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Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou business e life coach, sou escritora, inspiradora e formadora.

Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou business e life coach, sou escritora, inspiradora e formadora.

Quem passa pela nossa vida deixa marca

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Nós somos a soma de todos aqueles por quem um dia nos apaixonámos e com quem nos relacionámos. Eu sei, não é nada simpático pensar assim. Não é nada simpático pensar que mantemos algo de alguém que queremos largar, de alguém que queremos evitar, de alguém que queremos esquecer, de alguém que magoámos ou mesmo de alguém que nos magoou. Mas a verdade é essa quem passa pela nossa vida deixa marca.

 

Somos  a soma das empolgações, dos toques, das vontades, das palavras que dissemos, dos planos que fizemos, dos toques que nos permitimos dar e sentir, dos momentos vividos, dos sorrisos, dos amo-te e dos quero-te. Mas somos também  soma do que ficou por dizer, das mágoas, das dores, da saudade do que nunca foi, do que gostaríamos que fosse, das lágrimas e também das raivas.

 

Sempre que uma relação termina mudamos. Mudamos de forma ténue ou de forma vincada. Aprendemos e avançamos ou remoemos e ficamos ainda mais presos ao que é importante libertar. Mas mudamos. Mudamos no acreditar, na esperança, nos sonhos, na capacidade de entrega, na visão de um mundo que aos poucos vai deixando de ser cor-de-rosa. O perigo é que a aprendizagem se transforme em desilusão, em desânimo, em desacreditar e que um dia a visão seja negra. Recusa-te. Recusa-te a que isso te aconteça.

 

Perceber que somos a soma de todos aqueles que passaram pela nossa vida leva-nos à questão da gratidão. É importante estarmos gratos por todos os que fizeram parte, pelos momentos vividos mas sobretudo pelas aprendizagens feitas. É importante aceitar, perdoar e acreditar.

 

E, na próxima  vez, que as tuas mãos transpirarem, as tuas palavras insistirem em não sair e o teu coração palpitar lembra-te de quem és, do que mereces e da vida que escolhes viver.

 

Marta Leal

Inspirational Coaching

O amor deve-nos fazer suspirar e sorrir

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Há dias não gostei do teu olhar enquanto me lias de forma tão intensa. Não gostei do teu olhar apenas porque senti a tua tristeza e descobri as tuas lágrimas. Eu sei que as tentaste esconder, mas foi mais forte que eu. Sabes como eu sou, por vezes as minhas palavras aceleram numa corrida desenfreada face à minha razão. Vence a voz, digo sem pensar e pergunto, quando me devia silenciar e sentir. Apenas sentir.

 

- Porque choras? – Perguntei-te eu.

 

- Porque está aqui muito de nós – Respondeste tu com aquele olhar.

 

Respondeste com aquele olhar que me faz morrer por dentro. Aquele olhar que sem saber comete uma tentativa de assassinato contra o meu sentir. Matas-me de tristeza quando me devias regar de amor. Não sei se é o olhar que me mata se sou apenas eu que todos os dias cometo suicídio quando me impeço de me dar, de te ter, de te amar.

 

Em vez de procurar explicações devia-te contar que amar nunca vai ser a mesma coisa desde que te conheci. Que aquelas gargalhadas sonoras de que tanto gostas têm um som especial quando estou ao teu lado. Que a forma como te entregas me ensina a entregar-me todos os dias. Que o modo como me amas me ensina não só a amar, mas a acreditar que esse amor sobre o qual tantos falam existe. 

 

- Porque é que algumas pessoas não acreditam no amor? – Perguntei-te eu enquanto me abraçavas depois de passarmos horas a amarmos-nos.

 

- Isso não sei. Mas sabes o que eu acho? Que as temos que ensinar a amar! – Respondeste-me enquanto me abraçavas ainda mais.

 

Sorrio perante a tua resposta e perante a tua autenticidade. Já te disse que é na tua autenticidade que mais gosto de navegar? Da tua autenticidade e da tua incondicionalidade perante mim. Perdão, perante nós. Porque o segredo está justamente neste “nós”. Concordo com o que dizes. Deviam existir professores do amor. Pessoas que nos ensinassem a viver em vez de duvidar, a cooperar em vez de competir, a aceitar em vez de querer mudar, a ouvir em vez de questionar. Avance-se, portanto, com uma escola do amor.

