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Faz da tua vida a tua inspiração!

... Blogger, coach, palestrante, autora, contadora de histórias, formadora e uma apaixonada pela vida ...

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Concentra-te no amor que te rodeia

17.03.20, Marta Leal

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Cá por casa o ritmo mantém-se, mas com diversidade. Se sem isolamento os meus dias eram atípicos em isolamento vão ter de o ser. Hoje troco as voltas e escrevo antes de tomar banho. Gosta da diversidade e é isso que pretendo manter. A porta da varanda está aberta e ouço o som dos pássaros.  Acho que nunca tive a noção do chilrear dos pássaros desde que me mudei para aqui.  Continuo a sentir estranheza  em "ter todo o tempo do mundo". A realidade é que sempre achei que geria o meu tempo, mas não geria coisa nenhuma. O meu tempo era gerido pelos compromissos que assumia.  Hoje temos planeada uma aula de ginásio, uma aula de dança e uma sessão de cinema. Sabes que é importante manteres-te ativo para a tua saude mental?

 

Estou-me a começar a sentir de "volta à normalidade". E a começar a meter a mão na massa que é como quem diz  a preparar outras formas para trabalhar. Fui apanhada de surpresa porque também eu estava descansada com a gripe. Estava descansada até perceber que não é a gripe que mata, mas toda a nossa incapacidade de lidar com ela.  É o medo, o histerismo e a falta de consciência. Pertenço ao grupo de risco e os meus pais também. E, quando nos colocam num grupo de risco pensamos nas coisas de forma diferente. É exatamente aí que percebemos que podemos ser danos colaterais só por existirmos. Quem me conhece sabe que não sou nem de alarmismos nem de "não se vai passar nada".  Em tudo o que faço procuro o caminho do meio. Um caminho que traga equilíbrio a mim, aos meus e aqueles com quem trabalho. Acredito que quanto mais consciência tivermos mais fácil vai ser sair disto. 

 

Não sei qual será o cenário de guerra porque nunca vivi nenhum. Mas sinto-nos em guerra com um inimigo invisível e silencioso. É exatamente por ser invisível e silencioso que está a matar mais do que devia. Que está a fazer com que se tenha que escolher quem morre e quem vive. Não vou dizer mal dos incautos, dos que duvidam, dos que açambarcam, dos que espalham o medo, dos que continuam a "gozar" com quem se tem defendido e, dos que inadvertidamente são meio de transporte do tal inimigo que ninguém vê, mas que todos sabemos que existe. A verdade é que esta guerra silenciosa também te vai ajudar a perceber quem tens aos teu lado, vais descobrir coisas muito boas nas pessoas que te rodeiam, mas também vais descobrir coisas muito más. Vais descobrir o teu verdadeiro eu, e vais descobrir o verdadeiro eu dos outros. Pode ser que não tenhas consciência disso já, mas é isso que vais descobrir. São estes cenários que nos resgatam a nossa essência. São estes cenários que nos fazem crescer e mudar. 

Não desejámos todos poder fazer uma paragem? Não desejámos todos ter mais tempo para nós? Não desejámos todos aquilo que estamos a viver? O universo deu-te aquilo que desejavas. Aproveita, sem medos, mas com precaução.

No final disto tudo quero recordar aqueles que têm espalhado amor. Quero recordar os que nos divertem com vídeos em família, os memes, os que se uniram para ajudar a quem precisa, os que estão na linha da frente e os que se mantém lá para que não nos falte nada. Quero recordar as gargalhadas, as palavras de apoio e as mudanças que todos vamos/temos de fazer. Quero recordar o amor que anda no ar. Porque a verdade é esta há muito que não sentia tanto amor no ar. E é isso que te sugiro para hoje:  concentra-te no amor que te rodeia. 

Cuida de ti e lembra-te de cuidar do outro! Cuida do outro e lembra-te de cuidar de ti!

Sempre com muito amor!

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Abraços adiados

16.03.20, Marta Leal

 

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Desde que nos encontrámos que procuramos não nos perder um do outro.  Aquilo que o universo une deve ser mantido unido. Tínhamos um almoço combinado para a semana passada, e decidimos não o fazer. 

- Parece que o nosso abraço vai ter de ficar para depois - disse-me ele.

- Parece que sim, quando te conseguir abraçar não te largo - respondi eu.

