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Faz da tua vida inspiração

... Blogger, coach, palestrante, autora, contadora de histórias, formadora e uma apaixonada pela vida ...

Faz da tua vida inspiração

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Veste apenas aquilo que te serve!

17.02.20, Marta Leal

 

Mudam-se os tempos e mudam-se as filosofias de vida. Descobrem-se novas formas de estar, recuperam-se aprendizagens e procuramos tudo o que nos faça sentido ou então procuramos tudo o que seja moda. Corremos de aprendizagem em aprendizagem e experimentamos. Corremos, contudo, o risco de nos perdermos. Proliferam novos mundos de contacto com o nosso eu interior, com o nosso eu superior, com os nossos guias ou mesmo com aquele deus que escolhemos adorar.

 

Proliferam novos mundos por descobrir e novos conhecimentos que podem ter a fórmula mágica do sucesso. Porque é isso que todos queremos ter, sucesso! E o que fazemos nós? Avançamos numa busca constante daquilo que nos faça feliz, daquilo que nos faça sentir bem. Buscamos a felicidade, perseguimos “sentires” e revemos-nos em mestres que insistimos em imitar.

 

Até aqui parece-me bem, parece-me sempre muito bem a procura de algo melhor, a procura do conhecimento ou mesmo a procura de novas vidas e de novos caminhos. Queremos tanto, que, tal como fizemos no passado, insistimos em vestir apenas para agradar quando devíamos vestir apenas aquilo que nos serve.

 

Martelamos aprendizagens, seguimos rituais que não nos fazem sentido, apenas por obrigação. Forçamos discursos, movemos-nos pelas palavras e esquecemos-nos que o que nos deve mover é o exemplo. Vestimos para agradar quando devíamos vestir apenas o que nos serve.

 

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Na maioria dos casos corremos o risco da não integração ou, melhor dizendo, da não consolidação da aprendizagem. Esquecemos-nos constantemente que tudo tem um tempo próprio para crescer, que tudo tem um tempo para amadurecer. Rápido. Queremos tudo demasiado rápido. Não nos sentimos melhor ao primeiro minuto, então vamos continuar à procura. Procuramos satisfação exterior quando devíamos procurar conhecimento interior. Perguntas como: Quem sou eu na realidade? O que é que quero da vida? O que tenho feito para tornar a minha vida melhor? O que me falta para chegar onde quero chegar? São muito raras de ser feitas, até porque lidar com a realidade é duro,  lidar com a realidade causa dor.

 

Aprendemos sem sentir. Queremos à viva força ser pessoas diferentes e pessoas mais felizes. Procuramos incessantemente uma felicidade fabricada e esquecemos-nos que a felicidade não se procura, a felicidade vive-se na forma como lidamos com quem somos, com o que nos acontece e com as circunstâncias que temos ao nosso redor. Corremos de aprendizagem em aprendizagem, saltamos de filosofia em filosofia e na maioria dos casos esquecemos-nos dos valores e dos princípios que as regem. Debitamos saberes mas agimos de forma contrária. É esse o efeito de quem veste para agradar.

 

Quantas vezes adaptamos filosofias de vida e temos comportamentos contrários ao que profetizamos? Incongruente. Somos muitas vezes incongruentes perante o ser e o estar. Queremos ser e depois comportamos-nos de forma completamente diferente. Julga-se, compete-se, aponta-se e acusa-se. Somos humanos,dirão alguns,  é claro que somos humanos!