 

Ensine-se o que tem de ser ensinado e ame-se cada vez mais. Mas de forma autêntica, e incondicional. Ame-se de forma a que a importância do eu se funda na importância do ele e forme um “nós” cada vez mais coeso.

 

Acredito que todas as relações têm altos e baixos e que o sucesso destas se deve mesmo á aprendizagem aquando dos momentos maus e à celebração nos momentos bons. Quando não sabemos o que a outra pessoa sente por nós a "coisa" muda de figura porque deixamos de estar na relação com o coração e passamos a estar com a dúvida, a estratégia e a desconfiança. O amor deve ser mais sentido e menos pensado.

 

 Acredito que , ao contrário do que muitos apregoam o amor não tem de ser sofrido nem tem de fazer sofrer. O amor deve-nos fazer suspirar e sorrir.

 

Marta Leal

Inspirational Coaching

Para os que ficam à espera do depois!

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"Há quem fique sempre à espera do depois, não é?" escreveu-me ela. Infelizmente sim, minha querida, existem aqueles que esperam sempre pelo depois. Depois do verão, depois dos filhos crescerem, depois de pagarem o carro, depois de pagarem a casa, depois dos filhos saírem de casa, depois de se sentirem melhor, depois, depois, depois.

 

E é exactamente nesse depois que nos perdemos de nós. Para ser mais exacta não nos perdemos apenas de nós perdemos-nos de quem somos e de quem sonhámos ser.  Existe sempre uma diferença entre uma e outra, não é verdade? E essa diferença diminui quando acontecem acção, vontade, luta e concretização. Mas escrevia eu que quando esperamos pelo depois nos perdemos de nós. Mas nem sempre é assim. É importante percebermos que nem sempre é assim. Existem momentos em que esperar pelo depois é a decisão ideal para nos encontrarmos.

 

Baralhados? O que é verdadeiramente importante é percebermos se esperamos por um depois benéfico ou um depois limitado. Se é para nós recorrente ou se adiamos apenas quando é necessário. O segredo está no equilíbrio. E esse equilíbrio gere-se entre o que é permanente e o que é pontual. 

 

Esperar sempre pelo depois é sinal de que não te queres mexer, de que te estás a boicotar ou que simplesmente desististe. Esperar de vez enquanto pelo depois é sinal de que te precisas de preparar melhor.

 

Verdade?

 

Marta Leal

Coaching Inspirational

 

Percebe-te! Aceita e Avança!

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E não nos sentimos bem e adiamos. Adiamos o olhar para dentro e o olhar para fora. Falta-nos a reflexão que nos traz a aprendizagem. Falta-nos o reconhecimento de quem fomos, de quem somos e de quem pretendemos ser. Falta-nos a acção de empreendermos numa mudança que nos leve ao local pretendido. Preferimos escondermos-nos atrás de lágrimas, de acusações e de faltas de tempo que nada mais são que desculpas esfarrapadas para não avançarmos. 

 

Fazemos muito pouco por nós. Pelos nossos sonhos, pelas nossas vontades, pelo caminho que pretendemos fazer. Fazemos tão pouco que um dia percebemos que já nos falta pouco tempo e aí rendemos-nos e dizemos que já não vale a pena. Mas a verdade é que vale sempre a pena. Se a conquista e a felicidade existirem na tua vida nem que seja por um dia já valeu a pena.

 

Não adianta lamentares-te. Não adianta procurares saber como vai ser o futuro. Não adianta confiares, definires e não agires. Não adianta colocares as tuas soluções nas mãos dos outros. Porque a vida é tua e se te queres sentir bem tens de vivê-la de acordo com as tuas ideias, vontades, crenças e valores.

 

Não fujas. Percebe-te! Aceita e Avança|

 

Marta Leal

Inspirational Coaching

 

 

Amar é fácil. Dosear o amor é que se torna muito desafiante!

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Trabalhar com pessoas, ao contrário do que alguns possam pensar, é muito gratificante. Um dos assuntos que gosto muito de trabalhar são as relações que é como quem diz o amor. Quem me conhece sabe que adoro uma historia de amor, embora tenha tendência a viver o amor de forma dura. Mas isso, meus caros, é assunto para outro post.

