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Faz da tua vida a tua inspiração!

... Blogger, coach, palestrante, autora, contadora de histórias, formadora e uma apaixonada pela vida ...

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É tempo de sermos solidários

27.04.20, Marta Leal

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Fiz 51 anos dia 4 de Março. Foi um daqueles dias em que comecei a dar formação às 10.00 e terminei às 23.00. Escolha minha, podia ter sido diferente, mas escolhi que fosse assim. Passei o dia a fazer o que mais gosto. Festejei o aniversário com os filhos no fim-de-semana e, nos dias que se seguiram surgiu a questão covid-19. Os almoços com os amigos foram desmarcados, e  o jantar com as amigas também. Com isto tudo esqueci-me que fiz anos. Isto leva-me, mais uma vez, a pensar na facilidade com que adiava as coisas. Adiava tanto que há dias, nas milhentas escolhas e arrumações que já fiz, descobri dois presentes de natal que não cheguei a entregar. Interessante como este recolhimento me leva a ter  mais consciência sobre a importância de não adiarmos.

O que também não podemos adiar mais é a nossa responsabilidade sobre o outro. Os dias que correm não estão a ser fáceis para nenhum de nós, mas a verdade é que será mais fácil para uns do que para outros. Será mais fácil para aqueles que têm casa e comida garantidas. Para os que não têm torna-se tudo mais desafiante. Quem me conhece bem sabe que sou solidária, mas muito pouco ligada à "caridadezinha" . Acredito que mais do que dar o peixe temos de ensinar a pescar, no entanto, neste momento é a hora de nos unirmos, e ajudarmos a alimentar aqueles que não têm alimento.  Foi feito o convite, e as pessoas apareceram, e eu fartinha de estar em casa voluntariei-me.  O grupo #Bombarralsolidário é composto por um grupo de pessoas que se uniram para ajudar aqueles que foram apanhados desprevenidos pelo estado de emergência. Sem qualquer tipo de ligação partidária ou religiosa. Estamos juntos, mas precisamos de todos aqueles que queiram participar. São muitas as famílias que têm pedido ajuda, e estamos a ficar sem bens. Espreitem, partilhem, entrem e contacto connosco, e vão ver que podem ajudar o mundo a ficar um pouco melhor.

Cá por casa os dias correm como se não existisse amanhã. Desconfio até que alguém me tem roubado o tempo, tal é a pressa com que ele desaparece. Entre sessões, telefonemas, marcações, aulas, e preparação de formações tem restado pouco tempo para aqueles momentos de refastelamento dos primeiros dias. Tenho criado situações para parar e descansar, mas a realidade é que tenho um standby de curta duração!

Vamos todos ficar bem!

Cuida de ti e lembra-te de cuidar do outro! Cuida do outro e lembra-te de cuidar de ti!

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Os tempos em que não gostava do 25 de Abril

25.04.20, Marta Leal

 

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Tinha 5 anos quando aconteceu o 25 de Abril. Lembro-me da agitação dos adultos, e da concentração das pessoas em casa dos avós para verem a televisão. Não tive a verdadeira noção do que estava a acontecer nem tão pouco me lembro do que senti. Conhecendo-me como conheço devo ter ficado atenta por momentos, e depois voltei para o mundo dos sonhos e dos unicórnios. Talvez tenha sido por isso que assumi uma ideia negativa sobre o 25 de Abril. Em crianças ouvimos, e construímos as nossas histórias, e eu fiz a minha própria história: o 25 de Abril foi um acontecimento horrível! Uns senhores maus entravam nas casas das pessoas e tiravam-lhes tudo, e até havia pessoas que tiveram de fugir e ficaram sem nada. Lembro-me daquelas imagens dos aviões a trazerem pessoas das colónias para Portugal. E perante isto como se podia comemorar uma coisa tão má? Passei a não gostar de cravos. Nunca gostei de cravos. A crença era tão forte que o cravo era uma flor a evitar. Como poderia eu usar o símbolo daquilo que não me fazia sentido?

