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Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou terapeuta de desenvolvimento pessoal, sou escritora, inspiradora e formadora

Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou terapeuta de desenvolvimento pessoal, sou escritora, inspiradora e formadora

Não podes ser sempre feliz!

 

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"Não podes ser sempre feliz! Soa a falso!" disse-me uma amiga há uns largos anos com tal convicção que acabou por me convencer que havia qualquer coisa de errado comigo. As palavras conseguem ter um efeito que oscila entre o mágico e o devastador. A verdade é que cresceu em mim uma dúvida! Será que não exagero na felicidade? Será que esta coisa de aceitar a realidade como ela é não me faz bem? Será que aceitar os outros como eles são não será exagerado?

 

Cresceu mas depressa se desfez. A verdade é que acredito que viver feliz é uma escolha. E viver feliz não significa que não esteja preparada para situações menos boas. Viver feliz significa apenas que sei que o meu mundo vai muito além deste ou daquele acontecimento ou desta ou aquela pessoa. Significa que sei que existem dias tão tramados que a única coisa que quero é recolher-me e isolar-me, mas isso não significa que não seja feliz. Isso significa aceitar os acontecimentos, gerir as emoções em relação a eles, dizer uns palavrões, resmungar, questionar e resolver.

 

Podemos ser felizes para sempre sabendo que essa felicidade é composta de momentos tristes. A tristeza também faz parte da felicidade. Como podias vivenciar a felicidade se não conhecesses a tristeza?

 

A vida afastou-me da amiga e não nos vimos há muitos anos. Hoje gostava de lhe dizer que não existe nada falso numa felicidade que é vivida na essência e no prazer de ser quem sou, de viver como quero viver e de estar rodeada de pessoas que me inspiram diariamente! 

 

Marta Leal

Coaching Inspiracional!

 

Agora ou Nunca

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Acredito cada vez mais que é  importante vivermos uma vida que não seja apenas executar tarefas e pagar contas. Acredito também que é importante termos presente que um sonho não é um objetivo. Apesar de serem muitas vezes confundidos. São muitas as pessoas que têm sonhos e bastante menos as que têm objetivos.

 

O que é que eu pretendo com o tema de hoje? Pôr-vos a pensar a vida que levam, os sonhos que têm escondidos e fazer com que entrem em ação na concretização dos  mesmos. Pretendo também que percebam que os vossos sonhos são os vossos sonhos.  E é por isso que são tão importantes. Apenas porque são vossos. Existem clientes que antes de me contarem o sonho o introduzem como “pode parecer um disparate”, “nem sei como lhe dizer isto”, “vai achar que sou louco”. E é quando fazemos isto que nos condicionamos, que alimentamos o medo, seja ele qual for e que remetemos o sonho para uma qualquer gaveta da memória.

 

E  hoje vou começar já por  contar uma história, esta é da minha autoria.

 

“E, já agora vê se de desta vez acertas e não te esqueces do que te pedi. Santa paciência todos os dias a mesma coisa e tu pareces que não me ouve. Não ouves ou não queres ouvir – resmungou Maria. Mulher possante, ar carrancudo e gestos apressados.

 

António fechou a porta atrás de si, mas ainda se apercebeu que a sua mulher continuava a falar. Sentia-se cansado de tanta lamúria, tanta cobrança e tanta humilhação. Sentia saudades de uma palavra de incentivo, de uma palavra de carinho ou mesmo de uma simples conversa onde não existissem acusações ou desconfianças.

 

Apaixonara-se por ela ao primeiro olhar. E, o engraçado é que o que o atraiu nela foi o que anos mais tarde destruiu o amor. O ar seguro, a autoconfiança e a capacidade de decisão. O casamento aconteceu rapidamente, fora ela que lhe propôs e ele aceitou sem sequer pensar. Nunca soubera se ela o amara como ele um dia a amou. Ela nunca lho disse ele nunca lhe pediu para dizer.

 

Os anos sucederam-se em nascimentos de filhos, trocas de fraldas, escolas, trabalhos de casa e outro sem numero de atividades. O diálogo desapareceu com os anos. Os sonhos de ambos foram esquecidos. Os os objetivos comuns perderam-se no reflexo do que pretendiam para os filhos. As discussões aumentavam ou melhor os monólogos porque António já nem sequer respondia.