 

O amor deve-nos fazer bem, deve-nos fazer flutuar e sorrir. No entanto, insistimos em viver amores que nos fazem sofrer, chorar e duvidar. Uma coisa é existir incerteza no amor outra coisa é existir incerteza de que somos amados. E, do que tenho observado, existe muita incerteza de sermos amados.

 

A verdade é que a incerteza no amor vai existir sempre entre os altos e baixos e todas as inconstâncias de que somos feitos. A incerteza no amor faz parte de uma relação saudável. A incerteza em ser amado é algo completamente diferente. Quando nos permitimos estar numa relação em que prevalece a incerteza de sermos amados algo vai mal connosco, não com a relação.

 

Mas, como posso livrar-me deste amor?  Perguntava-me alguém nos últimos dias. Será mesmo necessário livrar-se desse amor ou apenas equilibrar esse amor de modo a que se torne um amor saudável?

 

Como posso arrancar de mim alguém que se tornou incontornável? As pessoas não se arrancam de nós ... as pessoas integram-se como experiência, como presentes ou como aprendizagem. Mas vão ficar sempre na saudade, na felicidade e nos sorrisos que nos fizeram sentir e é assim, apenas assim que devem ficar.

 

Como posso esquece-la, quando quero viver na sua direcção?Fazendo uma escolha. Fazendo uma escolha daquilo que vá na sua direcção. A escolha deve ser feita não pelo que quer mas pelo que lhe pode ou não ser benéfico.

 

Amar é fácil. Dosear o amor é que se torna muito desafiante!

 

Marta Leal

Inspirational Coaching

 

Agora ou Nunca

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Acredito cada vez mais que é  importante vivermos uma vida que não seja apenas executar tarefas e pagar contas. Acredito também que é importante termos presente que um sonho não é um objetivo. Apesar de serem muitas vezes confundidos. São muitas as pessoas que têm sonhos e bastante menos as que têm objetivos.

 

O que é que eu pretendo com o tema de hoje? Pôr-vos a pensar a vida que levam, os sonhos que têm escondidos e fazer com que entrem em ação na concretização dos  mesmos. Pretendo também que percebam que os vossos sonhos são os vossos sonhos.  E é por isso que são tão importantes. Apenas porque são vossos. Existem clientes que antes de me contarem o sonho o introduzem como “pode parecer um disparate”, “nem sei como lhe dizer isto”, “vai achar que sou louco”. E é quando fazemos isto que nos condicionamos, que alimentamos o medo, seja ele qual for e que remetemos o sonho para uma qualquer gaveta da memória.

 

E  hoje vou começar já por  contar uma história, esta é da minha autoria.

 

“E, já agora vê se de desta vez acertas e não te esqueces do que te pedi. Santa paciência todos os dias a mesma coisa e tu pareces que não me ouve. Não ouves ou não queres ouvir – resmungou Maria. Mulher possante, ar carrancudo e gestos apressados.

 

António fechou a porta atrás de si, mas ainda se apercebeu que a sua mulher continuava a falar. Sentia-se cansado de tanta lamúria, tanta cobrança e tanta humilhação. Sentia saudades de uma palavra de incentivo, de uma palavra de carinho ou mesmo de uma simples conversa onde não existissem acusações ou desconfianças.

 

Apaixonara-se por ela ao primeiro olhar. E, o engraçado é que o que o atraiu nela foi o que anos mais tarde destruiu o amor. O ar seguro, a autoconfiança e a capacidade de decisão. O casamento aconteceu rapidamente, fora ela que lhe propôs e ele aceitou sem sequer pensar. Nunca soubera se ela o amara como ele um dia a amou. Ela nunca lho disse ele nunca lhe pediu para dizer.

 

Os anos sucederam-se em nascimentos de filhos, trocas de fraldas, escolas, trabalhos de casa e outro sem numero de atividades. O diálogo desapareceu com os anos. Os sonhos de ambos foram esquecidos. Os os objetivos comuns perderam-se no reflexo do que pretendiam para os filhos. As discussões aumentavam ou melhor os monólogos porque António já nem sequer respondia.

