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Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou terapeuta de desenvolvimento pessoal, sou escritora, inspiradora e formadora

Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou terapeuta de desenvolvimento pessoal, sou escritora, inspiradora e formadora

A vida já perto dos 50!

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Começar uma carreira é sempre um misto de sentimentos. Se por um lado no sentimos donos do mundo por outro existem os medos, os obstáculos que sabemos que vão existir, as opiniões dos que nos rodeiam  e as pessoas com quem nos vamos cruzar ao longo do processo. Sentimos medos mas estamos a fazer aquilo que faz parte. Que faz parte do processo que a sociedade nos diz que devemos fazer e que muitos de nós acredita ser o único caminho.

 

Se começar uma carreira por volta dos vinte é desafiante quando tomamos a decisão de mudar de carreira depois dos quarenta o caso torna-se mais complicado. Se decidimos mudar de carreira porque fomos despedidos a coisa ainda vai que não vai. Agora se decidimos mudar de carreira porque nos apeteceu o desafio torna-se maior. Largar o certo pelo incerto parece decisão de gente insana. Correr atrás de um sonho parece ser atitude de quem é irresponsável. Fazer isto quando estamos sozinhas ainda vá agora quando somos mães de três o caso torna-se mais grave. Principalmente porque para muitos a vida acaba aos quarenta. Também não vou dizer que começa mas posso afirmar que pode recomeçar de forma calma e serena. Para mim a vida só acaba no dia em que morremos até lá estamos vivos, muito vivos. 

 

Um pouco antes dos quarenta divorciei-me e quando procurava um equilíbrio emocional encontrei um equilíbrio profissional. Durante anos fui desenvolvendo duas carreiras em paralelo até que um dia percebi que a decisão tinha de ser feita ou corria o risco de deixar de ter vida. As férias e os fins de semana eram usados para trabalhar e o tempo para a família começava a ser diminuto. O romance passou a ser nulo e a falta de sono uma evidência. A vontade de tomar uma decisão era cada vez maior e um dia a hesitação acabou e a decisão foi tomada. Larguei o certo pelo incerto. Larguei um emprego desejado por muitos por uma carreira muito minha. Mas o que as pessoas não sabem é que troquei certeza por felicidade, rotina por liberdade, e emprego por sonho de vida. O que as pessoas não sabem é que troquei uma morte lenta por uma inspiração contínua. 

 

Não foi de todo fácil. Não defendo o larga tudo e corre atrás do teu sonho mas defendo o cria estrutura e constrói o teu sonho. Hoje vivo apenas da minha carreira e daquilo que decidi ser. Ou melhor escrevendo hoje vivo apenas daquilo sou. Acordo todos os dias com vontade de trabalhar, respondo aos desafios com a segurança necessária e mesmo quando tenho dúvidas respiro fundo, endireito os ombros e digo para mim mesma "confia"! 

 

Existiram momentos complicados e sei que ainda irão existir mais. A vida alterna entre o prazer e a dor e a nós cabe-nos decidir como vamos lidar com isso. A verdade é que à data de hoje não troco a minha vida por nada. Amo o que faço e faço o que amo. E perante a pergunta "o que farias se não precisasses de dinheiro?" a minha resposta só poderia ser "exactamente o que faço hoje".

 

 

Faz da tua vida inspiração!

 

Marta Leal

Inspirational Coaching

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