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Faz da tua vida a tua inspiração!

... Blogger, coach, palestrante, autora, contadora de histórias, formadora e uma apaixonada pela vida ...

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Uma alma livre precisa de desafio, liberdade e conexão com tudo o que a faça vibrar

17.01.20, Marta Leal

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- Não preciso de ninguém para me aquecer os pés, preciso do fogo, da química, de uma boa noite de cama, entendes?

Claro que entendo e revejo-me em todas as palavras que trocamos. Espero que entendas a necessidade que tive de escrever sobre o que conversámos ontem. Ter-te como amigo fez com que te conhecesse quase tão bem como me conheço a mim. Não sei se foi a semelhança que nos atraiu ou se nos formatamos um ao outro. Já não nos víamos há tanto tempo, mas a cumplicidade mantém-se. As histórias que vivemos juntos ficaram entranhadas, e o carinho também. Há pessoas que se mantêm ao nosso lado para toda a eternidade. Já imaginaste? Lado a lado para toda a eternidade? Sempre acompanhados pelo queijo, o vinho, a música e as palavras.

Lembraste daquele dia em que te apareci em casa a chorar em total desespero, e tu desprovido de jeito não sabias o que fazer? Disseste-me com um ar de Seldon Cooper "para lá de chorar que tens de ir trabalhar". Nunca nos chateámos nem sequer nos alterámos um com o outro. Sabes porquê? Porque nunca tivemos problemas em dizer tudo o que pensávamos e o que nos podia incomodar. Talvez por isso seja tão fácil conversarmos sobre tudo sem tabus e sem medos.

Se precisas de paixão na tua vida, procura-a, vive-a e sente-a. Acomodares-te a uma botija de água quente é o mesmo que encerrares a tua alma numa qualquer jaula e deitares fora a chave. Não te resignes nem tão pouco deixes de acreditar. Existem pessoas que são para nós e outras que tentamos que sejam. Não é por servir que tem de ficar, sabias? O amor tem de nos fazer vibrar, se nos resigna não é amor, é acomodação. Não interessa se a tua namorada é linda, mais nova, e com muitos atributos. O que interessa é que se amem e se sintam confortáveis. Forçarmos-nos a gostar de alguém só porque corresponde aos padrões sociais é violentar a nossa alma e a nossa essência. E tu, tal como eu, pertences áqueles de alma livre! E uma alma livre precisa de desafio, liberdade e conexão com tudo o que a faça vibrar. Não são os teus pés que têm de ficar quentes é o teu ser! Viver por viver não faz sentido, sabias? 

Se correr bem, vais viver o que procuraste a vida toda. Se correr mal é mais uma história para partilharmos à mesa enquanto nos rimos, como só nós sabemos rir!

 

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A necessidade não é uma boa aliada do amor

16.01.20, Marta Leal

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"Será que sou só eu? será que sou só eu que estou farta de conversas da treta e de manipulações baratas? será que não existem homens como deve ser? Cheguei à conclusão que vou ficar sozinha o resto da vida. Desculpe Marta, não espero que me responda. Considere estas minhas palavras como um mero desabafo" Sara

Olá Sara, como é que poderia deixar de responder a uma questão que me chega todos os dias? Como é que poderia não lhe responder quando ouço esse desabafo na minha vida pessoal e profissional? Não está sozinha. Existem tantas, mas tantas pessoas a colocarem a mesma questão. E não pense que isto se passa apenas no mundo feminino. Eles também se queixam do mesmo. 

O que é que eu lhe posso dizer?  O que é que eu posso dizer a todos os outros que se identificam com a sua questão? Que não desistam. Que existem pessoas fantásticas e que vale a pena continuar a acreditar no amor. Mas quando falo em amor, falo no amor real. Aquele amor que é vivido com alguém real que vai ter defeitos, dias menos bons, que não se vai identificar com tudo o que gosta. Aquele amor que é vivido com alguém que não vai fazer tudo o que você  quer, que não vai concordar com todas as decisões e que vai questionar aquilo que pode não gostar que questione.  O amor, Sara, só pode ser vivido entre pessoas reais. O amor dos livros é vivido por personagens conduzidas por autores, e todos nós sabemos que os autores são uns sonhadores. 

