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Faz da tua vida a tua inspiração!

... Blogger, coach, palestrante, autora, contadora de histórias, formadora e uma apaixonada pela vida ...

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O amor mora na minha sala de aula

30.10.19, Marta Leal

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"O amor mora na minha sala de aula"

Tomás Francisco, 12 anos

Trabalhar com os mais novos tem em mim um efeito inspirador. Não só pelo que dizem, mas principalmente a energia com que o dizem. Ontem falávamos do que era importante na vida do Tomás e, foi quando ele abriu um sorriso enorme enquanto me respondia à pergunta que eu lhe tinha feito. 

- Onde mora o amor? O amor mora na minha sala de aulas!

A resposta fez-me sorrir. Os olhos brilhantes a expressão de felicidade enquanto descrevia a "namorada". O Tomás está apaixonado pela colega de turma, e tem noção de que o amor deve fazer parte das nossas vidas. A sessão continuou, mas a felicidade do Tomás  ao falar de amor foi contagiante e fez-me lembrar esta passagem  do livro que escrevi sobre o tema:

"No desenrolar da minha atividade enquanto facilitadora de desenvolvimento pessoal e formadora fui-me apercebendo que uma das questões recorrentes está diretamente ligada aos relacionamentos, ou seja, o amor ou a falta dele.

Percebi, também, que esta situação é transversal ao género, à idade, à situação socioeconómica e à cultura onde os indivíduos estão inseridos. É como se o amor não tivesse qualquer tipo de fronteiras. Seja qual for o objetivo a atingir, a verdade é que, passado uns tempos, este assunto é geralmente colocado em cima da mesa.

 Existem aqueles que o procuram incessantemente, saltando de relação em relação, sem se permitirem pensar e/ou avaliar o que correu bem ou mal. Existem aqueles que depois de um grande amor falhar, desistem, desacreditam e impedem-se de amar. Existem, também, aqueles que na procura de um amor perfeito, sujeitam-se a situações que jamais pensariam viver. O amor é complicado e viver o amor é desafiante, tal é o número de variáveis que lhe estão agregadas."

Mas será que não seria mais fácil olhar para o amor de forma simples e com uma entrega total? Será que não devíamos olhar e viver o amor como as crianças o vivem?  Será que o amor não merece ser olhado sempre de forma inocente?

A forma como amamos é uma escolha. Podemos escolher amar no medo ou na entrega. Podemos pegar nas experiências negativas e usa-las para melhorarmos ou para nos impedir de voltar a amar. Acredito que todos tivemos um amor que morava na nossa sala de aulas. Hoje peço-te que o recordes. Hoje peço-te que te lembras do que te fazia sentir. Resgata a criança que há em ti e pensa de que forma podes viver o teu amor atual como viveste o teu primeiro amor.

 

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Aprender a ser feliz

29.10.19, Marta Leal

 

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"Na verdade, a felicidade é algo dinâmico, uma realidade pela qual se deve lutar constantemente mas que, a partir do momento em que a descobrimos, não pode ser diminuída pelas circunstâncias externas da vida ... E é por isso que é uma realidade que todos podemos alcançar"

Monges de New Skete

-  O que é para ti a felicidade?

- Não sei.

- Mesmo?

- A felicidade plena não existe é uma soma de momentos.

- Fala-me de alguns momentos desses.

Há uns anos atrás lembrei-me de criar um projecto de aulas para ensinar as pessoas a serem felizes. As olhos de alguns pode ser ridículo aos olhos de outros uma necessidade. Acredito que a felicidade se constrói através do modo como nos vimos a nós, os outros e o mundo. Têm sido processos muito bonitos principalmente quando leio "afinal eu era feliz e não sabia"!

Cada pessoa tem a sua versão própria do que é a felicidade e as respostas são sempre inesperadas. Há quem acredite que ela não existe. Há quem acredite que existem pessoas que são naturalmente felizes e que outros não são. Há quem acredite que o tema da felicidade é uma ditadura, e outro sem número de opiniões sobre um tema que muitos rejeitam, mas que  outros vivem em pleno.

Acredito que a felicidade é uma escolha, mas acredito principalmente que esta nasce de aceitarmos que somos feitos de todas as emoções. Sermos felizes não significa que as lágrimas não caiam, que os fracassos não apareçam, que os desgostos não aconteçam ou que não nos zanguemos. Ser feliz é aceitarmos-nos num todo e aceitarmos o todo.