 

Lembrava-se agora da primeira vez em que tentara apimentar o seu casamento. Tinha sido aconselhado pelo seu melhor amigo. Amizade que mantinha em segredo porque Maria não podia sequer ouvir falar nela. Marcou um fim de semana fora e comprou-lhe um ramo de flores. Quando chegou a casa feliz e contente o seu mundo desmoronou-se. Maria não só recusou o fim de semana como também o acusou de ter outra e por isso mesmo a estar a querer mimar. "Deixa-te dessas parvoíces homem que já não tens idade para isso" dissera-lhe ela.

 

Hoje viva encurralado numa vida que o fazia cada vez mais infeliz. Os filhos mparavam em casa. Maria preocupava-se com tudo menos com o que ele sentia ou mesmo o que ele queria. Por vezes sentia que ela o desprezava. Por vezes sentia que a odiava. Outras vezes pensava que todos deviam viver assim e que tanta duvida era fruto da sua cabeça.

 

Por vezes olhava-a e procurava a mulher por quem o dia se tinha apaixonado. Hoje olhava-a e procurava aquela por quem se anulou. Ela parecia alheia a ele. Vivia demasiado preocupada com a vida dos outros, a vida de casa e tudo o que lhe interessava. Agora que pensava nisso tinha a certeza de que nunca tinha tido uma palavra de incentivo. Uma palavra de ânimo ou mesmo um gesto de carinho.

 

António era um romântico que criou um mundo dele. A sua imaginação voava para fora de si rumo a outra vida e a outras situações. Sonhava com a partilha, o companheirismo e com a ilusão de um dia poder ser amado. Sonhava cada vez mais com aquilo que sempre lhe fizera falta. Vivia uma vida que não era a sua porque deixara que um dia alguém tomasse conta dela.

 

Era cada vez mais frequente dar consigo a fazer planos de acabar com aquilo. De como iria fazer, o que diria aos filhos, onde iria viver e o que lhe iria dizer a ela. Visualizava as situações, ensaiava diálogos e enchia-se de coragem. Uma vez ainda tentou mas ela nem sequer o deixou terminar "olha o velho gaiteiro andas com alguma debaixo de olho" fora a resposta que obtivera. Nesse dia odiara-a como nunca a tinha odiado. Mas mais uma vez deixou-se ficar.

 

E, todos os dias sempre que saía de casa pensava que nunca mais ia voltar, mas todos os dias lhe faltavam a coragem e a força necessárias.

 

- Um dia vou ser feliz - murmurou ele enquanto descia as escadas do prédio rumo ao carro - um dia vou conseguir.”

 

O tempo passa rápido e muitos de nós têm tendência a viver uma vida que não lhes faz sentido.  Muitos de nós esqueceram até os sonhos de infância. Mas qual é a diferença entre sonho e o objetivo?

 

O sonho é o destino final, é aquilo em que pensamos e que gostaríamos de um dia concretizar. De um modo simplista podemos afirmar que o sonho é imaginário e o objetivo é real. O que distingue verdadeiramente os dois é a existência de um plano, ou seja, eu tenho um sonho,  defino um plano e transformo o sonho em objetivo.

 

Mas como é que eu faço isto? Em primeiro lugar para definir o objetivo devo ter em atenção que este deve ser focado nos resultados, para isso preciso de responder à pergunta “porquê?” porque é que eu quero atingir este objetivo? Coisas como: Porque é que eu quero mudar de casa? Porque é que eu quero correr todas as manhãs? Porque é que eu quero mudar de emprego?

 

Devem também ser alinhados com os nossos valores. Quanto mais alinhados com os nossos valores forem mais probabilidade temos de os atingir. Daí que seja importante pensarmos se o objetivo que estamos a definir é mesmo nosso ou é fruto de alguma influencia de quem nos rodeia. Este objetivo faz sentido no nosso contexto e no que planeamos para a nossa vida?

 

Vivermos sem objetivos é como estarmos num barco em alto mar sem remos, sem vela e sem motor. Viver sem objetivos é irmos com a maré. E quando vamos com a maré pode dar certo ou pode dar errado. Mas a verdade é que vamos para onde a maré nos levar.

 

E é exatamente assim que a maioria de nós vive: acordamos, trabalhamos, adormecemos e vivemos diariamente com uma sensação de insatisfação e desejosos pelo próximo fim de semana e pelas próximas férias. E um dia percebemos que o tempo já passou e que ficou muito por concretizar e um dia percebemos que é agora ou nunca.

 

Hoje deixo-vos com as seguintes perguntas: Quais foram os vossos sonhos de infância? Quantos deles puseram em prática?