Respondi e fiquei a pensar daqui a quanto tempo seria seguro abraçar aqueles de quem tanto gostamos. Já tinha pensado em abraços seguros mas nunca  na necessidade de medir a segurança para abraçar. Respondi e pensei nas vezes que adiámos abraços e encontros porque tínhamos uma reunião, uma consulta ou simplesmente não nos apetecia. Respondi e pensei como de repente ficámos sem liberdade para fazermos aquilo que seria mais natural fazermos: mostrar afeto uns pelos outros. Há uma semana atrás decidias se querias ou não abraçar, à data de hoje perdeste essa liberdade.

Acredito que podemos tirar grandes lições daquilo que se está a passar connosco. Acredito que vamos ficar mais fortes e mais unidos. Acredito que quando tudo voltar ao normal me vou dedicar cada vez mais ao que me faz mais sentido, vou lembrar-me que nada é garantido mesmo que seja um simples abraço ou cumprimento, e que o mundo não para por tu desacelerares. 

Num isolamento deste tipo é muito importante que se mantenha a disciplina, a rotina e o foco. Acordei cedo. A necessidade de dormir e o cansaço deixaram de existir. Estou a ter o descanso e o tempo que pedia há já algum tempos.Tomei banho, passei o melhor creme no corpo e perfumei-me.  Fiz as tarefas e dei o passeio à volta do quarteirão com as cadelas. As ruas estão vazias e o silêncio acompanhou-me. O planeta ajuda a quarentena com os chuviscos,  o frio e o vento. Cá por casa estamos a arregaçar as mangas e a transformar o que não era online em online. A sensação de estranheza passou e agora é trabalhar o que tem de ser trabalhado porque vai ficar tudo bem!

Cuida de ti e lembra-te de cuidar do outro! Cuida do outro e lembra-te de cuidar de ti!
Sempre com muito amor!

 

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Abraço Virtual

15.03.20, Marta Leal

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Tem sido lindo aquilo a que temos assistido: a solidariedade uns com os outros, os vídeos que mais parecem cenas do “sozinho em casa”, as ajudas e as entre ajudas, as sátiras e as manifestações de apoio a quem neste momento nos protege. E é esta energia onde nos devemos focar, na alegria, na felicidade e no “juntos somos mais fortes” e, num grande abraço virtual!


É mesmo neste mundo que acredito. É destas pessoas que o mundo precisa. Os que se recusam a baixar os braços e que mesmo perante condições adversas se juntam e se animam.


Desde segunda-feira que o trabalho externo foi reduzindo e enquanto os dias passam começo a sentir falta de uma rotina externa, os últimos dias foram passados a dar aulas e consultas online, a ler, a falar com as miúdas. Apesar de trabalhar muito a partir de casa a verdade é que me permitia descontrair de outra forma: praia, ginásio e almoços com amigos. Quando voltar a poder acontecer tenho a certeza de que o vou valorizar mais.


Cá por casa ainda existe uma de nós que tem de sair. A redução de horário de trabalho está feita, mas a obrigatoriedade de se apresentar ao emprego é uma certeza. Acabou-se o autocarro e ando de motorista para levar e para ir buscar.


Cuida de ti e lembra-te de cuidar do outro! Cuida do outro e lembra-te de cuidar de ti!
Sempre com muito amor!

 

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A necessidade de nos mantermos juntos

14.03.20, Marta Leal

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Ontem falava-te de amor e da necessidade de nos mantermos juntos. Falava-te da importância de cuidares de ti e de cuidar do outro. Porque uns sem os outros não existimos.


Durante o dia fui assistindo a publicações que me deixaram de coração cheio. As ofertas de ajuda, os concertos grátis online, as editoras a abrirem as plataformas de estudo de forma gratuita, os italianos a cantarem nas varandas e uma energia de amor ao outro que faz toda a diferença.


Confesso que fiquei com a lagrimita no olho e, de certa forma, emocionada. Emocionada porque é neste mundo que eu acredito. Um mundo melhor e maior onde eu e o outro somos apenas um!


Prefiro focar-me nesses. Naqueles que espalham amor, sorrisos e boa disposição. O caso é sério, mas não podemos deixar de sorrir!


Cá por casa, estava a precisar desta paragem, mas não tinha coragem para o fazer. Aproveito para colocar o trabalho e a leitura em dia, as consultas e as formações online mantêm-se e as presenciais vão voltar cheias de surpresas.