O que tens feito para ser feliz?

 

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Tenho em mim toda a força do mundo

28.10.19, Marta Leal

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A vida desenrola-se de uma forma interessante: momentos altos, momentos neutros e momentos mais baixos. Existem momentos em que a vida nos leva ao colo, momentos em que parece que nada acontece, e momentos em que é como que todas as forças do universo se esquecessem que existimos. Faz parte. Faz parte do nosso crescimento pessoal e dos caminhos que decidimos fazer. Sem qualquer tipo de profecia acredito que temos todos, sem qualquer excepção, a força necessária para sair dos acontecimentos menos bons.

 

- Estou farto disto, melhor desistir!

- E o que acontece se desistires?

- É o descalabro! 

- E se continuares?

- Posso chegar onde quero ou ser o descalabro!

- O que é que decides?

- Continuar em frente. Também já não há hipótese de recuar no tempo, certo?

 

Acontece muitas vezes estar com clientes que apenas querem desistir. Desistir porque ou não estão preparados para os obstáculos ou porque se sentem cansados, estourados, e fartos de que nada aconteça. E quando as coisas começam a não acontecer, aparecem as dúvidas sobre quem são, sobre o objetivo definido, e sobre a sua capacidade para resolverem ou encontrarem soluções.  Acontece que é nos momentos de mais desespero que devemos acreditar mais. Acreditar que se formos congruentes o universo é congruente connosco. Acreditar que somos capazes. Acreditar que temos toda a força do mundo e que é apenas um momento menos bom. 

 

Acontece contigo, acontece com eles e acontece comigo!  Por vezes, a única coisa que poderás fazer é acreditar. Acreditar muito em ti e  no caminho que decidiste fazer!  Cada semente tem o seu tempo para crescer e, cada processo tem as suas etapas muito próprias. E é nesses momentos que te distingues dos demais. É exatamente nesses momentos que percebes quem és e do que és capaz. 

 

 

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Denegrir para brilhar

27.10.19, Marta Leal

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Falávamos do projeto dela quando as lágrimas saltaram e confessou que estava prestes a desistir. Estava prestes a desistir de um sonho porque alguém tinha denegrido o seu trabalho. Deixei que falasse, que deitasse tudo cá para fora. Faz tão bem quando nos permitimos largar todas as palavras que se colam ao peito e à mente. Quando se acalmou perguntei se lhe fazia sentido contar-me o que se tinha passado. Falou. Falou durante bastante tempo sobre uma colega de profissão que tinha decidido seguir o mesmo negócio que ela. Confessou a traição que sentiu quando soube, mas que compreendeu. E não só compreendeu  como quando não tinha agenda lhe mandava clientes. Há uns dias atrás alguém lhe disse que a colega falava mal do trabalho dela e dos produtos que usava. Desabou em lágrimas e aos poucos foi serenando.

 

- E aquilo que dizem é verdadeiro?

- Claro que não!

- E então? Vai permitir que alguém lhe acabe com o sonho ou vai continuar a ser quem é?

 

A sessão continuou na procura de soluções para seguir em frente. Depois de terminarmos a vitima tinha cedido o lugar à mulher decidida que eu sempre conheci, mas o tema deixou-me a pensar. Porque é que temos de denegrir o trabalho dos outros para fazermos brilhar o nosso? 

 

Quando estamos seguros naquilo que fazemos não precisamos de denegrir ninguém. Precisamos sim de procurar o nosso lugar, o nosso modelo de funcionamento, a nossa forma de estar, e dedicarmos-nos com amor ao que fazemos. Quem denigre move-se pelo medo da perda. Quem denigre situa-se na competição enquanto quem eleva se situa na cooperação. 

 

Escolhe elevar, e liberta a maledicência. Escolhe ser a melhor versão de ti! Antes de abrir a boca pensa: que repercussões aquilo que eu vou dizer vai ter nos outros e em mim. Sim. Porque aquilo que eu emito é aquilo que, mais tarde ou mais cedo vou colher. 

 

Até Já!