 

Sentem que vivem ou que se deixam ir pela maré?

 

Gostavam de mudar alguma coisa na vossa vida?

 

 

Marta Leal

Coaching Inspirational

Tomadas de Consciência

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A tomada de consciência tem, por vezes, um efeito perverso sobre o nosso dia-a-dia. Quando tomamos a consciência de que a vida depende apenas de nós no que diz respeito a escolhas, decisões e acções assumimos uma responsabilidade suprema sobre os resultados que obtemos. E por vezes sentimos-nos frustrados porque não estamos a fazer aquilo que devíamos fazer, porque não estamos a pensar aquilo que devíamos pensar ou mesmo porque deixamos que as nossas emoções interfiram de modo muito activo. Era tão mais fácil quando nos permitíamos culpar o outro.

 

A tomada de consciência tem como objectivo a melhoria da vida de cada um de nós. Se nos tornarmos demasiado exigentes o efeito é um efeito não desejado. Por isso mesmo vos digo que descontraiam, que aceitem os dias bons e os dias menos bons, que aceitem que nem sempre vão ter as melhores respostas nem fazer as melhores escolhas. A verdade é que todos os processos precisam de humanização e aceitação. 

 

Há dias em que faço o mesmo comigo. Em que exijo uma automatização que me esgota e me cansa. Nesses dias lembro-me que sou muito mais que as minhas escolhas e os meus resultados. Nesses dias lembro-me que sou feita de sorrisos, de palavras trocadas, de toques, de emoções, de vontades e de sonhos. Nesses dias esqueço-me dos resultados e concentro-me nos sonhos. Naqueles que me trouxeram até aqui e nos outros aqueles que me vão levar até onde quero estar.

 

 

Marta Leal

Inspirational Coaching

A vida já perto dos 50!

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Começar uma carreira é sempre um misto de sentimentos. Se por um lado no sentimos donos do mundo por outro existem os medos, os obstáculos que sabemos que vão existir, as opiniões dos que nos rodeiam  e as pessoas com quem nos vamos cruzar ao longo do processo. Sentimos medos mas estamos a fazer aquilo que faz parte. Que faz parte do processo que a sociedade nos diz que devemos fazer e que muitos de nós acredita ser o único caminho.

 

Se começar uma carreira por volta dos vinte é desafiante quando tomamos a decisão de mudar de carreira depois dos quarenta o caso torna-se mais complicado. Se decidimos mudar de carreira porque fomos despedidos a coisa ainda vai que não vai. Agora se decidimos mudar de carreira porque nos apeteceu o desafio torna-se maior. Largar o certo pelo incerto parece decisão de gente insana. Correr atrás de um sonho parece ser atitude de quem é irresponsável. Fazer isto quando estamos sozinhas ainda vá agora quando somos mães de três o caso torna-se mais grave. Principalmente porque para muitos a vida acaba aos quarenta. Também não vou dizer que começa mas posso afirmar que pode recomeçar de forma calma e serena. Para mim a vida só acaba no dia em que morremos até lá estamos vivos, muito vivos. 

 

Um pouco antes dos quarenta divorciei-me e quando procurava um equilíbrio emocional encontrei um equilíbrio profissional. Durante anos fui desenvolvendo duas carreiras em paralelo até que um dia percebi que a decisão tinha de ser feita ou corria o risco de deixar de ter vida. As férias e os fins de semana eram usados para trabalhar e o tempo para a família começava a ser diminuto. O romance passou a ser nulo e a falta de sono uma evidência. A vontade de tomar uma decisão era cada vez maior e um dia a hesitação acabou e a decisão foi tomada. Larguei o certo pelo incerto. Larguei um emprego desejado por muitos por uma carreira muito minha. Mas o que as pessoas não sabem é que troquei certeza por felicidade, rotina por liberdade, e emprego por sonho de vida. O que as pessoas não sabem é que troquei uma morte lenta por uma inspiração contínua. 

 

Não foi de todo fácil. Não defendo o larga tudo e corre atrás do teu sonho mas defendo o cria estrutura e constrói o teu sonho. Hoje vivo apenas da minha carreira e daquilo que decidi ser. Ou melhor escrevendo hoje vivo apenas daquilo sou. Acordo todos os dias com vontade de trabalhar, respondo aos desafios com a segurança necessária e mesmo quando tenho dúvidas respiro fundo, endireito os ombros e digo para mim mesma "confia"! 