Cuida de ti e lembra-te de cuidar do outro! Cuida do outro e lembra-te de cuidar de ti!
Sempre com muito amor!

 

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Eu existo porque tu existes, e tu existes porque eu existo.

13.03.20, Marta Leal

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Diz a inteligência espiritual que eu existo porque tu existes, e tu existes porque eu existo. Pertencemos a um todo e devemos cuidar desse todo porque ao cuidar do outro estamos a cuidar de nós.


Os dias que estamos a viver refletem mesmo isso, a necessidade de cuidarmos uns dos outros e de nos protegermos uns aos outros, sem medos e em amor.
Ontem, os meus pais, falavam-me de todas as crises idênticas pelas quais já passaram. Disseram-no com uma serenidade própria de quem já tem experiência e vivência.


Depois da tempestade vem sempre a bonança. Sempre assim foi e sempre assim será! Que se agradeça e envie amor aos que estão a cuidar de nós por todo o mundo, que se envie amor aos que não resistiram e aos que ainda lutam pela vida. Não se trata de uns ou outros, trata-se de nós!


Cuida de ti e lembra-te de cuidar do outro! Cuida do outro e lembra-te de cuidar de ti!


Sempre com muito amor e, com a noção de que juntos somos sempre mais fortes!❤️

 

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Lado a Lado!

10.03.20, Marta Leal

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Sou uma defensora dos direitos da mulher e serei por muitas décadas e, se pudesse decidir, por muitas vidas. Escrevo "muitas vidas" porque acredito que é um trabalho árduo e a longo prazo. No entanto,  ao contrário do que fui lendo nos últimos dias, penso que para alguns homens do século XXI também não é fácil. Não quero nascer homem na próxima encarnação. Não quero nascer homem porque quero poder lidar com as minhas emoções sem pressão, quero poder fazer as minhas escolhas sem estar preocupada com o que é esperado do meu género. Quero poder abraçar, chorar, emocionar-me e poder escolher na parentalidade e na dinâmica familiar. Quero viver sem pressão sobre o que é esperado de mim enquanto pertencente a determinado género. È impressão minha ou eles começam a sentir o mesmo que nós? Numa escala bastante inferior, com outro tipo de desafio,  mas acredito que começam.

É mais do que sabido que a vida para nós mulheres está dificultada. E não vou descrever tudo aquilo que todos sabemos. É evidente que muita coisa vai ter de mudar para conseguirmos ser verdadeiramente livres em todo o mundo, para que se parem assédios, violações, humilhações e feminicidio. Acredito que a solução não está nos extremos, mas num caminho do meio. Aquele local onde nos entendamos num ausência de género, tal como os anjos que ao que dizem não têm sexo.

Percebi, no passado dia 8, que os homens que tenho por perto não são de paternalismos, de falsas compaixões ou de ausência de consciência no que toca a direitos da mulher. Percebi e fiquei feliz por isso. Fiquei feliz porque o caminho deve ser feito lado a lado. E estes homens de consciência também fazem parte  da solução, são eles que vão abrindo portas para que possamos passar e vencer.

O mundo ainda é gerido por homens e alguns deles sentem-se desconfortáveis por isso! Mais do que frente a frente  é importante que se trabalhe lado a lado! 

 

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O que é que eu faço?

08.03.20, Marta Leal

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- Mas afinal o que é que tu fazes?

- Como assim?

- O que é que tu fazes? Não na hipnose que isso eu percebo, mas no resto!

Podem achar que já me fartei desta pergunta. Existiram momentos em que, de certo,  revirei os olhos quando ela foi feita. Neste momento, agradeço que ma façam. Sempre que a pergunta me é feita, penso mesmo no que faço. Não é algo em que pense diariamente. Penso não só no que faço, mas nos resultados que tenho tido. Penso nos pequenos e  projetos que tenho a longo prazo e encho-me de uma satisfação plena. 

Não te vou dizer que ajudo pessoas. Não quero ir por aí. As pessoas só evoluem se quiserem evoluir, e só são ajudadas se o quiserem ser.  Não quero ter o pretensiosismo de dizer que mudo a vida dos outros. Porque não mudo coisa nenhuma, quem muda são elas. Prefiro usar a palavra acompanhar. Gosto de pensar em mim com um guia de vida e de auto-descoberta. Naquilo que parece uma conversa banal trocamos histórias de vida, conhecimento, medos, experiências, sonhos e vontades. Criamos planos, tomam-se decisões e fazem-se escolhas. Pelo caminho crescemos os dois. Qualquer terapeuta, seja de que área for deve ter isto bem presente:  os dois lados aprendem! 