Marta Leal

 

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Acolher a Tristeza

23.10.19, Marta Leal

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Há cerca de um ano tive uma situação pessoal que me entristeceu. Para ser mais honesta o acontecimento deixou-me furiosa. Embora entendesse o outro lado, o discurso enfureceu-me e deixou-me incomodada. Houve uma mistura de raiva e, ao mesmo tempo de vergonha. A tristeza apareceu depois, mas de uma forma tão profunda que a resistência a ela foi evidente. Sou uma pessoa feliz na essência e a tristeza consumiu-me durante muito tempo. Direi até que demasiado tempo. A desilusão foi grande e a dor muito intensa. O foco na vitimização instalou-se sem que eu tivesse consciência disso.  A verdade é que, por vezes, o conhecimento académico fica na gaveta quando se vivencia a dor. 

 

Ontem a falar sobre o assunto percebo que não acolhi a tristeza como devia ter feito.  Percebi que ao não acolher a tristeza permaneci na dor, na inércia, no querer provar,  e na falta de energia para o que importava. Gostaria de escrever que foi o melhor que me aconteceu porque me levou para outros caminhos, mas ainda não o sinto assim. Ainda não consigo sentir que foi o melhor que aconteceu, mas sinto que foi o que tinha de acontecer. 

 

Quando acolhes a tristeza torna-se mais fácil sair dela, e seguir em frente. Quando lhe resistes emaranhas-te nas emoções, e corres o risco de ficar por lá por tempo indefinido. 

 

Até Já!

Marta Leal

 

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Os homens também sentem

22.10.19, Marta Leal

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- Desculpa ter-te feito sair de casa tão cedo - disse-me ele enquanto me sentava

- Não te preocupes eu acordo cedo - respondi eu

- Será que me viciei no amor?

- Acredito que te tenhas viciado na ideia que tens do que é o amor e do que é amar.

- Estou farto de ter desilusões,  e ainda por cima não posso falar isto com muita gente

- Porque?

- Porque se o fizer sou apelidado de fraco. É lixado este mundo de homens onde temos que ser fortes! Um homem não deve chorar. E eu já chorei tanta vez. Ainda por cima com a minha idade! Achas que sou fraco?

- Claro que não. Acredito exatamente no contrário. Que assume e aceita as emoções torna-se uma pessoa muito mais forte. Mas sabes, é importante que chores Manuel. É importante que chores e que aprendas a lidar com o que sentes. É importante que quebres crenças desprovidas de sentido, e que te assumas na tua essência e, naquilo que te faz sentido e te faz sentir. 

Há dias o Manuel chamou-me para conversar. Tinha tido mais uma desilusão amorosa, e o chão fugia-lhe dos pés. Conhecemos-nos há alguns anos, e apesar de não nos vermos frequentemente sempre que é necessário lá estamos nós. A conversa focou todas as dificuldades que sentia no que diz respeito às emoções, aos medos, às crenças e a tudo o que era necessário enfrentar, conhecer e desconstruir. Desta vez notei-lhe um cansaço estranho, quase como um deixar de acreditar em quem é, e nos sonhos que tem

 A vulnerabilidade, os medos, as emoções, os sonhos, os desejos, as inseguranças, falta de auto estima, falta de confiança não têm género, idade, raça ou classe social. Todos que se permitam viver vão passar por isso. Um trabalho de desenvolvimento pessoal vai-te possibilitar conheceres-te, aceitares-te e perceberes o teu papel no mundo. 

- Tu devias trabalhar com homens - disse-me ele enquanto se despedida.

- Sempre trabalhei com homens - respondi eu, a sorrir.

Já perdi a conta aos homens com quem trabalhei e, aos resultados fantásticos a que chegaram. Aos que mudaram de profissão, se fizeram ao mundo e que aprenderam a sentir mais! Ao fim destes anos todos é interessante olhar para trás e perceber a quantidade de processos que acompanhei e que me fizeram sorrir e crescer como mulher e profissional.

 

 

Até Já!

Marta Leal

 

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Convite: Lançamento do livro Merinda

21.10.19, Marta Leal

 

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Com a vida aprendi que existe um determinado número de situações que de tão intensas que são dificilmente se conseguem colocar por palavras. A minha amizade com o Miguel enquadra-se numa dessas situações. Há cerca de dez anos que estamos lá um para o outro seja no apoio seja no desafio.