Mas antes de encontrar alguém é importante que se encontre a si. É importante que passe de um modelo de carência para um modelo de abundância. Passe do precisar para querer, e depois para o sentir. Sara, em idade adulta não precisamos de ninguém para viver. Temos todas as competências para vivermos sozinhos e para nos mantermos funcionais. Quando achamos que precisamos estamos em carência. E quando estamos em carência somos presas fáceis para os homens que se pensam caçadores. E esses não interessam a ninguém. Quando queremos é totalmente diferente! Queremos sem precisar, e isso muda tudo. Muda tudo porque estamos porque queremos estar, vamos porque queremos ir e vivemos a relação porque a queremos viver. Lembre-se a necessidade não é uma boa aliada do amor.

Por isso, Sara,  perceba onde se situa. Passe da carência para a abundância. Ame-se, respeite-se e vai ver que não aceita qualquer um para fazer parte da sua vida, para fazer parte de si. Depois sinta! Sinta as emoções, o amor, as vivências e a vida. 

 

Quanto a ti caro leitor, lembra-te que o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiências podem ser a motivação de outros.

Escreve-me e partilha a tua história que pode ser igual à história de tantos outros.

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Quanto alguém parte deixa em nós uma consciência de fragilidade

15.01.20, Marta Leal

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Gostamos mais de falar da vida do que a morte, no entanto, a morte faz parte das experiências que vivemos em vida. Com cinquenta anos já vivenciei algumas mortes que me provocaram uma dor intensa e umas saudades enormes. Como já escrevi por aqui, sempre que estou perante uma morte questiono a  minha vida. Questiono o caminho, o legado e o efeito que vou ter no dia em que partir. Nesse dia gostaria que sorrissem ao som das minhas aventuras e desventuras. Que gargalhassem aos som das minhas "faltas de jeitos", mas que me guardassem para sempre na memória da eternidade.

A tia foi ontem a enterrar. 93 anos de idade. Percurso sereno com uma vida nem sempre fácil. Não teve filhos. Não deixou bens, mas deixou-nos uma sensação de serenidade e de paz. Sempre com um sorriso no rosto e um andar apressado. Terá provocado, com toda a certeza, aquele efeito, em que se cruzou com ela, que só os que vivem em serenidade conseguem provocar. A tia aprendeu a ler em idade adulta, e ganhou um gosto tremendo pela leitura. Devorava livros ao sabor daquele café de cafeteira de que gostava tanto. Quem a olhava não diria isso. Somos sempre muito mais do que os outros pensam que somos.

Há quem diga que as almas seguem caminho para um novo retorno. Eu gosto de acrescentar que quanto alguém parte deixa em nós uma consciência de fragilidade. Honrar aqueles que partem vai muito além das lágrimas e das homenagens. É sorrirmos embalados nas recordações e, passar a viver a vida em vez de passarmos por ela.

 

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A vida, meus caros, é demasiado curta para que não a vivamos em essência. 

13.01.20, Marta Leal

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- Sabes que mais? recuso-me a deixar de acreditar no mundo como eu vejo, disse-me ele, enquanto se despedia de mim. Foi um encontro fugaz, mas fez-me toda a diferença.

Interessante como uma breve troca de palavras consegue arrumar aquilo que sentia que estava desarrumado. Gosto de ouvir as diferentes perspetivas sobre o mesmo tema e, gosto de refletir sobre as novas ideias. Fazê-lo não significa que altere o que penso, mas também não significa que não o faça. Depende! Depende sempre do tema e da aprendizagem.

Recuso-me! Recuso-me a mudar a perspetiva sobre o modo como vejo a vida, o amor, os relacionamentos e as pessoas. Recuso-me a acreditar que a vida é uma luta, que não podemos viver um "felizes para sempre", que não podemos acreditar em ninguém e que só existem más pessoas. Recuso-me porque acredito exatamente no contrário. Acredito na vida, no amor, nas pessoas, e que todos juntos podemos tornar o mundo muito melhor. Acreditar noutra coisa teria um efeito devastador em mim. Recuso-me porque se não recusar estou a violentar a minha essência, e a minha verdade. A vida, meus caros, é demasiado curta para que não a vivamos em essência. 

