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Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou terapeuta de desenvolvimento pessoal, sou escritora, inspiradora e formadora

Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou terapeuta de desenvolvimento pessoal, sou escritora, inspiradora e formadora

Existem amores que não são para sempre

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Acreditei desde cedo no Amor. Mas não no amor comum que via à minha volta. E quando falo de comum refiro-me ao amor do namoram, casam, têm filhos, educam os filhos e envelhecem juntos mesmo que não dirijam a palavra um ao outro. Nunca acreditei nesse amor. Para falar verdade acredito que muitos desses relacionamentos não são feitos de amor. São feitos de tudo menos de amor. São feitos de deveres sociais ou hábitos de uma comunidade que assim o exige, mas muitos deles não são amor.


Sempre acreditei num amor que se sente à distância de um olhar e de um gesto.Hoje não consigo culpar ninguém. Mas por muito tempo culpei a tia e todas as histórias que me contava. Culpei um amor que vivi de perto e que achei que representava todos os tipos de amor. Culpei as histórias de príncipes e princesas que terminavam num delicioso “viveram felizes para sempre”. Somos aquilo que vivemos de perto. Transformamo-nos nos que nos rodeiam e acreditamos piamente que tudo é assim. Somos a realidade que vivemos e desde cedo desconhecemos outras realidades ou recusamo-nos a aceitar que possam existir. Vivemos de verdades absolutas que nos foram transmitidas e defendemos essas verdades, como se fossem nossas. A minha verdade absoluta era a de que o “Amor para sempre” existia.


Sempre admiti a existência daquele amor que nos arrebata, que nos retira da apatia diária e que nos faz felizes para sempre. Passei férias agarrada ao Eça de Queirós, Júlio Dinis e a tantos outros autores que tão bem descreviam aquilo que eu sentia. A culpa é das letras que nos colocam ideias tontas na cabeça, dirão alguns. Não existem culpas existem apenas sentires, direi eu!


Hoje sei que é exactamente quando nos focamos no para sempre que nos perdemos dele. O medo de perder torna-se superior ao deixar fluir, ao alimentar diariamente, ao seduzir e construir. Mas sim, reconheço que a importância do amor não está no para sempre mas na intensidade e verdade com que foi, ou é, vivido.

 

 Marta Leal

Coaching Inspiracional

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