 

Não quero com isto dizer que não devamos procurar, não quero com isto dizer que não devemos aprender. Claro que sim. Procura e aprendizagem são passos importantes no caminho da mudança e do crescimento individual. Acredito apenas que essa procura deve ser feita com consciência de que se procura, com consciência de quem somos e para onde queremos ir. Acredito também que toda a aprendizagem tem pontos comuns e pontos divergentes. Confusos? Passo a explicar. Toda a aprendizagem deve ser aplicada e adaptada a quem somos. Que é como quem diz, deve-nos fazer sentido e deve-nos fazer bem. Tal como quando compramos uma roupa, se não nos servir mandamos modificar, deveríamos fazer o mesmo com a aprendizagem que recebemos. Ajustar a quem somos, adaptar o que nos faz sentido e deixar de martelar o que não nos faz. Tornaria tudo mais simples, tornaria tudo muito mais coerente. Não sei mesmo se não facilitaria na relação com o eu e com o outro, até porque, ao sentirmos-nos confortáveis, sentimos-nos muito mais felizes. Lembram-se? A tal felicidade que insistimos em procurar e nos esquecemos de sentir?

 

Descobre-te. Conhece-te e aceita-te. Aprende "de cor" todas as tuas mais-valias e todas as tuas limitações. Enumera de trás para a frente tudo aquilo que és e decide-te por quem queres ser.

 

Percebe se estás a caminhar por um caminho que é teu ou por um caminho que achas que deves fazer. Lembra-te que deves apenas vestir aquilo que te serve!

 

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Faz da tua vida inspiração

09.02.20, Marta Leal

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“Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer.”

Mahatma Gandhi

 

Acredito que todos nós podemos ser pessoas inspiradoras e fazer a diferença na vida dos outros. Foi com este mote que foi criada a primeira edição do curso "Faz da tua vida inspiração", e confesso que  tinha curiosidade em saber quantos formandos iriam chegar ao final.  São muitos a querer mudar, mas menos a estarem preparados para o que implica fazê-lo. Foram muitos a cortar a meta e, alguns ainda estão a chegar.

Em termos de organização e sistema, nem tudo correu pelo melhor, mas fomos testando e ajustando as falhas, os bloqueios e alguns atrasos. Gostei tanto que avancei para uma segunda edição com algumas modificações e ajustes, mas com a mesma intenção:

  • 365 dias com o foco em ti;
  • 365 emails com videos, perguntas, histórias, aprendizagens e reflexões;
  • Os vídeos serão, na sua maioria, aulas gravadas por mim.;
  • O preço da formação inclui uma sessão comigo (durante ou quando a formação terminar) .

O que se pretende é que caminhes rumo ao auto-conhecimento, autoaceitação e consequentemente rumo à tua essência. Sabes que acredito que o teu propósito de vida aparece quando vives a tua essência?

Quero que saibas que não vai ser um caminho fácil. Focares-te 365 dias em ti pode ser uma das coisas mais desafiantes que já fizeste. Vão existir dias em que te vai apetecer desistir e dias em que te vais sentir no topo do mundo. Dizem os que fizeram que valeu a pena a persistência e a resiliência. 

 

"Muitas outras coisas ainda estão por resolver ou fechar, mas sinto-me muito positiva em relação a mim e à vida que estou a construir. Algo me diz que é uma questão de meses, até surgirem umas novidades para me acrescentar mais um bocadinho.

É curioso, certamente não é coincidência, que os aspetos que são trabalhados ao longo do curso vão surgindo na mesma altura que as questões internas. Parabéns Marta! E garanto-lhe, no dia em que um homem positivo surgir na minha vida, vou -me lembrar de si! Obrigada porque agora sei que mereço diferente."

Rita

Se podia ser mais fácil? Podia, mas os resultados não seriam os mesmos. 

 

Para mais informações ou inscrições:

https://docs.google.com/forms/d/1ChfJpj3g_lNV3xsRn8ld70eamvuPXLn1oJjuifcfP_c/edit

 

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Somos a soma de quem amamos

06.02.20, Marta Leal

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- Eu nem quero ouvir falar nele, disse-me ela, enquanto mordiscava o gelado.

- Mas porquê? - perguntei eu.

- Ainda perguntas porquê?

- Sim, fez parte da tua vida. Viveram um amor tão bonito ...

- Já te disse que não quero ouvir falar disso.