 

Existiram momentos complicados e sei que ainda irão existir mais. A vida alterna entre o prazer e a dor e a nós cabe-nos decidir como vamos lidar com isso. A verdade é que à data de hoje não troco a minha vida por nada. Amo o que faço e faço o que amo. E perante a pergunta "o que farias se não precisasses de dinheiro?" a minha resposta só poderia ser "exactamente o que faço hoje".

 

 

Faz da tua vida inspiração!

 

Marta Leal

Inspirational Coaching

Agarrar a vida pelos cornos!

 

 

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Vivemos um dia a dia em que o ruído de fundo é tremendo. As vozes externas insistem em juntar-se ás vozes internas que, por sua vez, se repetem numa tagarelice intensa.  A velocidade da informação é tal que a sensação que temos é que aquilo que hoje é amanhã deixa de o ser. E isso deixa-nos inseguros. Perdidos num mar de informação contraditória quando aquilo que buscamos são certezas. Certezas de que somos bons pais, de que nos alimentamos bem, de que fazemos as escolhas acertadas ou mesmo de que estamos a seguir o melhor caminho. É legitimo e ao mesmo tempo preocupante. Preocupante porque isso faz de nós meros autómatos e marionetas nas mãos daqueles que tudo sabem e que por passos de magia nos oferecem soluções para todos os nossos problemas.

 

Falta-nos a segurança e a confiança para tomarmos decisões por nós mesmos. Falta-nos a coragem para procurar e abraçar soluções que só a nós fazem sentido. Falta-nos aceitar que somos seres especiais e que sabemos o que é melhor para nós se nos permitirmo-nos fazê-lo. Falta-nos perceber de uma vez por todas que errar é tão importante como acertar.  

 

O que nos falta, meus caros, é a atitude de agarrarmos a vida pelos cornos, olhar para ela nos olhos e dizermos “agora decido eu!”

 

Faz da tu vida inspiração!

 

Marta Leal

Inspirational Coaching

Matas-me de tristeza quando me devias regar de amor

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Há dias não gostei do teu olhar enquanto me lias de forma tão intensa. Não gostei do teu olhar apenas porque senti a tua tristeza e descobri as tuas lágrimas. Eu sei que as tentaste esconder, mas foi mais forte que eu. Sabes como eu sou, por vezes as minhas palavras aceleram numa corrida desenfreada face à minha razão. Vence a voz, digo sem pensar e pergunto, quando me devia silenciar e sentir. Apenas sentir.

 

- Porque choras? – Perguntei-te eu.

 

- Porque está aqui muito de nós – Respondeste tu com aquele olhar.

 

Respondeste com aquele olhar que me faz morrer por dentro. Aquele olhar que sem saber comete uma tentativa de assassinato contra o meu sentir. Matas-me de tristeza quando me devias regar de amor. Não sei se é o olhar que me mata se sou apenas eu que todos os dias cometo suicídio quando me impeço de me dar, de te ter, de te amar.

 

Em vez de procurar explicações devia-te contar que amar nunca vai ser a mesma coisa desde que te conheci. Que aquelas gargalhadas sonoras de que tanto gostas têm um som especial quando estou ao teu lado. Que a forma como te entregas me ensina a entregar-me todos os dias. Que o modo como me amas me ensina não só a amar, mas a acreditar que esse amor sobre o qual tantos falam existe. 

 

- Porque é que algumas pessoas não acreditam no amor? – Perguntei-te eu enquanto me abraçavas depois de passarmos horas a amarmo-nos.

 

- Isso não sei. Mas sabes o que eu acho? Que as temos que ensinar a amar! – Respondeste-me enquanto me abraçavas ainda mais.

 

Sorrio perante a tua resposta e perante a tua autenticidade. Já te disse que é na tua autenticidade que mais gosto de navegar? Da tua autenticidade e da tua incondicionalidade perante mim. Perdão, perante nós. Porque o segredo está justamente neste “nós”. Concordo com o que dizes. Deviam existir professores do amor. Pessoas que nos ensinassem a viver em vez de duvidar, a cooperar em vez de competir, a aceitar em vez de querer mudar, a ouvir em vez de questionar. Avance-se, portanto, com uma escola do amor.

 

Ensine-se o que tem de ser ensinado e ame-se cada vez mais. Mas de forma autêntica, e incondicional. Ame-se de forma a que a importância do eu se funda na importância do ele e forme um “nós” cada vez mais coeso.

 

 

Faz da tua vida inspiração!

