeza de que algo terrível se tinha passado. Não desistimos de ti, mas desistimos de acreditar que estavas bem. E, hoje a certeza chegou ainda que meio enevoada em sensacionalismo e algumas contradições. A tua partida deixa-nos mais pobres não só pela tua ausência, mas porque levas contigo alguma confiança, segurança, e acreditar. Isto dói mais quando são os que estão perto, não é verdade? A frase "ele é um excelente rapaz" deixa de fazer sentido, e os medos instalam-se. Em mim instalaram-se. Foi contigo, mas podia ter sido com qualquer uma de vocês. Vai ser dificil voltar a confiar naqueles que vos rodeiam, não sei se as tuas amigas vão voltar a confiar da forma como confiavam.

Escrevo-te sem ainda ter processado o teu assassinato. Estou numa espécie de dormência numa semana que tem primado pelas más noticias. Não sei se alguma vez irei processar, talvez consiga arrumar, mas processar não. Acredito que o que tenha morto foi a tua forma de ser, a tua independência e a tua capacidade de dizer sim e dizer não. Sabes, Beatriz nem todos os homens aceitam um não como resposta. E acredito que tenhas sido mais uma vitima de alguém que não aceitou um não como resposta. Acredito que vão surgir muitas histórias sobre ti. Vivemos numa sociedade que tudo faz para culpar a vitima, mas fica descansada que por aqui acreditamos que a culpa é do agressor, e tudo faremos para te proteger.

Descansa em paz miúda, que esse teu sorriso contagie a malta aí de cima, e se puderes manda-nos uma luzinha de apoio que cá em baixo estamos todos a precisar.

Até já!

 

Eu cá "desconfino" quando me apetecer!

25.05.20, Marta Leal

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Não tive grandes dificuldades em confinar, mas estou a ter algumas dificuldades em desconfinar. De repente, sinto-me como quando tinha cerca de cinco anos e, fazia birras. Não me apetece desconfinar! Correndo o risco de ferir algumas suscetibilidades posso afirmar que este confinamento foi dos melhores acontecimentos que tive na minha vida. E até não tenho tido uma vida muito pacata, mas a verdade é que obrigada a parar tive tempo para refletir, para questionar, para observar, e para decidir. E o facto de me ter apercebido que não quero a minha vida de volta faz com que não me tenha apetecido desconfinar. Não me apetece voltar à correria, às refeições no carro, às noites dormidas à pressa, às horas passadas a conduzir, e à sensação de que está sempre algo em atraso.

Descobri que posso passar sem algumas coisas que dantes eram indispensáveis, que o mundo não acaba se me atrasar num prazo, e que o mundo continua a girar se eu dormir até mais tarde. Que é possível ter momentos de conversas com os filhos sem olhar para o relógio, que os quatro patas podem ter tempo de antena a qualquer hora do dia, e que não tem mal nenhum preguiçar de vez enquanto. Ainda não fui ao cabeleireiro, as unhas estão pelas ruas da amargura e a praia tem-se mantido distante, e não pensem que é por medo, por excesso de responsabilidade ou por me ter transformado numa talibã do confinamento.  Não. Simplesmente não me tem apetecido. É quase como se me fizesse sentido manter-me assim por mais uns tempos, mesmo que de vez enquanto me sentisse farta.

Há uns anos mudei de vida, com a certeza do que queria ser, ter e fazer. E as coisas correram muito bem, mas agora sei que me perdi algures entre o pagamento das contas, a responsabilidade perante as despesas com os filhos, a realização profissional, os compromissos assumidos e o amor ao que faço. Neste momento, as escolhas estão feitas e as vontades alinhadas. Despeço-me de alguns projetos, mantenho outros, e agarro-me aquilo que mais me faz vibrar. Voltar ao dia-a-dia vai significar viver de modo diferente, a um ritmo diferente com um intuito diferente. 

A semana passada bebi o primeiro café de há meses, o cabeleireiro e as unhas já foram marcados, os almoços que ficaram por fazer começam a ser remarcados, e as caminhadas também. Apetecem-me pessoas, mas não todas as pessoas. Apetecem-me os que me acrescentam, apenas os que me acrescentam.

Cuida de ti e lembra-te de cuidar do outro! Cuida do outro e lembra-te de cuidar de ti!

Sempre com muito amor!