 

Calei-me. Calei-me, mas apetecia-me dizer-lhe que,  negar aquele que lhe permitiu viver o amor, estava a negar uma parte de si. É querer apagar uma parte de quem foi e de quem foram. E o amor deles foi tão bonito. Desgastou-se, afastaram-se, mas não deixou de ser bonito. Interessante como um amor tão forte deu origem a uma raiva de alta intensidade. Há quem diga que a linha que separa o amor do ódio é muito ténue e com eles isto é bem visível.

Saí de perto dela e lembrei-me de ti. Não deixa de ser interessante a forma como recuperamos memórias. Lembrei-me das longas conversas que tínhamos sobre estes temas. Lembrei-me o quanto achávamos saber sobre o amor, sem nunca sequer o ter vivido.  Somos uns sortudos. Somos do tempo em que ainda acreditávamos no "para sempre". Sabes que continuo a acreditar que existem amores que são para sempre?

Eramos tão arrogantes nas nossas convicções. Somos um pouco prepotentes quando temos pouca idade, não é verdade? Cheios de certezas absolutas! Certezas essas que se vão desvanecendo enquanto amadurecemos. Lembrar-me de ti, fez-me sorrir. Fez-me pensar nas férias de verão passadas na praia e na inocência da projecção de futuros. Nunca mais te vi ou se te vi não te reconheci. Os caminhos separaram-se muito cedo. Tu seguiste o mais fácil, eu o que me fazia sentido. 

Recordar quem fez parte do nosso percurso deve ser feito com um sorriso no rosto. Se nos recordarmos dos momentos de chegada das pessoas à nossa vida, vamos concluir que temos mais somas do que subtracções. Existem aqueles que nos acrescentam amor e os que nos acrescentam aprendizagem. Honrar os que fizeram parte da nossa história pessoal é honrar o caminho e o percurso que fizemos até aqui.

Por isso, a menos que tenhas vivido uma relação abusiva, quando te recordares de alguém que amaste procura fazê-lo com um sorriso num rosto e uma enorme gratidão. Ontem lembrei-me de ti, e senti saudades das emoções que um amor de verão nos provoca.

Somos a soma de quem amamos, e era isso, minha cara amiga, que gostaria de te ter dito. 

 

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O dinheiro, sempre o dinheiro!

05.02.20, Marta Leal

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- Não gosto nada de dinheiro, disse-me ela com um ar tristonho.

- Não?

- Não e olha que ele também não gosta nada de mim.

- A sério?

- Sim, foge a sete pés ... mas de resto está tudo bem.

 

Esta conversa sobre dinheiro  levou-me ao passado e a duas tomadas de consciência que tive. Tomadas de consciência essas que fizeram toda a diferença na forma como passei a conduzir a minha vida financeira. A primeira era o facto de eu não querer que as pessoas pensassem que eu gostava de dinheiro e a segunda é que não queria que as pessoas pensassem que eu trabalhava por dinheiro.  A minha mãe quando dizia que fulano ou fulano "gostavam mais de dinheiro do que de pessoas" mostrava um ar tão indignado que eu, de forma inconsciente, agreguei dinheiro a algo muito negativo. Se quem gosta de dinheiro não gosta de pessoas, como é que eu ia gostar de dinheiro?

A verdade é que este tipo de crenças se instalam e nos conduzem criando-nos realidades de carência e de escassez.  Sempre tive facilidade em fazer dinheiro, mas também tinha muita facilidade em deixá-lo ir, fosse por más decisões ou por não fazer contas.  Esta situação estendeu-se à minha atividade profissional e a dificuldade em pedir um valor justo foi, durante uns tempos,  uma realidade e traduziasse numa dificuldade em pedir um valor justo e o deixar que as pessoas "abusassem" do meu tempo. Sempre à espera de um reconhecimento que raramente chegava. E não podia chegar, certo? Se eu não me valorizava como é que os outros me iriam valorizar?