O que é que eu faço? Ouço-te e compreendo-te. Talvez por isso seja tão fácil cresceres. Crescemos tanto quando somos compreendidos e nos sentimos validados. Crescemos tanto quando percebemos que já somos tão grandes!  Acredito que o primeiro sinal de "grandeza" é aquele que nos permite querer melhorar diariamente de um modo simples e leve. 

Não te vou dizer que tens de descobrir e atingir seja o que for. Digo-te apenas que te conheças, que te aceites e que vivas. Que vivas momentos, projetos e objetivos. Que sintas quem és e que sintas o que queres ser. Que te permitas viver o aqui e o agora. E tal como diz Hélio Couto "A própria vida é o sentido da vida", sabias? 

 

 

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Obrigada

06.03.20, Marta Leal

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Ao longa da minha vida já festejei os meus anos em várias cidades da Europa, em casa, em festas, com amigos e família, só em família, só com amigos, a trabalhar ou de férias, mas também já decidi não festejar. Já gostei de fazer anos, já deixei de gostar para depois voltar a gostar. Tudo isto para vos dizer que este ano me senti inundada de amor, serenidade, paz e felicidade pelas mensagens, pelos abraços e pelos sorrisos. Escolhi festejar os anos a fazer uma das coisas que mais gosto: ensinar. 

Recebi o amor e a atenção de quem não vejo há algum tempo e de quem me cruzo diariamente.  E esta frase leva-me ao modo como penso que os diversos relacionamentos devem ser: livres e reais. Não são a proximidade, a obrigatoriedade, a frequência que mantém uma relação. São o respeito, a aceitação, o perdão e a liberdade. São as palavras certas no momento certo mesmo que esse momento seja de tempos a tempos. São as conversas que surgem como se não tivessem passado anos desde a última vez que o fizemos. São a partilha e o respeito pelos momentos de afastamento.

Qualquer relação tem de ter agregada uma comunicação honesta e assertiva. Não posso nem devo ter medo de falar, de dizer o que penso ou mesmo de dizer um não quando é não que me apetece dizer. Um relacionamento é feito de sins e nãos, nunca de talvez  É feito de compreensão e desprovido de julgamento! Se sigo sempre isto à risca? Quem me dera, meus caros, quem me dera!

Não sou a melhor amiga do mundo até porque tenho de crescer muito para lá chegar, mas tenho os melhores amigos, clientes e seguidores do mundo!

Obrigada!

 

 

Parabéns a mim!

04.03.20, Marta Leal

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Chego hoje aos 51 anos. Chego com uma sensação de caminho feito, mas com a certeza dos caminhos que ainda quero percorrer. Satisfeita com o crescimento pessoal e profissional, mas ainda mais satisfeita com a família que está ao meu lado. Somos muito amor, muito sorriso, muito mau feitio, muito abraço, muita dúvida, muito choro, muita ação, muita doçura, muita preguiça, muita assertividade, muita atenção, mas somos, sobretudo, únicos no modo como nos relacionamos, como nos integramos e como nos relacionamos. 

Não senti a tão chamada ternura dos 40, mas sinto a serenidade dos 50. Sinto a paciência, a segurança e a confiança que acredito serem fruto das aprendizagens e tomadas de consciência. Vivo cada vez mais o presente, escolho mais com o coração e sou cada vez mais essência!  Não me preocupam as rugas nem tão pouco os cabelos brancos que começam a aparecer. Não penso no tempo que me falta ou na forma como a sociedade trata os que envelhecem.  Foco-me na minha família, na minha aprendizagem, no percurso e na diferença que quero fazer no  mundo. Foco-me nos sorrisos, na boa disposição, nas gargalhadas, nos almoços prolongados, no que me dá prazer fazer e no que me faz crescer. Foco-me nos que me contactam à procura de ajuda e no quanto nos permitimos crescer juntos. Foco-me naquilo que me traz bem-estar e felicidade!

 

Parabéns a mim e parabéns a ti que te permites envelhecer sorridente !