É o que acontece quando se vive apenas dentro de nós. Podemos, e ficamos muita vez com uma ideia "errada" sobre os acontecimentos a que assistimos. . Mas voltemos ao 25 de Abril que é disso que se fala hoje. Mais tarde com o estudo e as conversas fui percebendo que talvez não fosse como eu pensava. O estudo sobre o que se passou na realidade fez-me ver que se falava de libertar. Que afinal o 25 de Abril não era sobre retirar, mas sobre dar aquilo que todo o ser humano deveria ter por direito: liberdade de ação e de expressão. Um dia tive uma ideia errada sobre o 25 de Abril porque fui somando frases sobre o que ouvia, e construindo a história que é possível construir quando somos crianças. Um dia não percebi que foram “aqueles senhores maus” que me permitiram ir para a universidade, viajar sem que precisasse de autorização de nenhum homem, vestir o que me apetece, dizer o que me vai na alma, divorciar-me e ser quem eu sou à data de hoje.

O dia de hoje tem um significado especial para mim. Nunca me vou esquecer que no dia 25 de Abril de 2020 a única coisa que quero é a minha liberdade de ação. Que a de expressão continuo a ter. Quero voltar a sair em liberdade, abraçar, conversar, e ir aos sítios onde me faz sentido ir. Quero voltar às salas de aula, aos sorrisos sem máscara e ao toque sem constrangimentos. Quero deixar de ter a minha liberdade em "suspenso"!

Vamos todos ficar bem!

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Tomadas de posição

22.04.20, Marta Leal

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O facto de me conhecer, e estar muita alinhada com a minha filosofia de vida fazia com que fosse fácil assumir posições. Nunca contra, sempre a favor. E quando escrevo sempre a favor refiro-me à questão dos direitos humanos e da integridade de cada individuo como igual. Alguns chamam-lhe utopia eu chamo-lhe "humanidade". Nunca foi tão difícil para mim tomar uma posição sobre um assunto.  Para dizer a verdade existiram momentos na minha vida em que não tomei posição, mas de um modo muito consciente: em relação a certos assuntos que envolviam os meus filhos.

Mas voltando ao que me levou aqui, qual será a melhor solução? fechar tudo ou continuar a dinamizar a economia? Eu sei que também não me compete a mim tomar essa decisão, mas considerem apenas como reflexão. Uns dias pensava "o melhor é fechar tudo e  isto resolve-se mais rápido" outros dias " as pessoas vão morrer à fome se não trabalharem". Estava-me a confundir não conseguir definir-me até que percebi que não sou a única. E isso fez-me entender que quarenta e um dias em casa não me afetaram a capacidade de escolha. Chego à conclusão de que a maioria de nós não está habituado a tomar decisões de "mal menor". Faça-se a escolha que se fizer vão existir pessoas a sofrer, e saber disso impede-nos a escolha, ou mais corretamente a tomada de posição. Sabem que mais? Não queria estar no lugar de quem tem de escolher!

Não teres opinião não faz de ti uma má pessoa.Mudares de opinião também não.  És apenas uma pessoa que não sabe qual a melhor solução. Esta mania de termos de opinar sobre tudo também se torna cansativa, certo? Mesmo  que não tomes posição, podes fazer a diferença e a tua diferença não vai estar em colocares-te de um lado ou de outro. Isso não interessa nada até porque, neste momento, não és tu que vais decidir. Também não te deves sentir mal porque não sabes qual é a melhor solução. A maioria de nós não sabe. A diferença que podes fazer é no modo como vais gerir as tuas ações e as posições dos outros. Faz as tuas escolhas e respeita a dos outros. Enquanto não tivermos a empatia suficiente para perceber a dor do outro vamos continuar a guerrear.  

Em relação ao particular a minha escolha está feita. Em termos profissionais formações e sessões passaram todas a online. Como já referi diminuímos os passeios das cadelas para duas vezes dia, só vai uma de nós ao supermercado e concentramos as compras para uma vez por semana. Contacto com poucas pessoas diretamente usando máscara, e sempre respeitando os limites de segurança. Por uma questão lógica não temos visitado os meus pais e a última vez que o fizemos foi em regime drive-in. Não me estou a ver a fazer logo uma vida "normal" quando o confinamento for levantado. Foram tantas as tomadas de consciência que alguma coisa vai ter de mudar.