Ver aquele que chamo de irmão tirar o sonho da gaveta, e coloca-lo ao nosso serviço deixa-me de lágrima ao canto do olho e com uma sensação de orgulho enorme. 

"A Merinda nasceu do Amor. Um Amor que me levou a inventar uma história para os meus dois filhos, levado eu também pela paixão que tenho por tudo o que seja fantasia e que preencha o imaginário das crianças. Não satisfeito com a figura natalícia, tinha de inventar outra para o dia 31 de Outubro.

E assim foi.

A Merinda existiu no imaginário dos meus filhotes até agora, prestes que está a ser publicada em livro.

Uma Merinda que cresceu em história, a que se juntaram várias personagens, num enredo divertido mas ao mesmo tempo sério e intenso.

Miguel Mósca

O véu foi levantado e o convite fica feito! Acredito que não se vão arrepender!

 

Até Já!

Marta Leal

 

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A felicidade é, de facto, uma escolha

07.10.19, Marta Leal

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Dia #6 - "De Padron a Santiago cerca de 25 kms.
A emoção toma conta de nós quando percebemos que somos mais fortes do que pensamos.
Escolhi não fazer o caminho, mas viver o caminho. E quando decidimos viver o presente torna-se tudo muito mais fácil.
Um agradecimento aos filhos pelos incentivos e por segurarem as pontas para que eu pudesse estar descansada, à minha equipa de trabalho, na pessoa de Carla Castro, pelo excelente trabalho que foi feito, ao Jorge pelo apoio, antes e durante, porque ouvir um "estou orgulhoso de ti" não tem preço, ao grupo que me acompanhou nesta jornada e a todos os que foram incentivando pelo caminho.
A felicidade é, de facto, uma escolha.

 

Acordo com a lágrima no olho, e com a sensação de que se alguém me diz alguma coisa desato num pranto. Ando os primeiros quilómetros com uma emoção à flor da pele e, uma sensação "estranha"  de que não quero que isto termine.  As emoções estão ao rubro e prevejo uma chegada de lágrimas e "ranhoca".

Este dia custou mais ao contrário do que pensei à partida. A lesão de uns obrigou-nos a reduzir a marcha, e as dores de quem contem o passo começaram a fazer-se sentir. Interessante como, por vezes, caminhamos ao nosso ritmo, e outras somos forçados a caminhar ao ritmo dos outros. 

Comemos, caminhámos, rimos, e refletimos. Passado um mês percebo que refletimos mais em grupo do que em privado. O modelo inverteu-se e a vontade de partilha era superior à vontade de reclusão. Que o prove o facto de nos termos sentido desconfortáveis quando, finalmente, percebemos que tínhamos um quarto só para nós. Foi a primeira noite que dormi mal. Não gosto de ambientes austeros, sou mais dada aos ambientes "cosy" onde me sinto acolhida e abraçada. Dormi a correr, acordei cedo num despachar rápido de quem só quer sair dali. 

Existem emoções que se tornam difíceis de descrever. A chegada a Santiago é uma delas.  Escrever que cheguei feliz é pouco, mas também não consigo ter uma palavra que descreva aquilo que se sente quando nos atrevemos. Escrevo à distância de um mês porque é na distância que observamos o momento, e as consequências do mesmo. É na distância que percebo que mais importante que chegar a Santiago foi viver o caminho com quem caminhou ao meu lado.  

Mais uma viagem onde vou com quem nunca vi, e venho mais completa enquanto ser. Um obrigada a todos os que se cruzaram comigo, e aos que caminharam todos os dias ao meu lado em especial à Paula, à Liliana, à Sílvia e ao Luís (https://www.passamontanhas.pt/). Tornamos-nos mais Ser quando nos atrevemos a Viver.  

O regresso foi feito em risadas alternadas com silêncio. Temos todos consciência de que voltamos diferentes, sem conseguir descrever essa diferença. As saudades do que ficou em casa são muitas, mas as saudades antecipadas do que foi vivido também.  No fundo, todos sabemos que a essência que se mostrou no caminho acaba por ser mascarada num  dia-a-dia que nos absorve, e muitas vezes nos faz perder de quem somos na realidade. 

 

 

Até Já!