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O rapaz da mochila às costas

12.05.20, Marta Leal

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Era uma vez um rapaz que um dia por causa de uma pandemia ficou sem trabalho. Para além de usar uma mochila era pai, e marido. Membro de uma família de quatro pessoas que precisavam de ser alimentadas. Paralelamente existiu alguém que se lembrou de criar umas caixas solidárias ao longo do país para que quem precisasse retirasse, e quem pudesse colocasse. Uma ideia nobre que levantou algumas celeumas. Na minha vila, por exemplo, fizeram queixa na GNR,  e quem colocou a caixa teve de se ir justificar. Enfim, coisas de um mundo alternativo pouco solidário com a solidariedade.

Mas voltemos ao rapaz da mochila. Ao que parece alguém denunciou na internet que havia um rapaz com uma mochila a roubar as caixas solidárias. A denúncia foi feita por alguém muito indignado que apenas viu um rapaz com uma mochila a retirar bens de várias caixas.  Claro está um rapaz com uma mochila não poderia estar a passar necessidades, tinha obrigatoriamente de estar a roubar. É tão interessante não pensarmos o que estará por detrás daquilo que estamos a ver. Pensamos tanto no mal, quando devíamos pensar no bem. E o rapaz da mochila acabou por saber e sentiu-se na obrigação de deixar uma carta em cada caixa, a justificar-se:

“Boa tarde, eu sou o rapaz da mochila às costas que alguém referiu na internet, sendo um ladrão que leva 4,5 quilos de arroz, e mais umas quantas mentiras. Eu venho buscar alimentos às caixas solidárias, porque necessito. Tenho uma família composta por 4 pessoas e crianças e ficamos sem trabalho. É com a ajuda das caixas que eu meto comida em casa, e não é verdade eu apenas levo um alimento de cada um, e nunca deixo a caixa vazia, porque como eu há mais famílias a precisar. As caixas existem para quem precisa de comer e não é justo ficarem a espiar quem leva e o que levam. Sejam humildes e não ajudem para depois jogarem à cara. Eu não sou um ladrão, sou um pai e um marido com muitas dificuldades e com a responsabilidade de pôr comida na mesa. Um bem haja e obrigado a todas as pessoas que têm ajudado.”

Para cada pessoa que aponta o dedo há sempre alguém que se preocupa e quer fazer mais. Houve alguém que conseguiu saber quem era o rapaz da mochila, e quis ajudar um pouco mais. Reuniu um grupo de amigos e contactou o rapaz da mochila para saber o que precisavam para se conseguir dar uma ajuda mais direcionada. A resposta do rapaz colocou-me de lágrima nos olhos quer pela simplicidade, quer pela humildade:

“Mando a nossa lista: o que nos faz mais falta agora é toalhitas, gel de banho mesmo marca branca para os meninos, e creme hidratante mesmo marca qualquer um serve sem problema …papinhas para bebe para 4 ou 6 meses …para nós não pedimos muito … é o básico uns legumes para a sopa, pão, uns enlatados, é o básico mesmo. Não pedimos muita coisa cada pessoa ajuda como pode. Fraldas também faz muita falta é o número 3, mas só se poder não se preocupe com tudo. Muito obrigado mesmo é uma grande ajuda para a nossa família”

Ontem a família do rapaz da mochila já recebeu alguns bens. Mas a história deste rapaz mal começou. De certeza que haverá muito mais a fazer por ele do que aquilo que está a ser feito.  Porque o rapaz da mochila às costas representa todos aqueles que, neste momento de crise, precisam de quem lhes dê a mão, e não de quem lhes aponte o dedo.

E o mundo continua a girar com demasiados dedos apontados. Disparamos palavras injustas enquanto apontamos o dedo a quem desconhecemos, porque assumimos aquilo que pensamos como verdade absoluta.

Sabes, rapaz da mochila às costas, o que mais me comoveu na tua carta foi a gratidão. Tinhas tudo para ficar zangado, mas limitaste-te a defender-te e a agradecer. E são pessoas com esse teu carácter que merecem ser ajudadas, são pessoas como tu que podem transformar o  mundo num lugar muito melhor. Obrigada, rapaz da mochila às costas,  pela lição que me deste.

(se quiseres ajudar o rapaz da mochila entra em contacto comigo)

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Descansa em paz, princesa!