 

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Sobre a motivação!

08.01.20, Marta Leal

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As nossas motivações pessoais estão directamente ligadas ás nossas emoções, e quando as nossas emoções estão desequilibradas é natural que falte motivação. Para nos equilibrarmos precisamos de fazer diferente, mudar de padrão e perceber que podemos reescrever uma nova história, a nossa verdadeira história. Para muitos isto é uma luta, para outros o caminho para a vitória. O importante é percebermos que o equilíbrio emocional é fundamental para nos motivarmos diariamente desde que o sol nasce até que se deita. Porque no que toca à motivação o trabalho é diário.

A  melhor forma de te motivares é a de procurares amigos, veres filmes motivadores, procurares histórias de vida de pessoas que lutaram e conseguiram,  definires objectivos e encontrares  soluções para os atingires. Fora de questão está permaneceres em silêncio, meteres-te na cama e esqueceres que o mundo existe. Se não conseguires sozinho procura ajuda, percebe o que se passa contigo, assume o estado em que estás e decide para onde queres ir.

Tens-te sentido desmotivado? Queres mudar o teu estado de forma a mudares a tua vida?

Então começa por responder às seguintes perguntas:

  • O que é que tens feito até hoje para te motivares? O que é que deu resultado e o que é que não deu resultado?
  • O que é que tu tens já (como técnicas ou recursos) que poderia ser uma ferramenta para avançar?
  • Que pesquisa é que poderia fazer para te ajudar a encontrar o primeiro (ou seguinte) passo?
  • O que é necessita de ser feito antes de fazer qualquer outra coisa?
  • A quem mais poderias pedir ajuda para atingires a tua motivação?

Descobre o que te desmotiva. Procura novas perspectivas sobre essa realidade. Define novos objectivos e estuda novas soluções.

A motivação é a grande responsável por seguirmos o caminho do sucesso ou do insucesso e sobre isso não tenho qualquer tipo de dúvida. As nossas vidas pessoais e profissionais devem ser fontes de felicidade e não de tristeza. Sabemos que ninguém vive sem ter imprevistos, desafios, tristezas e dificuldades, no entanto, a forma como olhamos para esses acontecimentos é que deve mudar.

Pronto para começar?

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Trabalha a tua essência e vais trabalhar a tua missão de vida!

07.01.20, Marta Leal

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Quando somos muito literais podemos ficar bloqueados com a informação que obtemos. O excesso de informação é tão negativo como a falta dela. E o desenvolvimento pessoal pode ter um efeito completamente diferente daquele que é suposto. Já perdi a conta aos que me procuram em desespero para descobrirem a sua missão de vida. Existem aqueles que empreendem numa busca de missão que se esquecem de viver o presente, de sentir, de aproveitar e de serem eles próprios. Aquilo que deveria ser um alivio passa a ser um pesadelo. Uma busca incessante daquilo que se pensa não ter.

Colocamos no pensamento a ideia de que uma missão de vida é algo grandioso, algo de palco ou de media, e quando não o conseguimos fazer sentimos-nos frustrados e com a sensação de que valemos pouco quando comparados com outros.  Queremos todos ter uma missão grandiosa, de ajuda aos outros, de fazer a mudança no mundo e esquecemos-nos de nós, e de viver o nosso dia-a-dia. Esquecemos-nos principalmente de que a verdadeira missão de vida é vivermos a nossa essência. 

Quanto mais nos conhecermos, aceitarmos, rirmos e estarmos bem com quem somos, mais probabilidade de vivermos a nossa missão de vida. Sabes porquê? Porque não se trata de descobrir, mas de sentir. Não se trata de grandes feitos pensados, mas de acções conduzidas pela alma. Trata-se de honrares quem és e os dons que tens. Quanto mais viveres os teus dons mais diferença vais fazer no mundo. E o mundo precisa de mais essência e de mais sorrisos!

Trabalha a tua essência e vais trabalhar a tua missão de vida!