Só quando aceitei que adoro dinheiro e que um dos resultados finais do trabalho que faço também é financeiro é que tudo mudou.  Consigo fazer aquilo que muitas pessoas ainda não conseguem fazer:  ganhar dinheiro com o meu propósito de vida. Nos dias que correm valorizo-me e valorizo muito o trabalho que faço. Tenho projetos onde o objetivo é financeiro, e outros projetos onde o objetivo é social. Tudo isto porque percebi que o dinheiro também serve para fazer coisas boas!

 

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Apaixonei-me uma centena de vezes e desapaixonei-me outras tantas

04.02.20, Marta Leal

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Enquanto o novo livro não é publicado vou-vos deixando com um cheirinho da história de amor entre a Teresa e o Paulo.

        "Os primeiros tempos em Lisboa não foram fáceis. Estava tão habituado a viver fora da confusão que me custou a adaptar. Os meus dias eram passados no escritório e os meus fins de semana a caminhar pela rua. Sem destino. Inicialmente o meu pensamento girava à volta da Teresa. Interrogava-me como estaria, se já teria casado ou se sentiria a minha falta. E condenava-me por não ter avançado. Durante três anos, foram várias as vezes em que peguei no telefone para lhe ligar, mas perdia a coragem. Quanto mais tempo passava menos me parecia lógico. E afinal o que lhe iria dizer? Que justificação lhe daria para ter desaparecido completamente?  A Teresa foi sem sombra de dúvida, a única mulher que eu respeitei nas decisões que teve. Respeitei a escolha dela e afastei-me. Com todas as outras foi diferente. Sempre que me rejeitavam eu perseguia-as até conseguir de novo. Tornava-me obsessivo e quase paranóico. Com ela foi diferente. Com ela foi sempre diferente!

              As distracções amorosas que fui tendo fizeram-me esquecer não só o que se tinha passado, mas também a vida que tinha tido. Acabei por adaptar-me a uma vida citadina da qual hoje, dificilmente abdicaria. Não fui estupidamente feliz, mas também não fui infeliz. Fui vivendo, aproveitando a vida da forma que me fazia sentido.

              Apaixonei-me uma centena de vezes e desapaixonei-me outras tantas.

              Não sei se a autora deste livro irá falar disso, mas eu sou aquele tipo de homens que se apaixona muito rapidamente e que se desapaixona na mesma velocidade.

              Coitadas das mulheres que me caíram nas garras. Umas mais inocentes que outras, sempre acreditando que podiam fazer a diferença, ou para ser mais exacto sempre pensando que me podiam modificar. Verdade seja dita, algumas eram mesmo burrinhas. Talvez isto seja também um padrão. Nunca me relacionei com ninguém muito inteligente e que me desafiasse intelectualmente. Se calhar foi por essa razão que me fartei. Digo que me fartei porque nos últimos cinco anos virei eremita. Depois da cena de faca e alguidar que a Júlia me fez, percebi que estava num registo que não podia continuar. Querida Júlia! Tinha tanto de mulherão como de maluca. Podemos tirar a mulher do bairro da lata, mas nunca poderemos tirar o bairro da lata da mulher.  Adorava um bom escândalo. De início, até achava piada a esse lado dela, até ao dia que me entrou, restaurante dentro, enquanto eu jantava com uns clientes dinamarqueses. Valeu-me o tradutor que inventou a história de ela ser uma ex-secretária minha que se tinha passado da marmita quando eu a despedi. Para ser mais exacto valeram foi os quinhentos euros que lhe prometi mal a vi chegar ao restaurante.

              Tenho tanta história sobre o mulherio com que me envolvi e com quem me cruzei, mas calculo que muitos de vocês estão curiosos sobre a confissão do meu amor à Teresa. Não. Ainda não confessei. Eu sei que estou a seguir um padrão com ela e tenho intenções de o quebrar, mas tenho receio. Tenho receio que me rejeite. Que me diga que não está pronta e que neste momento o mais importante é o projecto. Tenho receio que não confie em mim ou mesmo que não sinta o mesmo que eu. Ou serei eu que não confio em mim?