 

Lembrava-se agora da primeira vez em que tentara apimentar o seu casamento. Tinha sido aconselhado pelo seu melhor amigo. Amizade que mantinha em segredo porque Maria não podia sequer ouvir falar nela. Marcou um fim de semana fora e comprou-lhe um ramo de flores. Quando chegou a casa feliz e contente o seu mundo desmoronou-se. Maria não só recusou o fim de semana como também o acusou de ter outra e por isso mesmo a estar a querer mimar. "Deixa-te dessas parvoíces homem que já não tens idade para isso" dissera-lhe ela.

 

Hoje viva encurralado numa vida que o fazia cada vez mais infeliz. Os filhos mparavam em casa. Maria preocupava-se com tudo menos com o que ele sentia ou mesmo o que ele queria. Por vezes sentia que ela o desprezava. Por vezes sentia que a odiava. Outras vezes pensava que todos deviam viver assim e que tanta duvida era fruto da sua cabeça.

 

Por vezes olhava-a e procurava a mulher por quem o dia se tinha apaixonado. Hoje olhava-a e procurava aquela por quem se anulou. Ela parecia alheia a ele. Vivia demasiado preocupada com a vida dos outros, a vida de casa e tudo o que lhe interessava. Agora que pensava nisso tinha a certeza de que nunca tinha tido uma palavra de incentivo. Uma palavra de ânimo ou mesmo um gesto de carinho.

 

António era um romântico que criou um mundo dele. A sua imaginação voava para fora de si rumo a outra vida e a outras situações. Sonhava com a partilha, o companheirismo e com a ilusão de um dia poder ser amado. Sonhava cada vez mais com aquilo que sempre lhe fizera falta. Vivia uma vida que não era a sua porque deixara que um dia alguém tomasse conta dela.

 

Era cada vez mais frequente dar consigo a fazer planos de acabar com aquilo. De como iria fazer, o que diria aos filhos, onde iria viver e o que lhe iria dizer a ela. Visualizava as situações, ensaiava diálogos e enchia-se de coragem. Uma vez ainda tentou mas ela nem sequer o deixou terminar "olha o velho gaiteiro andas com alguma debaixo de olho" fora a resposta que obtivera. Nesse dia odiara-a como nunca a tinha odiado. Mas mais uma vez deixou-se ficar.

 

E, todos os dias sempre que saía de casa pensava que nunca mais ia voltar, mas todos os dias lhe faltavam a coragem e a força necessárias.

 

- Um dia vou ser feliz - murmurou ele enquanto descia as escadas do prédio rumo ao carro - um dia vou conseguir.”

 

O tempo passa rápido e muitos de nós têm tendência a viver uma vida que não lhes faz sentido.  Muitos de nós esqueceram até os sonhos de infância. Mas qual é a diferença entre sonho e o objetivo?

 

O sonho é o destino final, é aquilo em que pensamos e que gostaríamos de um dia concretizar. De um modo simplista podemos afirmar que o sonho é imaginário e o objetivo é real. O que distingue verdadeiramente os dois é a existência de um plano, ou seja, eu tenho um sonho,  defino um plano e transformo o sonho em objetivo.

 

Mas como é que eu faço isto? Em primeiro lugar para definir o objetivo devo ter em atenção que este deve ser focado nos resultados, para isso preciso de responder à pergunta “porquê?” porque é que eu quero atingir este objetivo? Coisas como: Porque é que eu quero mudar de casa? Porque é que eu quero correr todas as manhãs? Porque é que eu quero mudar de emprego?

 

Devem também ser alinhados com os nossos valores. Quanto mais alinhados com os nossos valores forem mais probabilidade temos de os atingir. Daí que seja importante pensarmos se o objetivo que estamos a definir é mesmo nosso ou é fruto de alguma influencia de quem nos rodeia. Este objetivo faz sentido no nosso contexto e no que planeamos para a nossa vida?

 

Vivermos sem objetivos é como estarmos num barco em alto mar sem remos, sem vela e sem motor. Viver sem objetivos é irmos com a maré. E quando vamos com a maré pode dar certo ou pode dar errado. Mas a verdade é que vamos para onde a maré nos levar.