 

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Há um ano !

21.04.20, Marta Leal

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Há um ano, por esta altura, estava noutro país a começar uma aventura que para mim foi única. Tinha tido várias vezes a chamada de atenção que me estava a tornar obcecada pelo trabalho, e em Fevereiro de 2019 percebi que não estava longe disso. Em cinco minutos resolvi marcar uma viagem. Para ser sincera escolhi a viagem não pelo destino, mas pelo conceito e, especialmente, pelas datas. A viagem foi através da Queres Viajar Comigo e a escolha foi Marrocos. A adaptação ao grupo foi fácil,  o país primeiro estranha-se e depois entranha-se, as aprendizagens foram algumas, e fiquei com a certeza de que queria voltar a viajar desta forma. Nunca coloquei a hipótese de que as coisas pudessem correr mal, e nunca correram mal. Muito pelo contrário. Como não tive tempo para criar expetativas tudo o que veio foi bónus. O grupo era diversificado de idades e de profissões, eu era a mais velha, mas funcionou. É evidente que esta é a minha visão da história. E todos nós temos uma visão sobre a mesma história. Não fosse eu não ter lido a parte do email que sugeria levarmos mochila e tinha sido perfeito. É verdade meus caros, viajei pelo deserto com um trolley da Anekke. 

Apesar de adorar viajar este ano tinha decidido não o fazer, o que torna tudo mais fácil. Tenho trabalhado mais que o "normal". Preparação de projetos, aulas, correcções de testes, preparação de cursos, preparação de aulas, respostas a alunos, estudo, aprendizagem, filhas, casa, leituras, quatro patas, meditação, ioga e pilates. Mas gosto. Gosto deste movimento. O que não gosto é de estar privada da minha liberdade e do contacto com aqueles que mais gosto. Todos os dias insisto em mover-me pelo amor em vez de me mover pelo medo. Nos dias que correm nem sempre é tarefa fácil. Não sabermos quando isto vai acabar, se vamos sofrer alguma perda, se vamos ter rendimentos suficientes face ás despesa ou se vamos ter dinheiro suficiente para nos alimentarmos a nós e aos nossos filhos. Não há positividade que nos valha perante tanta incerteza, certo? Moveres-te pelo amor é alinhares-te com a tua essência, e viveres o aqui e agora. Pensa: estás em casa apenas para te protegeres a ti ou porque também queres proteger o outro?

 

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Estou farta!

20.04.20, Marta Leal

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A filha mais nova deu uma ajuda e as unhas despiram-se do gelinho vermelho a que estavam habituadas. As raízes do cabelo estão enormes, e os brancos começam a manifestar-se. Com estes momentos descobrimos muito de nós, não só no interior, mas também do exterior. Há anos que não "via" as minhas unhas, e não tinha noção de que a cor do meu cabelo era tão escura. Não me importo. Não "panico" com uma unha partida ou com umas raízes por fazer. Gosto de me sentir cuidada, mas a sua ausência não me retira equilíbrio. O que me retira o equilíbrio é a falta de liberdade. Começo a sentir falta de sair. Hoje acordei e o dia "cheira" a quente. Num dia como estes e com a agenda livre de manhã o programa teria, com toda a certeza,  passeio pela praia e café na praia. 