              Ainda tenho muito para vos contar, mas vou ter de vos deixar. Desde que comecei a falar convosco já é a terceira vez que a Teresa me liga e só pode ter acontecido alguma coisa porque ela não é de insistir!"

In "oganiza-te no amor"

 

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Só somos verdadeiramente completos quando aceitamos virtudes e defeitos

03.02.20, Marta Leal

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"Cara Marta, escrevo-lhe para dizer que me sinto covarde. Ando há tanto tempo para trabalhar consigo, mas tenho medo. Tenho medo de descobrir que afinal sou uma péssima pessoa!" Sandra.

Sandra, ainda esta semana ouvia as mesmas palavras de uma cliente. O medo de sabermos quem somos impede-nos, muitas vezes, de avançarmos. Temos medo. Temos medo de descobrir que afinal não somos quem pensámos ser, quem sonhámos ser, quem os outros querem que sejamos ou quem achamos que devemos ser. Mas se não descobrirmos, não será que vivemos uma mentira? Não será melhor saber quem é? Não será melhor conhecer a sua essência? 

De qualquer forma só lhe posso dizer que que somos todos humanos compostos de virtudes e de defeitos. E que só somos verdadeiramente completos quando aceitamos virtudes e defeitos. Contudo, para os aceitamos temos de nos conhecer. E isso é doloroso. Acredite que é  tão doloroso percebermos os nossos defeitos como percebermos as nossas virtudes. Já imaginou perceber que é uma pessoa com uma força enorme e nunca se ter atrevido a conquistar o que lhe faz sentido? Ou perceber que afinal tudo o que faz é para poder cobrar, mais tarde?

Respondo-lhe o mesmo que respondi a quem já me faz essa pergunta. A partir do momento em que se conhece,  só é importante que se aceite na totalidade e assuma a responsabilidade do caminho que fez até agora. Depois pense em quem pensava que era e aja de acordo com esse modelo. Se tem medo de descobrir que é uma péssima pessoa significa que, neste momento, pensa em si como sendo uma boa pessoa, certo?

 

Quanto a ti,  caro leitor@, lembra-te que o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiências podem ser a motivação de outros.

Escreve-me e partilha a tua história que pode ser igual à história de tantos outros.

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As histórias que fazemos dizem muito sobre quem somos

02.02.20, Marta Leal

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Com o ritmo de trabalho que tenho tido, a necessidade de organização é cada vez maior.  No entanto, existem momentos em que o planeamento falha e as coisas acabam por não correr tão bem. Acordo cedo porque o dia vai ser longo. Entro para a banheira. Saio da banheira convencida que vou mudar a bilha de gás. Chego à varanda, olho para as bilhas e estão todas vazias. Volto para a banheira. Tomo banho de água fria. Acordo a filha mais nova e digo-lhe que domingo de manhã vamos ao gás. Saio de casa. Ando em trânsito de um lado para o outro quando recebo os horários da filha mais nova que entrou no seu primeiro emprego. "Ora bolas já não consigo ir com ela ao gás", penso eu. A última consulta é desmarcada o que me permite ir fazer o que tem de ser feito. Afinal de contas quem andou a carregar com os filhotes também consegue carregar com uma bilha de gás.

Saio com a bilha vazia. Coloco no carro. Vou comprar gás. O senhor, atenciosamente, coloca-me a bilha dentro do carro. Chego à minha rua. Não há estacionamento à porta de casa. Vocifero cá por dentro, mas o que tem ser feito tem muita força! E eu até tenho alguma. Tiro a bilha da mala do carro, e nunca a distância do passeio do meu prédio me pareceu tão grande. Entro no prédio subo até ao primeiro andar. Entro em casa, pouso a bilha e tenho de me sentar no chão porque não me estou a sentir nada bem. 