10.05.20, Marta Leal

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A Valentina foi descoberta hoje depois de três dias de buscas intensivas. "Já encontraram a menina, está morta!!!" foi a mensagem que recebi e que me fez estremecer. Não que tivesse muita esperança, mas , por vezes, ainda queremos acreditar. A Valentina morava na minha vila. Não a conhecia, mas fazia parte da minha comunidade, e tudo quanto é próximo toca-nos com mais intensidade. A Valentina, segundo as notícias, foi morta pelo pai. 

Dure o tempo que durar nunca vou entender esta falta de amor em quem decidiu ter um filho. Podia encontrar uma quantidade de teorias e explicações sobre o desamor, mas não me apetece. Não me apetece porque continuamos a falhar com estas crianças. Sempre que uma criança morre,  estilhaça-se um pouco de cada um de nós. Dos que sonham com um mundo melhor, e dos que não acreditam que isso possa acontecer. 

Sabes Valentina, gostaria de te fizer que a tua morte não foi em vão e que a partir de agora não vai acontecer mais. Que com a tua morte tudo vai ficar diferente,  mas não vai.  Digo isto porque não foste a primeira, e, infelizmente, acredito que não serás a última a sofrer às mãos daqueles que te deviam cuidar, amar e proteger. Eu sei, minha querida, falhámos todos contigo. Escrevo falhámos porque somos todos responsáveis pelo mundo em que viveste, e até das condições em que viveste. Temos tanto para fazer neste mundo, não é verdade?

A forma que tenho para lidar com isto é acreditar que, neste momento, estarás num sitio muito melhor. Sinto-me melhor se pensar que estás num local onde o amor, e a paz são eternos e, onde não existem discussões nem desamor. Sabes, Valentina, o teu desaparecimento moveu e uniu uma comunidade como nunca se viu. Foram centenas de pessoas que te procuraram e outras tantas que partilharam o teu desaparecimento. Por momentos uniste tantos que te amaram sem nunca te conhecer.  

Gostava de me ter cruzado contigo e, de ter recebido um daqueles teus sorrisos. Tinha, com toda a certeza, ficado mais rica, e de coração quente. É isso que vocês, crianças,  sabem fazer tão bem: aquecer-nos o coração que no dia-a-dia tem tendência a gelar.

Cuida de nós que bem precisamos!

Descansa em paz, princesa!

Marta Leal

 

Somos seres livres, com poder de escolha!

07.05.20, Marta Leal

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Hoje deixei-me dormir mais um pouco, mas por volta das sete já tinha estado acordada. Acordei com o som das minhas duas filhas na "converseta". Mas fiquei a ouvi-las fingindo que dormia. Adoro quando ouço aquelas conversas onde sentimos que partilham e se entendem. Mesmo que existam brigas, discórdias e discussões o apoio está sempre lá, entre eles os três, e isso deixa-me de coração cheio. Um dos sucessos da maternidade não está nas conquistas dos filhos, mas nos seres que se tornaram. No altruísmo, na segurança, na integridade, na confiança e, sobretudo, no respeito que têm pelo outro. Podemos não ser uma família tradicional, mas somos uma família muito especial.

O ano passado houve algo que me foi incomodando. A filha mais nova decidiu não seguir o ensino superior, mas sim tirar um curso na área da maquilhagem e caracterização. Mãe e irmãos apoiaram incondicionalmente, e enquanto não iniciava a formação foi trabalhando. Até aqui tudo bem, no entanto, perdi a conta ao número de pessoas que "massacraram" a miúda com conselhos de velho do restelo. Desrespeitando completamente uma decisão tomada por alguém que sabe bem o que quer. Uma formação superior não é sinónimo de sucesso, dinheiro, felicidade e bem-estar. Pode ser, mas não é. Estamos tão pouco habituados a quem faz diferente que insistimos em tentar formatar o que não deve ser formatado. Mesmo que nao tenhamos nada a ver com isso. E acreditem, a maioria dos que se manifestaram não tinham mesmo nada a ver com isso.

Tenho um perfil pouco intromissivo, e levo isso comigo para a profissão. O que pode parecer incongruente uma vez que trabalho com perguntas. Mas são perguntas empoderadoras e não mera curiosidade. Nunca poderia ter uma profissão onde dissesse às pessoas o que têm de fazer sem que elas tivessem uma intervenção no assunto. Nem lhes posso dizer que eu sou a solução, porque não sou. Também não lhes poderei dizer que podem mudar o mundo e ser o que querem ser, porque isso cabe-lhes a elas decidirem. Mesmo que eu acredite que sim. Trabalhar com o desenvolvimento pessoal é muitas vezes confundido com certezas absolutas, e verdades inquestionáveis, e isso não existe.  Acredito que todos temos um pouco de divino, mas não somos deuses. E fazer de deus é algo que me arrepia. Não somos ninguém para dizer o que é melhor para o outro. Não somos ninguém para escolher pelo outro, e muito menos para opinar sobre as suas escolhas e vontades. Somos seres livres, com poder de escolha! E é isso que é importante aprenderes. 