 

E é exatamente assim que a maioria de nós vive: acordamos, trabalhamos, adormecemos e vivemos diariamente com uma sensação de insatisfação e desejosos pelo próximo fim de semana e pelas próximas férias. E um dia percebemos que o tempo já passou e que ficou muito por concretizar e um dia percebemos que é agora ou nunca.

 

Hoje deixo-vos com as seguintes perguntas: Quais foram os vossos sonhos de infância? Quantos deles puseram em prática?

 

Sentem que vivem ou que se deixam ir pela maré?

 

Gostavam de mudar alguma coisa na vossa vida?

 

 

Marta Leal

Coaching Inspirational

Tomadas de Consciência

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A tomada de consciência tem, por vezes, um efeito perverso sobre o nosso dia-a-dia. Quando tomamos a consciência de que a vida depende apenas de nós no que diz respeito a escolhas, decisões e acções assumimos uma responsabilidade suprema sobre os resultados que obtemos. E por vezes sentimos-nos frustrados porque não estamos a fazer aquilo que devíamos fazer, porque não estamos a pensar aquilo que devíamos pensar ou mesmo porque deixamos que as nossas emoções interfiram de modo muito activo. Era tão mais fácil quando nos permitíamos culpar o outro.

 

A tomada de consciência tem como objectivo a melhoria da vida de cada um de nós. Se nos tornarmos demasiado exigentes o efeito é um efeito não desejado. Por isso mesmo vos digo que descontraiam, que aceitem os dias bons e os dias menos bons, que aceitem que nem sempre vão ter as melhores respostas nem fazer as melhores escolhas. A verdade é que todos os processos precisam de humanização e aceitação. 

 

Há dias em que faço o mesmo comigo. Em que exijo uma automatização que me esgota e me cansa. Nesses dias lembro-me que sou muito mais que as minhas escolhas e os meus resultados. Nesses dias lembro-me que sou feita de sorrisos, de palavras trocadas, de toques, de emoções, de vontades e de sonhos. Nesses dias esqueço-me dos resultados e concentro-me nos sonhos. Naqueles que me trouxeram até aqui e nos outros aqueles que me vão levar até onde quero estar.

 

 

Marta Leal

Inspirational Coaching

Agora ou nunca

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Termos objectivos na vida é muito importante. Vivermos uma vida que não seja apenas executar tarefas e pagar contas faz toda a diferença. E hoje enquanto me sentava à beira mar para 2 horas de praia dei por mim a pensar que tenho, de facto, a vida que escolhi ter. Não pensem que não trabalho. Trabalho mas sou não só dona do meu tempo como dona nas minhas prioridades.

 

Já pensaram na vida que levam? Nos sonhos que têm escondidos? Nas acções que ficam por fazer? No quanto estão descontentes?  Existem clientes que antes de me contarem o sonho o introduzem como “pode parecer um disparate”, “nem sei como lhe dizer isto”, “vai achar que sou louco”. E é quando fazemos isto que nos condicionamos, que alimentamos o medo, seja ele qual for e que remetemos o sonho para uma qualquer gaveta da memória.

 

Estamos e andamos descontentes mas falta-nos a coragem para acreditar e fazer diferente. 

 

E, já agora vê se de desta vez acertas e não te esqueces do que te pedi. Santa paciência todos os dias a mesma coisa e tu pareces que não me ouve. Não ouves ou não queres ouvir – resmungou Maria. Mulher possante, ar carrancudo e gestos apressados.

 

António fechou a porta atrás de si, mas ainda se apercebeu que a sua mulher continuava a falar. Sentia-se cansado de tanta lamuria, tanta cobrança e tanta humilhação. Sentia saudades de uma palavra de incentivo, de uma palavra de carinho ou mesmo de uma simples conversa onde não existissem acusações ou desconfianças.

 

Apaixonara-se por ela ao primeiro olhar. E, o engraçado é que o que o atraiu nela foi o que anos mais tarde destruiu o amor. O ar seguro, a autoconfiança e a capacidade de decisão. O casamento aconteceu rapidamente, fora ela que lhe propôs e ele aceitou sem sequer pensar. Nunca soubera se ela o amara como ele um dia a amou. Ela nunca lho disse ele nunca lhe pediu para dizer.