Marta Leal

Inspirational Coaching

Pensar o amor a longo prazo

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- Ficas comigo para sempre? Pergunta-lhe ela enquanto fixa o olhar no esverdeado dos olhos dele.

 

- Para sempre! Responde ele com um sorriso puro e tão honesto que a faz acreditar. Mas apenas por momentos. Ela pertence àquele grupo de mulheres que deixou de pensar o amor para sempre. Já não se lembra porquê. Já nem sequer se lembra por quem. A realidade é que lhe é até difícil acreditar que ele a ama. Mas não tem nada a ver com ele. Tem tudo a ver com ela. É ela que tem dificuldade em aceitar o amor.  Porque é ela que não consegue pensar o amor a longo prazo.

 

Os desgostos de amor doem. Doem que se fartam. Dói na separação mas dói mais na ausência. Na saudade do que poderia ter sido. Do que se viveu vezes sem conta sem nunca se ter vivido. Do que se sentiu e do que ficou por sentir. Do que se planeou e sobretudo do que se sonhou. Apenas porque se amava a longo prazo.

 

- Daqui a uns anos fazemos a nossa viagem de sonho – Dizia-lhe ele enquanto lhe passava a mão pelo cabelo.

 

- E com quem vamos deixar os filhos? – Perguntava ela ainda sem nunca ter sido mãe.

 

Ele dava-lhe sempre uma solução das mais imprevistas e a conversa era selada com um mimo em forma de gargalhada, beijo, abraço ou afago. Dependia do dia, da situação ou mesmo do tipo de conversa. Interessante como o amor está intimamente ligado a ações não pensadas. Ao abraço que nos apetece dar. Ao beijo que se rouba. Ao roçar de mãos ou de pernas que nos fazem sorrir e sentir bem e aquela festa no rosto que fala tudo o que os lábios não conseguem dizer.

 

Mas a verdade é que na vida de quem ama pela primeira vez não existiam “ses”, apenas existiam “quandos”. Não se colocam interrogações num amor a longo prazo. Não se colocam dúvidas quando vivemos numa certeza de que é para sempre.

 

Na primeira separação a dor é intensa. Tão intensa que só queremos morrer. O nosso mundo desaba e nós queremos desabar com ele. Desapareceu o amor e desapareceu tudo o que lhe estava associado.  A reconstrução dói. Perceber o amor de coração partido é a mesma coisa que pescar com arma de fogo. Há qualquer coisa que não está bem. Há qualquer coisa que não faz sentido. Muitos perdem-se de si para nunca mais se encontrarem. Outros recuperam e recuperam-se porque se recusam a aceitar que a situação os mude.

 

Mas o tempo cura e conforme ele vai passando a dor atenua. Os olhos começam a ficar mais atentos, as defesas vão caindo por terra e um dia tropeçamos noutro amor. Um amor diferente, mas um amor. Percebemos que o coração ainda saltita, o desejo existe, as borboletas no estomago aparecem, as mãos transpiram e sentimos-nos como quando acreditava-mos no amor a longo prazo.

 

E pé ante pé vais-te dando sem nunca te dares. Vais avançando sem nunca avançares. Percebes que te impedes de usares “quandos” porque o teu coração está cheio de “ses”.  E pé ante pé percebes que o amor dá trabalho e que não sabes se estás disponível para teres esse trabalho porque “e se?”

 

Permitires-te amar a longo prazo é permitires-te investir naquilo que queres, naquilo que te faz bem, naquilo que um dia há muitos, muitos anos sonhaste. Permitires-te amar a longo prazo é escolheres entre viver sem amor e arriscares por amor!

 

 

Faz da tua vida inspiração!

Marta Leal

Inspirational Coach

Tu não és uma fada!

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Trabalhar com miúdos transforma-nos, faz-nos crescer e faz-nos sorrir todos os dias. Trabalhar com os mais novos permite-nos melhorar diariamente com a certeza de que a resposta certa é sempre a resposta mais simples. Há uns dias enquanto desenvolvia uma actividade vestida de fada dos sonhos um dos miúdos olhou para mim directamente enquanto me dizia com toda a certeza:

 

- Tu não és uma fada!

- Claro que sou - respondi eu - não vês que até tenho asas.

- As fadas não usam óculos - respondeu-me ele - enquanto me olhava nos olhos em modo de desafio.

- Claro que usam. Então como é que achas que eu vejo as árvores quando vou a voar para casa?

 

Continuei a fazer o que era pretendido enquanto sorria ás outras fadas convencida de uma vitória mais que garantida.