Cuida de ti e lembra-te de cuidar do outro! Cuida do outro e lembra-te de cuidar de ti!

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Desavenças

05.05.20, Marta Leal

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Interessante como o que é diferente se torna rapidamente parte de um quotidiano. Estou-me a referir ao estar em casa, ao usar máscara, ao distanciamento físico, e a todo um novo conjunto de hábitos a que todos nos tivemos de adaptar. Ontem falava com um colega de trabalho e refletiamos sobre a necessidade de aceitarmos que será assim e que nada será como dantes. Mantenho-me a trabalhar à distância e, assim continuarei enquanto conseguir, e me fizer sentido estar. 

Ao que eu nunca me hei-de habituar é às constantes desavenças que os adultos insistem em criar uns com os outros. Nunca me hei-de habituar às birras, aos amuos, às certezas absolutas, ao ver só um lado,  e ao ficar agarrado ao modelo de vitima sem ter de o ser. Nunca me hei-de habituar aos que ficam presos ao problema sem se preocuparem com a solução. Porque é disso que se alimentam: do problema. Nunca me dei bem com aqueles que se vitimizam sem sentido e que numa constante rede de conspirações transformam amor em desamor, delicadeza em ofensa e, conversa em discussão. Tenho dificuldade em lidar com os que a cada passo acusam, desconfiam e, sibilam palavras de desagrado. Nunca me dei bem, e acredito que dificilmente me darei. Sou das que tenho dificuldade não só em andar em pézinhos de lã para não ferir susceptibilidades, mas também em andar com os outros ao colo. 

Cá por casa os dias têm voado: entre formações, consultas, projetos sociais, e família pouco tem sobrado para aquela leitura que voltou a estar em atraso ou mesmo aquela conversa que ficou por fazer. Mudaram-se os tempos, mas existem coisas que permanecem. Sempre assim foi, e acredito que sempre assim será!

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Um dia da mãe diferente

03.05.20, Marta Leal

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Já escrevi, por diversas vezes, que um dos papéis que mais gosto de desempenhar na vida é o de ser mãe. Poderia ter sido uma mãe muito melhor se tivesse o conhecimento que tenho hoje, mas não podíamos ter sido todas? Fui e sou a melhor mãe que consegui ser. Ao contrário do que possa parecer não escolhi o estilo parental mais fácil, escolhi o mais desafiante: aquele que nos deixa de coração apertado. Escolhi o estilo da responsabilização, da liberdade de movimentos e de escolhas. Teria sido mais fácil escolher por eles, fazer por eles, opinar em tudo, proibir e realizar-me através deles. Mas não o fiz por respeito à essência deles e à minha. E fui justamente esse estilo que me permitiu ir melhorando ao longo dos anos porque eles, os filhos, sempre tiveram toda a liberdade para se manifestar em relação às minhas atitudes. E fizeram-no sempre num discurso aberto e franco que nem sempre foi fácil de aceitar. Sem eles não seria a mulher que sou. Meus queridos é uma honra ser vossa mãe!

Mas nunca poderia ser a mãe que sou se não tivesse a mãe que tive. A Dona Cristiana do alto dos seus setenta anos é, e, será sempre, um exemplo de resiliência, força e coragem. Uma inspiração na aprendizagem e no modo como se recusa a cruzar os braços. Ontem ligou-me pela primeira vez em chamada vídeo. Ficou toda feliz porque andou a explorar e percebeu como se fazia. Estamos distantes, mas estamos juntas. Sempre de olho uma na outra de uma forma discreta, mas sempre de olho uma na outra. E, claro está, é uma honra ser tua filha!

Somos a soma daqueles que fazem parte de nós. Não só de um passado recente, mas de todos os nossos antepassados. Somos a soma das nossas histórias, e das histórias de todas as mães da nossa família. E é isso que honro hoje: todas as mães que fazem parte do meu ADN. Honro todas as mães que ao longo dos séculos fizeram a história daquela que é a minha família. As que conheci, e as que não faço ideia que existiram. Parabéns pela vossa existência, e pelas vossas lutas.