Começo a estar farta de estar em casa. E não me caiam em cima porque tenho todo o direito de manifestar o que sinto. Também começo a estar farta do "politicamente correto". Menos meus caros, menos. Serão poucos aqueles que não se sentem já fartos, mas assumir isso é quase motivo de linchamento em praça pública. Aceitar as emoções que vamos sentindo e refletir sobre elas é uma forma de as aceitar. Não temos de nos sentir nem bem nem mal apenas refletir sobre o que estamos a sentir. Antes do Covid já trabalhava alguns dias a partir de casa, mas esses dias eram alternados com os dias que trabalhava fora de casa. Tenho dias que estou farta, "fartinha"! Adoro a minha casa, adoro os meus quatro patas, adoro as minhas filhas, e estou farta. Tenho saudades de me movimentar livremente, dos almoços e dos jantares. Das visitas, dos abraços e dos meus alunos. Tenho saudades dos sons e das conversas de corredor com os colegas de trabalho, das consultas presenciais e das conversas com amigos. Estou farta de estar em casa, mas tenho consciência que o devo fazer, e isso muda tudo. 

É apenas quando tens consciência das consequências das tuas ações que as tuas atitudes se alteram mesmo que a tua frustração se vá manifestando. É normal sentires-te frustrad@ e fart@ de uma situação que te foi imposta. E o facto de te sentires assim não desrespeita os que estão nas linhas da frente ou os que estão a lutar pela vida. Sentires-te assim eleva-te à condição de ser humano. Aceita! Aceita as tuas melhores e as tuas piores emoções ou corres o risco de não aprender nada com esta reclusão. 

 

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O que serve para mim pode não servir para ti

19.04.20, Marta Leal

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"Escrevo" primeiro em pensamento. A maioria das vezes as histórias são organizadas cá dentro, e depois passadas para letras. Outras vezes as ideias transformam-se em rabiscos aqui e ali à espera que um dia, também eles, tenham alguma coisa a dizer, Mas também existem aqueles dias que as palavras não saem e a escrita fica por se manifestar. Nesses dias o pensamento está tão acelerado que o caos se impede de transformar em ordem. Ao 38º dia em casa percebo que paralelamente com o trabalho que tenho desenvolvido tem existido muita contemplação e muita reflexão. E os momentos de paragem devem servir para isso: observar, refletir, decidir e equilibrar.

Trabalho no desenvolvimento pessoal há já alguns anos. Não sei ao certo quantos clientes já tive nem tão pouco quantas horas de sessões já fiz. Também já perdi a conta aos cursos que fui tirando, aos livros que fui lendo, às formações que dei, e às palestras que fui fazendo. Por vezes recebo noticias dos que estão mais longe, e vou acompanhando de longe os que estão mais perto. Tem sido uma troca de experiências, um debate de ideias, e um crescimento mútuo. Porque é exatamente nisso que acredito: que crescemos com todos aqueles que se cruzam connosco. Continuo a acreditar que muitas das questões que existem para resolver no ser humano estão relacionadas com a aceitação. Com a aceitação de quem somos, de quem os outros são, das situações que estamos a viver,  do percurso de vida, e da nossa filosofia de vida. É tudo uma questão de congruência. E é essa congruência que me tem trazido ao crescimento não só pessoal, mas também profissional. 

Continuo a não acreditar nas fórmulas mágicas nem no conceito guru. Somos todos seres únicos, com capacidades únicas e fazemos parte do mesmo todo. O que serve para mim pode não servir para ti. O que serve para ti pode não servir para mim. 

Para hoje sugiro-te que percebas quem tens sido durante esta pandemia, de ti para ti!

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Desacelera, vai com calma

15.04.20, Marta Leal

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Há uns dias em conversa com alguns amigos e clientes comecei a perceber que continuamos escravos do tempo mesmo confinados. É como nos sentíssemos menos se não fizermos mais. Escalas, rotinas, organização, horários e um stress intenso num momento em que nos foi pedido para parar. É evidente que muitos de nós estamos em teletrabalho, outros têm filhos em aulas, mas a necessidade de irmos mais devagar, e aproveitarmos este momento é crucial. Tão crucial como dormires e te alimentares. Desacelera, vai com calma. Percebe que no teu planeamento deves e tens de incluir momentos de lazer e momentos de descontração, sem qualquer tipo de culpa. Percebe que se não fizeres hoje podes fazer amanhã, que se o teu filho não aprender tudo hoje, tem tempo para aprender noutro dia. Transportar o modelo antigo para os dias de hoje não funciona.