 

- Vês eu sabia que não eras uma fada - disse ele com mais certeza do que nunca.

- Então? - perguntei eu surpreendida!

- As fadas não têm casa!

- Não ? então onde é que elas moram?

- As fadas moram com as abelhas - respondeu-me ele com um olhar tão implacável que não ripostei.

 

Gosto. Gosto quando os argumentos são apresentados com tal inteligência que deixam os adversários sem palavras. Reconhecer a vitória do adversário é tão importante como vencer. E a vida ensina-nos que nem sempre vencemos!

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher e muito eu mesma.

 
 
Marta Leal
Inspirational Coaching

 

 

"Com esta idade já não encontro ninguém"

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Não sei que lhe responda Maria. Hesito uns segundos entre o politicamente correcto e aquilo que sou. Ganha o que sou até porque nos últimos tempos o politicamente correcto deixou-me em situações menos confortáveis. Mas voltemos a si Maria, não sei o que espera que eu lhe responda quando me faz essa afirmação. Acredito que queira que eu a apoie nessa decisão e nesse ponto final que colocou para si culpando a idade. Mas não posso Maria. Não posso ser cúmplice de uma decisão que não me faz sentido. Até porque acredito que nunca é tarde para amar.

 

Não se trata da idade Maria. O mundo está cheio de histórias de amor coberto de todas as idades. O mundo está cheio de histórias que nos fazem sorrir e não são pela idade Maria. Não, Maria. Não é uma questão de idade é apenas uma questão de atitude. Não é a sua idade, como tanto insiste em dizer, que a impede de encontrar alguém mas sim a sua atitude. É a atitude de quem tem medo e prefere desistir sem tentar. É mais fácil assim não é Maria? Esconde-se atrás de uma desculpa que é tudo menos verdade. É válido pensar assim Maria. Mas não me venha dizer que é uma questão de idade.

 

Acredito que não lhe esteja a dar a resposta que pretendia mas também acredito que lhe estou a dar a resposta que precisa. Não posso passar-lhe a mão pela cabeça. Não, Maria. Esse não é o meu papel. O meu papel é dizer-lhe que desistirmos de amar aos 40 é desistirmos de viver demasiado cedo. De que vale a vida Maria se não nos atrevermos a vivê-la? O meu papel Maria é dizer-lhe para enxugar as lágrimas, libertar mágoas, endireitar os ombros, passar o seu batom mais berrante e fazer-se à vida.

 

Sabe Maria? Mudar de atitude vai ajudá-la a mudar de vida. 

 

Marta Leal

Inspirational Coach

 

 

Estamos a ensinar os nosso filhos a odiar quando era suposto ensinarmos a amar

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E quando dou por isso os dias passam sem que a escrita se solte. As palavras saltitam de pensamento em pensamento, as histórias criam-se á velocidade luz mas o cansaço  faz com que não nasçam. Concebem-se mas ficam á procura do momento para que possam nascer. Ficam as histórias e ficam também todos as ideias que quero colocar em prática. Ficam umas e perdem-se outras.

 

Perdem-se as ideias mas não se perdem vontades. Vontade de fazer diferente e de fazer a diferença. Confunde-me um mundo onde nos tratamos tão mal e nos sentimos superiores uns aos outros. Confunde-me um mundo onde nos sentimos no direito de atacar, julgar e mesmo matar o outro apenas porque sim. Ficamos chocados com o que se passa pelo mundo, insurgimos-nos contra as barbaridades, os massacres e a forma como o mundo está. Gritamos palavras de ordem e choramos lágrimas de emoção e logo a seguir criticamos a vizinha, gozamos com o amigo do filho, "asneiramos" porque o nosso clube foi roubado, ou porque tivemos um furo e não percebemos que estamos a ser iguais a todos os outros. Criticamos a cor, a raça, a orientação sexual, o género e logo a seguir não entendemos porque se matam pessoas na Siria, ou se usam mulheres como armas de guerra. 

 

Estamos a ensinar os nosso filhos a odiar quando era suposto ensinarmos a amar. Estamos a formatar quando devíamos permitir que se criassem. Estamos a ensinar aos nossos filhas a inércia e a acomodação quando lhes devíamos ensinar a acção e a procura. O mundo só muda se nos mudarmos a nós e se permitirmos, aos que se seguem,   serem aquilo que querem ser.

 

Pessoas realizadas são pessoas felizes e pessoas felizes não têm vontade de atacar, pessoas felizes têm vontade de abraçar!!!

 

 

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