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O universo une quem de outra forma seria difícil unir-se

06.10.19, Marta Leal

 

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Dia #5 - "Chegámos a Padron ao fim de 20 kms de caminhada.
A sensação de superação é cada vez maior e a de comemoração também.
Faltam cerca de 25 kms para atingir o objetivo final.
Com Santiago à vista tenho cada vez mais a certeza que vim no momento certo com as pessoas certas.
O universo une quem de outra forma seria difícil se cruzar."

 

Caminhar até Padrón foi fisicamente pouco desafiante. A cada dia que passa sinto que poderia caminhar um mês seguido. Surpreende-me a resistência física e emocional. Não me surpreende a capacidade de resistência mental até porque é uma das minhas características principais. Alinho-me cada vez mais com quem caminha comigo. As conversas vão-se tornado cada vez mais profundas e vamos reconhecendo partes de nós nos outros, e dos outros em nós.  

 

Surgiram os primeiros (e únicos) problemas na equipa. Gerir emoções e temperamentos quando o cansaço é grande torna-se mais desafiante. Percebo que continuo muito na aceitação da postura do outro desde que essa postura não prejudique a equipa. Estou mais na observação do que na ação. 

 

Chegámos cedo a Padrón e embora se tivesse falado em dormir a sesta, o calor e a esplanada chamam por nós. Juntam-se as da felicidade e a conversa flui como se nos conhecêssemos há muitos anos.  O tempo é relativo no que diz respeito a intimidade e conexão. Existem aqueles com quem privamos anos seguidos, e temos dificuldade em comunicar, e depois existem aqueles que acabamos de conhecer e sentimos uma ligação enorme.

 

Faltam 25 kms para chegar a Santiago. Nessa noite adormeço com uma sensação que oscila entre a felicidade e a saudade antecipada daquilo que tenho vivido. Todas as experiências têm a sua magia e a certeza de que nada disto se irá repetir deixa-me com um sabor a saudade do que ainda não acabou. Já começo a sentir sentir saudades dos meus, mas não me apetece largar aquilo que estou a viver. O universo une quem de outra forma seria difícil unir-se!

 

Até Já!

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Seja qual for o caminho que escolhas tem de te fazer feliz 

05.10.19, Marta Leal

 

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Dia #4 - "25 Kms até Caldas de Reis. Faltam 50 kms para o objetivo final.
Ao contrário do que esperava está cada vez mais fácil.
A boa disposição impera e a sensação de superação também.
Como hoje alguém dizia "nunca tu pensaste divertires-te tanto"!
Seja qual for o caminho que escolhas tem de te fazer feliz !

 

Interessante como o nosso corpo se habitua aos esforço. O acordar passou a ser mais leve, a vontade de caminhar também, e a certeza de que o objetivo seria concretizado levou-nos a caminhar com uma leveza diferente. A saída de Pontevedra foi feita de uma forma mais leve, e mais serena. Não só da minha parte, mas também do restante grupo. Começam-se  a fazer sentir as diferenças  nas intenções de cada um dos membros da equipa, na caminhada. Torna-se cada vez mais visível que uns seguem em alegria, e outros em dor. 

 

É certo que levo comigo os incentivos dos filhos, dos amigos mais chegados, dos que me que seguem e, do mais que tudo, mas a felicidade é tão intensa que não me recordava de me sentir assim há muito, mas muito tempo. Os cheiros, as cores, as paisagens, e as pessoas passam a ter uma perspetiva diferente. Reconheço-me não só na aceitação do outro independentemente do forma, mas principalmente no reconhecimento de mim numa postura que há muito estava esquecida. Tenho consciência que todas as passadas que dou me aproximam de quem sou.

 

Este percurso recordou-me  o quanto nos esquecemos de ser felizes, ou melhor, o quanto nos esquecemos de viver o dia-a-dia de forma feliz. Percebi também que existem pessoas com quem nos cruzamos, mas que não fazem parte do caminho que decidimos fazer.  E o que é a vida se não um porto de chegadas e partidas? No quarto dia já mal sentia o penso da mochila, e os bastões passaram a ser uma necessidade. Não é  isto que fazemos na vida? Levamos mochilas às costas sem refletirmos se efetivamente necessitamos do que trazemos e, agarramos-nos a muletas sem questionarmos se precisamos mesmo delas?

 

Até Já!

Marta Leal

 

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