Lembro-me que talvez seja melhor chamar alguém, mas olho para a porta do escritório e, no estado em que estou, é demasiado longe. Deixo-me ficar, sem forças nenhumas. Na minha mente começam a desfilar uma quantidade de pensamentos: "ainda bem que estou de vestido, se for desta para melhor sempre vou gira!", "ainda bem que não paguei a caminhada para Finisterra",  "afinal não vou chegar aos 120", "que chatice acontecer-me alguma coisa agora que a filha do meio, está de fim de semana, não queria estragar o fim de semana à miúda", "Ora que coisa primeiro dia de emprego da filha mais nova e dá-me a "travadinha", "pelo menos não deixo ninguém viúva", " a porcaria das bilhas bem que podiam ser mais leves" e mais alguns que não convém escrever num blog defensor da moral e dos bons costumes. Apercebo-me dos pensamentos que estou a ter e mando uma gargalhada sonora. O corpo já está recuperado e percebo que sou uma bem disposta mesmo em momentos menos bons. 

Levanto-me, sacudo o vestido, visto o casaco e saio para passear com as quatro patas. Confesso que me apanhei a rir várias vezes sozinha,  enquanto recordava o que me tinha passado pela cabeça.

As histórias que fazemos dizem muito sobre quem somos, certo?

 

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A paixão é leve e o amor dá trabalho

01.02.20, Marta Leal

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Terminei janeiro com a sensação de que já se passou mais do que um mês. Entre família, quatro patas, escrita, novas parcerias, consultas, preparação de formações, aulas, formações presenciais e online, planeamentos e tomadas de decisão o mês passou num ápice. Se continuar assim o ano vai voar, e quando menos der por isso estou a fazer o balanço de final do ano.

Fevereiro é o mês dedicado ao amor e por isso mesmo tenho algumas surpresas para clientes e futuros clientes. Desejo-vos um fantástico mês e abro mais uma página do meu livro “organiza-te no amor”.

“Há tempos, ouvia alguém dizer que a paixão era muito bonita, mas que depois é que eram elas. Acredito que o que quisesse dizer é que a paixão é leve e o amor dá trabalho. Por vezes penso que vivemos numa espécie de ditadura da paixão. Parece que nos sentimos na obrigação de estarmos permanentemente apaixonadas e com as emoções ao rubro. E, quando falamos das emoções ao rubro refiro-me às emoções do primeiro momento. Perseguimos a permanência de momentos, a longevidade das descobertas e a perpetuidade da ação e dos gestos imaturos que todos os apaixonados têm.

É evidente que todos temos saudades de um tempo em que o coração palpita, as mãos se humedecem e a ansiedade cresce. Ama-se muito intensamente quando estamos apaixonados. Mas este amor em tempo de paixão é um amor com prazo. Tudo o que tem prazo, termina. Este amor em tempo de paixão, perde-se. Perde-se, fruto de uma evolução natural de um amor imaturo para um amor maduro. Perde-se nas vivências do dia-a-dia, perde-se nos obstáculos, nos conflitos e no esquecimento do que um dia foi. A verdade é esta. Se queremos organizar-nos no amor temos de ter esta realidade bem presente.

Existem os que lutam e que só desistem quando sentem que nada mais há a fazer, e os que partem em busca de uma permanência da paixão, em detrimento do amor. Porque o amor dá trabalho. Para que uma relação tenha sucesso é preciso que seja alimentada! Os casais devem ter essa preocupação se querem que a relação perdure. Não é o amor que traz sucesso à relação, mas o modo como as pessoas vivem esse amor.

Gostava de o alertar para as paixões repentinas. Se é daquele tipo de pessoa com uma história pessoal onde as paixões repentinas são uma constante, peço-lhe que da próxima vez faça diferente. Sabia que quanto mais repentina for uma paixão mais probabilidade tem de falhar? Sabe porquê? Porque não nos sentimos atraídos pela pessoa, mas por algo que ela despertou em nós. Como poderíamos estar atraídos por alguém que ainda não conhecemos?

Não quero com isto dizer que se sentir uma atração repentina por alguém não deva arriscar. O que eu quero dizer é que se for esse o caso deve ir devagar, muito devagar. Retire a atração e perceba quem é, de facto, essa pessoa.”

In “organiza-te no amor”

 

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