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Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou terapeuta de desenvolvimento pessoal, sou escritora, inspiradora e formadora

Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou terapeuta de desenvolvimento pessoal, sou escritora, inspiradora e formadora

Há coisas que não me interessam mesmo nada

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A mim não me interessa nada se o meu vizinho tem um namorado ou uma namorada. Se a minha vizinha tem vários namorados ao mesmo tempo e sai todas as noites comum diferente. Também não me interessa as vezes que o amigo trocou de carro, ou as roupas que usa. Não me interessa porque simplesmente não tenho nada a ver com isso. O que os outros são e fazem diz-lhes respeito a eles e a mim só me cabe respeitá-los na semelhança mas especialmente na diferença. Começa-me a interessar quando a liberdade de um incomoda a liberdade do outro. Começa a interessar-me quando uns se sentem superior aos outros e sentem a legitimidade de os apontar, maltratar, humilhar e julgar.

 

Há uns tempos enquanto falava com outra mãe á porta da escola das minhas filhas apercebi-me de que dois miúdos batiam numa miúda. A cena passava-se á porta da escola com muita gente a passar e ninguém se meteu. Eu interrompi  a conversa, saí disparada, mandei dois berros aos miúdos - que se engasgaram tal foi o susto que apanharam - e acabei com aquilo naquele momento. Voltei para a conversa e a mãe com quem eu estava conversar disse-me "sabe ás vezes é complicado metermo-nos". Para mim é complicado não me meter, para mim é muito complicado viver numa sociedade onde também os adultos assobiam para o lado e onde a impunidade é uma realidade.

 

Claro que isto leva-nos á noticia dos últimos dias e eu sei que já muita tinta correu e muito se teclou sobre as agressões da Figueira da Foz. Confesso que não vi o vídeo. Recuso-me a ver aquilo que me dá volta ao estômago e que vai contra todos os meus valores de topo. Recuso-me a assistir a actos de maldade gratuita e de violência. E, para mim meus caros, é tão culpado quem agride, como quem filma ou quem permite que aconteça. No entanto, estes miúdos são o reflexo de uma sociedade que critica, aponta, ameaça e agride. Estes miúdos são o reflexo de uma sociedade que não sabe estabelecer limites e que não distingue o real e a ficção. Estes miúdos são fruto de um todo onde cada um de nós tem a sua responsabilidade porque também nós assistimos impávidos e serenos  e raramente nos manifestamos.

 

Sem qualquer tipo de raiva ou ira ou mesmo desejo de vingança espero que estes miúdos tenham um castigo suficiente que os faça aprender com o erro e a crescerem enquanto pessoas e enquanto seres humanos. Espero que estes miúdos aprendam que todos os actos tem uma consequência e que existem umas mais graves que outras. Espero que o castigo deles sirva para impedir acções iguais e, por outro lado, que dê coragem a outros para denunciarem situações idênticas. Espero que o castigo deles nos faça,  a nós pais, estarmos mais atentos sejam os nossos filhos agressores ou agredidos.

 

Cá por casa o universo resolveu dar-nos descanso e trazer-nos um mundo de coisas muito boas. Os desafios em larga escala parece que sossegaram e as boas noticias começam a chegar em catadupa.A minha cadela mais parece um teddy bear e o desafio é manter aquele pêlo todo penteado. A Dona Diva e o Senhor Skitty continuam a medir forças e a insistir em comer do prato um do outro. O mais que tudo parece um top model tal foram os quilos que emagreceu, as propostas para projectos tem crescido e a agenda continua a queixar-se que está muito cheia. Há momentos em que me apetece dormir mais ou refastelar-me no sofá. Saudades de dormir uma sesta, muitas saudades de dormir uma sesta. 

 

 

Eu? continuo assim , muito mãe, muito mulher, muito eu mesma.

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