Em tempos de distanciamento continuo longe do filho mais velho, e dos pais. Hoje o dia da mãe celebra-se de uma forma diferente, mas sempre com muitos sorrisos, e muita esperança num mundo melhor.

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Entre o bem e o mal

02.05.20, Marta Leal

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Quando tudo isto começou, não fosse eu uma sonhadora, acreditei que íamos mudar. Acreditei que a grande maioria de nós ia perceber que só existe um caminho: a cooperação. Acreditei que a humanidade ia aprender e que isto iria ser uma grande lição. O que é que querem? O meu lado sonhador tem destas coisas, e por vezes faz-me acreditar em castelos de areia e unicórnios. Continuo a acreditar que o caminho é a união e a cooperação, mas desacreditei que foi desta que nos unimos todos. É cada vez mais urgente educarmos para o amor, para a cidadania, para a compreensão e para a aceitação do outro. Os que se movem todos os dias pelo amor enchem-me de coragem, mas depois existem os que se movem pelo medo e pela ilusão de que são grandiosos de ideias e de sabedoria.

Não tenho medo do vírus, de uma guerra ou de uma catástrofe natural porque andarei por cá o tempo que for necessário. O que me assusta é a maldade humana. Os que se vestem de medo e em nome de uma sobrevivência pessoal não se importam de atacar o outro. São esses que me assustam. Com o tempo fui-me habituando à sua existência, aceitei a sua presença, e em alguns momentos lidei com ela de perto, mas nunca lhe irei ceder. Ceder à maldade é ceder ao medo e isso, meus caros, é esquecer que somos feitos de amor.  

Hoje falei-vos do mal porque ele também faz parte da vida. E enquanto fizer parte é importante reconhecê-lo e combatê-lo. E como é que se combate? Fazendo o bem, unindo esforços para que se construa um mundo melhor. Continuar em frente e deixar o mundo um bocadinho melhor do que encontrámos. Porque o amor contagia, sabiam?

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Cinquenta dias em distanciamento

01.05.20, Marta Leal

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Sempre que ouço alguém dizer que não faz sentido comemorar certos dias porque já atingimos aquilo a que o dia se refere, seja direitos da mulher, liberdade ou mesmo direitos dos trabalhadores, fico com um gostinho amargo na boca. E digo isto porque por um lado é perigoso termos tudo como garantido, e por outro porque não percebemos que devemos agradecer e honrar aqueles que tornaram tudo isto possível. Honramos muito pouco os nossos antepassados.

Para ser sincera nunca tive uma ideia formada sobre o  1º de Maio. O modelo de infância nunca foi a ida a manifestações ou a celebrações, e consequentemente assim me mantive em idade adulta.  Pensar que antes de 1886 as pessoas se limitavam a trabalhar sem qualquer direito arrepia. Perceber que isso continua a acontecer em pleno século XXI arrepia ainda mais. Sabemos que ainda há muito para fazer por esse mundo fora, e que cada um de nós pode fazer a diferença. E é por isso, meus caros, que os dias devem ser comemorados, e a sua história conhecida. 

Já estou há cinquenta dias em distanciamento social, e posso-vos dizer que já passei por todas as fases que vão desde a calma à vontade de pegar no carro  e ir dar uma volta. Não o fiz, mas apeteceu-me. Ora tendo em conta que até sou uma pessoa que gosto de estar em casa enfiada no meu canto,  imagino que aqueles que gostam de sair estejam ansiosos para que isso aconteça. Apesar do levantamento do estado de emergência, a minha decisão vai ser manter-me em distanciamento mais uns tempos. Faço-o por um sentido de responsabilidade e, porque consigo manter-me a trabalhar a partir de casa. Penso que quantos mais de nós colaborarem, melhor vamos sair disto.

Continuo cheia de saudades das minhas pessoas, dos meus locais e, dos abraços que tão bem me faziam. E não me venham dizer que tenho muita sorte porque existem pessoas que já sofreram ou estão a sofrer mais. O facto dos outros estarem a sofrer não me impede de sentir saudades, e não me impede de manifestar aquilo que sinto. Pode-me ajudar a refletir e a equilibrar o meu comportamento e as minhas ações, mas não me impede de sentir.

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