Ao falar do tempo lembrei-me de algo que escrevei em 2015:

"Fala-se de tempo e nasce em mim uma vontade de contestar. Perdoem-me os seres da minha espécie mas tenho de protestar. Aqui afirmo que protesto contra o tempo. E quando falo de tempo não me refiro a condições climatéricas que nos provocam frio ou calor, e nos fazem alternar entre vestes leves ou autênticos bunkers disfarçados de têxteis mais ou menos coloridos.

Quando falo de tempo refiro-me ao tempo que nos faz estar dentro ou fora de horas. Refiro-me ao tempo que teima em correr ou então mover-se em câmara lenta sempre a seu belo prazer. Move-se com maldade e rouba-nos aqueles momentos maravilhosos enquanto teima em prolongar momentos dos quais nos apetece fugir. Para ser mais exacta apetece-me protestar contra aqueles que um dia se lembraram de dividir o ano em meses, os meses em semanas, as semanas em dias, os dias em horas e as horas em segundos. Protesto contra os que nos fizeram depender do tempo para tudo e mais alguma coisa. Protesto contra os que nos fizeram escravos de um tempo que nos faz sentir sempre fora de tempo.

Arrumem-se portanto os relógios. Viva-se um dia, apenas um dia aquilo que é nosso: o nosso tempo. Viva-se na languidez do sentir em contraste com a avidez de um chegar a horas. Viva-se num aproveitar do dia e da noite em contraste com uma constante corrida para apanhar o tempo … sempre o tempo. Proíbam-se os relógios e confie-se nas vontades que o tempo teima em castrar. Proíbam-se os relógios e confie-se no que somos capazes de fazer.

E enquanto isso não acontece viaje-se num mundo onde o tempo não existe e onde a flexibilidade é permitida. E enquanto isso não acontece permita-se à imaginação viver um tempo sem tempo. E enquanto isso não acontece misture-se vontades, verdades, desejos e criação onde o tempo é apenas aquilo que deve ser : o nosso tempo".

Para hoje sugiro-te que olhes para ti e percebas o que estás a fazer com o teu tempo!

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Sobre o bem e o mal

13.04.20, Marta Leal

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Uma das minhas maiores aprendizagens foi ter percebido de que faça o que fizer vai sempre existir alguém que não vai gostar, e defenda o que defender vai existir alguém que vai defender exatamente o oposto. Perceber que não existia uma definição universal para o bem e para o mal doeu-me. Perceber que alguém pode ser criticado e atacado por fazer aquilo que eu acredito ser o “bem” doeu ainda mais. E doeu-me porque acredito e, já nessa altura acreditava, que somos todos um, e como um que somos devíamos remar no todos mesmo sentido. O mundo ideal seria assim!

Foi só quando aceitei esse facto é que me tornei verdadeiramente livre quer da opinião dos outros quer dos meus próprios julgamentos. Tornei-me mais tolerante à visão do outro, mas continuo intolerante perante aqueles que são intolerantes. Tudo o que atente à liberdade individual de cada um incomoda-me, e acredito que me irá sempre incomodar. Talvez por isso, nos dias que correm, me seja tão fácil ouvir sem opinar e olhar sem julgar. Tornei-me livre de opiniões e muito mais convicta de quem sou. 

Estamos no dia trinta e dois de confinamento. Acordei com o cantar dos pássaros quando antes acordava com as vozes dos mais madrugadores. Lá fora a chuva começou a cair com alguma intensidade. O céu continua a chorar e a convidar-nos a ficar por casa. O passeio matinal das quatro patas vai ficar sem efeito, e logo que vos acabe de escrever "sigo" para uma aula de pilates, sem pressas e ao meu ritmo. Continuo muito orgulhosa do meu povo, dos que batalham diáriamente nas linhas da frente, mas também daqueles que a partir de casa continuam a batalhar para sobreviver numa realidade cada vez mais incerta. 

Para hoje sugiro-te que sejas, apenas que sejas. Sabes o que é isso?