 

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Novidades a caminho

06.01.20, Marta Leal

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"Fazer uma retrospetiva sobre a nossa vida implica olharmos para tudo o que passámos, tudo o que fizemos, tudo o que errámos e tudo o que acertámos. De certeza que você, tal como eu, teve muitas situações boas, mas também deve ter tido situações em que se pudesse voltar atrás faria tudo diferente, certo?

É exatamente por isso que é tão importante refletir sobre o seu caminho até ao dia de hoje e aceitar tudo o que viveu. Aceitar, sobretudo, que fez o melhor que sabia, com a informação que possuía, nas condições que tinha.

Resolva-se! Aceite o seu percurso ao mesmo tempo que aceita a sua responsabilidade. Liberte-se de culpas e de saudades do que não foi ou mesmo do que poderia ter sido!

Aceite e largue aquele amor que não foi vivido, deixe-se de ilusões e siga em frente! Siga sempre em frente! Sabe o que deixou para trás, mas nunca saberá com quem ainda se poderá cruzar."

in "organiza-te no amor"

Escrever um livro foi um sonho realizado, mas que está a  saber a pouco. Os feedback foram fantásticos e os pedidos para mais não param de chegar. Sei que sou uma mimada por todos vocês, mas também são as vossas palavras que me inspiram e motivam a seguir em frente.

Em  2020 existem dois projetos de escrita a ser trabalhados. Hoje falo-vos apenas de um. É com muita felicidade que vos informo que este ano a Teresa e o Paulo vão voltar. Vamos ficar a saber mais sobre a sua história, sobre os seus encontros e sobre os seus desencontros, e também como podemos simplificar o amor, porque o amor deve ser vivido de forma simples, sabias?

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Como é que consegues?

05.01.20, Marta Leal

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- Como é que consegues?

- Como é que consigo o quê?

- Teres essa energia, esse autocontrole, e fazeres tanta coisa ao mesmo tempo. Acredito que nem durmas.

Tenho ouvido esta conversa vezes sem conta. Confesso que no último ano houve muito prazo que resvalou, e muito projeto que ficou em stand by não porque foi um ano mau, mas porque precisei de fazer diferente. Desacelerei no projeto profissional para poder acelerar no projeto pessoal.

Para conseguir fazer tudo o que faço não existe segredo. Não são as horas que durmo, mas o modo como me organizo.  Existem dias que durmo mais outros dias em que durmo menos. Existem semanas em que trabalho mais horas, e outras semanas em que trabalho menos horas. Existem fins-de-semana que trabalho e, dias da semana em que descanso. Esta é a vantagem de sermos donos do nosso tempo. Tenho sempre em linha de conta o que foi planeado e procuro não me desviar. A não ser naqueles dias em que o imprevisto acontece.

Estamos a dia 5 de Janeiro e nestes cinco dias fiz meditação diariamente, fui ao ginásio, coloquei as avaliações das formações online em dia, escrevi para o blog e para um dos novos livros, dei consultas e aulas online, jantei com amigos, fiz compras e visitei o mar que tanta falta me faz. Estamos a dia 5 de Janeiro e eu sei que 2020 só vai ser diferente porque eu vou fazer por isso.

E tu? O que fizeste nestes primeiros 5 dias do ano? 

 

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Relações de dependência nunca nos levam a lado nenhum, e se vive de forma tão intensa a vida dos seus filhos, quem está a viver a sua?

04.01.20, Marta Leal

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"Escrevo-lhe para lhe dizer que não concordo nada consigo. Os meus filhos são meus e mesmo tendo a idade que têm  (18 e 24 ) enquanto estiverem na minha casa quem decide sou eu! É por não existirem mais mães como eu que o mundo está como está. E agora vamos ver se publica isto!"  Margarida

 

Olá Margarida, publico a sua crónica não porque me desafiou a fazê-lo, mas porque o tema me é muito sensível. O seu email deixou-me um sabor agridoce. E escrevo isto porque se por um lado gosto de quem não concorda comigo, e de quem me desafia a refletir fora do meu mundo, por outro lado não gosto de quem não respeita identidade, os quereres e as decisões do outro. Seja o outro quem for.