 

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Há uma parte de uma mãe que morre sempre que um filho não chega a nascer

03.03.20, Marta Leal

         

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  "Este tema das crenças deixou-me a pensar e lá tenho eu que me intrometer novamente. Percebi neste preciso momento que com a Sara adquiri a crença que as mulheres só me queriam pelo dinheiro e, a verdade é que ao longo da vida assim foi. Todas as mulheres com que me cruzei eram mais ou menos interesseiras. Giras, mas interesseiras. Sim, porque eu não faço a coisa por menos. Pensando bem estou a ser injusto. A mãe do Manuel não era nada assim. Eu é que não consegui ver isso e mal recebi a notícia da gravidez acusei-a de me querer prender. Pobre Carla o que ela sofreu nas minhas mãos. Sofreu tanto que hoje me está a fazer pagar. Da pior forma, mas está. Afastou-me do Manuel e hoje sinto que só sirvo para pagar contas. Responsabilidade minha, meus queridos amigos, eu permiti que assim se tornasse. E acomodei-me de tão cansado que estava de conflitos. Por vezes, deixamo-nos vencer pelo cansaço e rendemos-nos a uma situação que não gostamos, mas que nos passa a ser confortável.

            Corri para o hospital mal me ligaram. Tinha-a feito jurar que me colocava como contacto em caso de urgência. Não percebi o que se passava até porque no dia anterior tínhamos ido fazer uma ecografia e estava tudo bem, segundo a obstetra.

            - Está tudo bem, pai babado!

            Tinha dito ela convencida de que eu era o pai. Nem eu nem a Teresa contestámos. Eu até gostei que me tivesse confundido. O André tinha desaparecido do mapa e eu andava a brincar aos pais e às mães. Não comecem já pensar no que não devem porque, com muita pena minha, eu e a Teresa nunca nos envolvemos. Estivemos quase, mas fomos interrompidos pelo toque da campainha. Toque esse que mudou o rumo quer das coisas quer da minha vida.

A Teresa, depois de uns dias em estado de choque, tinha decidido avançar com a gravidez. Nunca percebi se chegou a comunicar ao André a decisão, mas nessa altura queria tudo menos que se enervasse. Peço-vos desculpa, mas perdi-me outra vez daquilo que vos ia contar. Onde estávamos? Ah já sei à entrada das urgências do hospital da Cruz Vermelha. Entrei e as notícias não eram as melhores. A Teresa tinha tido um acidente e tinha perdido o bebé. A mãe está bem, mas está a precisar muito de si, disse-me a enfermeira enquanto me conduzia ao quarto. Pedi-lhe que parasse e não consegui suster as lágrimas. Chorei compulsivamente enquanto a enfermeira me tentava acalmar. Por muito estranho que vos possa parecer chorei a morre daquela como se fosse minha. Chorei por mim, por ele e por nós. Foi como se naquele momento me tivessem tirado a oportunidade de fazer parte da vida dela. Um pensamento egoísta, eu sei, mas não seria honesto se não vos confessasse que o tive.

Abraçou-me enquanto me dizia que era o que tinha de ser.  Naquele dia sei que perdeu um pouco dela. Durante duas semanas mudei-me para a casa da Teresa.  As ordens dos médicos eram de repouso, pouco stress e alguém precisava de tomar conta das crianças. Acedeu sem reclamar. Era como estivesse desligada do mundo. Aos poucos foi voltando, mas nunca mais foi o que era. Pelo menos enquanto eu me mantive por perto.

- Há uma parte de uma mãe que morre sempre que um filho não chega a nascer – disse-me ela ontem – enquanto conversávamos.

Eu sei que a história de hoje não é das mais felizes, mas a vida é feita de bons e maus momentos. E o amor que resiste aos momentos menos bons torna-se mais forte. Não foi o que nos aconteceu, mas podia ter sido.

Sei que estou a cometer uma série de inconfidências ao contar-vos isto. Peço-vos por tudo que não lhe digam que vos contei. Era capaz de não gostar. Conto-vos porque me sinto bem por aqui e sei que posso confiar.

Hoje vou ficar por casa. Disse à Teresa que precisava de descansar, mas o que eu preciso é de pensar. A possibilidade de ela ir para os Estados Unidos tirou-me a vontade de fazer fosse o que fosse. Não quero pensar na possibilidade de a poder perder agora que a reencontrei."

in "organiza-te no amor"

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