 

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Boa Páscoa!

12.04.20, Marta Leal

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Ontem o blog esteve em destaque e isso quase me passou ao lado. Estou cada vez menos nas redes sociais, e cada vez mais atenta apenas aquilo que me faz sentido. Não deixa de ser interessante o facto de o dia de ontem ser abundante no que diz respeito a mensagens sobre a escrita. É como se o universo me dissesse é por aí Marta Leal, é por aí. Ao fim de trinta e um dias de confinamento está tudo a ficar em dia, e os novos projetos começam a ser desenvolvidos.

Engraçado há uns anos alguém me descrevia como tendo “rapidez no gatilho” que é como quem diz disparava logo. É para fazer, é para fazer, dizia eu enquanto me lançava logo para ação. Ser assim trouxe-me muita coisa boa, mas também alguns dissabores e desilusões. Os anos trouxeram-me calma, e necessidade de reflexão perante qualquer compromisso a assumir, mas percebi que passei exatamente para o lado oposto, o da hesitação, da dúvida e, em alguns casos, do procrastinar. É isso que nos acontece quando não refletimos sobre o que nos acontece, sobre as palavras que ouvimos ou mesmo sobre os resultados que obtivemos. 2018 e a primeira metade de 2019 foram pautados por esses sentimentos, mesmo perante projetos fantásticos a dificuldade de agir foi uma constante. Como sou uma pessoa do caminho do meio trabalhei-me, realinhei-me e aqui estou eu pronta para um 2020 onde a paragem física é forçada, mas a mental não tem de o ser.

Há quem diga que trabalhando com pessoas não deveria mostrar a minha vulnerabilidade. Eu digo exatamente o contrário. O que nos aproxima uns dos outros não é a fanfarronice, mas aquilo que nos torna humanos.  São as vitórias e os insucessos, as certezas e as dúvidas, as lágrimas e os risos, a vontade e a falta dela, os planos, as emoções, e os sonhos. São o, sobretudo, os “não sei” tão comuns aos que se permitem aceitar que não sabem tudo. O que nos aproxima uns dos outros é o facto de sermos todos muito iguais embora moldados de forma diferente.

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Boa Páscoa!

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Sinto tanto a falta do cheiro a brisa do mar

08.04.20, Marta Leal

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Ontem lesionei-me a ajudar a filha a fazer a cama. Eu sei, existem histórias muito mais interessantes do que uma lesão enquanto se sacode um lençol, mas as horas que tenho passado ao computador estão-se a começar a sentir e a tendinite também. Talvez por isso, hoje, deixei que a preguiça se instalasse. Acordei mais tarde, saí com as cadelas e dediquei-me à escrita. A tarde vai ser de trabalho, mais reduzido, mas de trabalho. Existem formandos à espera de notas e formações à espera de ser acabadas.

Um pouco farta do assunto covid-19 mantenho-me informada das boas notícias, dos cuidados a ter, mas continuo a recusar-me a viver no medo. Como já percebi que vou ter de me habituar a viver com ele a estratégia não pode ser de espera, mas de adaptação, ação e reinvenção. Começo a sentir falta dos cheiros. Já repararam que a única coisa que não conseguimos reproduzir são os cheiros? Posso recordar o mar pelas imagens e sons através de imagens e vídeos, mas não consigo sentir o cheiro e sinto tanto a falta do cheiro a brisa do mar. A vontade de mudar de casa já era uma realidade, mas agora confinada a um apartamento, tornou-se muito maior. Apetece-me mudar de casa, de preferência para um local onde o cheiro a mar seja uma realidade. 

A verdade é que não estamos de férias. Pode parecer que sim, mas não estamos. Estamos condicionados ao convívio social, mas temos de arregaçar as mangas para ultrapassarmos a realidade que estamos a viver. Não podemos, nem devemos esperar que o façam por nós. Se o fizermos corremos o risco de ficar para trás, num momento que é importante que se siga em frente. Desculpa insistir contigo, mas tens pensado em quem vais ser a partir de agora? 

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