Sabe Margarida, nada me convence a aceitar a ideia de que os filhos são apenas seres que não têm quereres, saberes ou pensares. Muito menos alguém me vai convencer que os filhos não passam de reféns de pais que pensam que sabem sempre o que é melhor para eles.  Mas não pense que também concordo com os pais que dão poder total aos filhos transformando-os em pequenos ditadores. Se me tem acompanhado sabe que sou do equilíbrio. E uma relação parental equilibrada e saudável é aquela que vai dando o poder de decisão, de critica, de escolha e de ação aos filhos, de acordo com a idade em que estão. Uma relação parental equilibrada e saudável é aquela que permite aos filhos viverem as vidas deles, e não as frustrações de pais que nunca conseguiram ser o que queriam.

Permita-me que discorde quando me diz que é por não existirem mais mães como a Margarida que o mundo está como está. Penso exatamente o contrário. O mundo está como está porque existem demasiados pais como a Margarida. Sabia que pessoas realizadas e felizes não infernizam a vida dos outros? Não maltratam, não cobram, não exigem e, muito menos obrigam os outros a fazerem o que querem? Se o mundo fosse habitado por pessoas felizes, garanto-lhe que vivíamos num mundo bem melhor.

Portanto Margarida tem todo o direito de discordar comigo, mas muito pouco direito de viver a vida dos seus filhos. Relações de dependência nunca nos levam a lado nenhum, e se vive de forma tão intensa a vida dos seus filhos, quem está a viver a sua?

Quanto a ti caro leitor, lembra-te que o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiências podem ser a motivação de outros.

Escreve-me e partilha a tua história que pode ser igual à história de tantos outros.

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Protegemos tanto os nossos momentos que a ligação de vida se tornou ténue, e a de alma se fortaleceu

03.01.20, Marta Leal

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Confesso-te que passam dias ou mesmo meses em que não me recordo de ti. Embrenho-me em tudo o que decidi fazer e deixo que a vida me conforte a alma.  A verdade é que sempre que me lembro de ti o meu coração aquece, e o meu rosto sorri. Passaram tantos anos,  mas a nossa ligação, mesmo que tímida, mantém-se contra todas as expectativas. As mensagens que surgem do nada, os encontros que o universo provém nos locais mais improváveis, e as conversas que aceleram os ponteiros do relógio.

Venho extasiada com o nosso encontro. Foi uma verdadeira surpresa este teu convite mesmo no final do ano terminar. E foi fantástico que te conseguisse dizer que sim. Esse sempre foi um problema muito nosso, a incompatibilidade de agendas ou não fossemos os dois tão dedicados às carreiras.  Adorei o modo como me abraçaste na chegada, mas principalmente aquilo que senti na partida. Sinto-te tanto, posso-te até dizer que cada vez que estamos juntos te sinto cada vez mais.  A maravilha do envelhecimento é esta, não é verdade? Passamos a dar importância a todos os momentos que criamos sejam eles mais ou menos íntimos. Não quero dizer que não sinta saudade dos tempos em que nos amávamos pela casa toda e, do  modo como insistias em dormir agarrado a mim. O que quero dizer é que a nossa ligação é de almas, e isso sente-se a cada dia que passa. Já não somos os melhores amigos e, nem sei se algum dia o chegámos a ser. Protegemos tanto os nossos momentos que a ligação de vida se tornou ténue, e a de alma se fortaleceu.  Fomos sempre duas almas que pouco sabiam um do outro, mas que também nunca precisaram de o saber. 

Afinal não ficámos juntos, mas continuamos para sempre. O que não deixa de ser interessante. Sabias que momentos houve em que pensei que afinal não éramos para sempre? Principalmente quando as nossas decisões nos levaram para outros países, outros caminhos, e outras relações. Estava a tentar lembrar-me se estivemos algum ano sem nos falarmos. Sem nos vermos sim, mas sem nos falarmos acredito que não. Ainda há pouco tempo alguém me perguntava se eu acreditava se se podia amar duas pessoas ao mesmo tempo. Depois de te ter conhecido acredito que sim. Acredito que me posso apaixonar novamente, mas que o nosso amor vai ficar sempre guardado em mim. Existem amores que mesmo que não sejam vividos se mantém por toda a eternidade.

in "eu e tu somos para sempre"

 

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