 

Os anos sucederam-se em nascimentos de filhos, trocas de fraldas, escolas, trabalhos de casa e outro sem numero de actividades. O diálogo desapareceu com os anos. Os sonhos de ambos foram esquecidos. Os os objectivos comuns perderam-se no reflexo do que pretendiam para os filhos. As discussões aumentavam ou melhor os monólogos porque António já nem sequer respondia.

 

Lembrava-se agora da primeira vez em que tentara apimentar o seu casamento. Tinha sido aconselhado pelo seu melhor amigo. Amizade que mantinha em segredo porque Maria não podia sequer ouvir falar nela. Marcou um fim de semana fora e comprou-lhe um ramo de flores. Quando chegou a casa feliz e contente o seu mundo desmoronou-se. Maria não só recusou o fim de semana como também o acusou de ter outra e por isso mesmo a estar a querer mimar. "Deixa-te dessas parvoíces homem que já não tens idade para isso" dissera-lhe ela.

 

Hoje viva encurralado numa vida que o fazia cada vez mais infeliz. Os filhos mal paravam em casa. Maria preocupava-se com tudo menos com o que ele sentia ou mesmo o que ele queria. Por vezes sentia que ela o desprezava. Por vezes sentia que a odiava. Outras vezes pensava que todos deviam viver assim e que tanta duvida era fruto da sua cabeça.

 

Por vezes olhava-a e procurava a mulher por quem o dia se tinha apaixonado. Hoje olhava-a e procurava aquela por quem se anulou. Ela parecia alheia a ele. Vivia demasiado preocupada com a vida dos outros, a vida de casa e tudo o que lhe interessava. Agora que pensava nisso tinha a certeza de que nunca tinha tido uma palavra de incentivo. Uma palavra de ânimo ou mesmo um gesto de carinho.

 

António era um romântico que criou um mundo dele. A sua imaginação voava para fora de si rumo a outra vida e a outras situações. Sonhava com a partilha, o companheirismo e com a ilusão de um dia poder ser amado. Sonhava cada vez mais com aquilo que sempre lhe fizera falta. Vivia uma vida que não era a sua porque deixara que um dia alguém tomasse conta dela.

 

Era cada vez mais frequente dar consigo a fazer planos de acabar com aquilo. De como iria fazer, o que diria aos filhos, onde iria viver e o que lhe iria dizer a ela. Visualizava as situações, ensaiava diálogos e enchia-se de coragem. Uma vez ainda tentou mas ela nem sequer o deixou terminar "olha o velho gaiteiro andas com alguma debaixo de olho" fora a resposta que obtivera. Nesse dia odiara-a como nunca a tinha odiado. Mas mais uma vez deixou-se ficar.

 

E, todos os dias sempre que saía de casa pensava que nunca mais ia voltar, mas todos os dias lhe faltavam a coragem e a força necessárias.

 

- Um dia vou ser feliz - murmurou ele enquanto descia as escadas do prédio rumo ao carro - um dia vou conseguir.

 

O tempo passa rápido e muitos de nós têm tendência a viver uma vida que não lhes faz sentido.  Muitos de nós esqueceram até os sonhos de infância. Mas qual é a diferença entre sonho e o objectivo?

 

O sonho é o destino final, é aquilo em que pensamos e que gostaríamos de um dia concretizar. De um modo simplista podemos afirmar que o sonho é imaginário e o objectivo é real. O que distingue verdadeiramente os dois é a existência de um plano, ou seja, eu tenho um sonho,  defino um plano e transformo o sonho em objectivo.

 

Vivermos sem objectivos é como estarmos num barco em alto mar sem remos, sem vela e sem motor. Viver sem objectivos é irmos com a maré. E quando vamos com a maré pode dar certo ou pode dar errado. Mas a verdade é que vamos para onde nos levarem.

 

E é exactamente assim que a maioria de nós vive: acordamos, trabalhamos, adormecemos e vivemos diariamente com uma sensação de insatisfação e desejosos pelo próximo fim de semana e pelas próximas férias.

 

E um dia percebemos que o tempo já passou e que ficou muito por concretizar e um dia percebemos que é agora ou nunca.

 

Marta Leal

Inspirational Coaching

 

 

Por vezes temos dúvidas.

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Por vezes temos dúvidas. Temos dúvidas se devemos ou não tomar aquela decisão, seguir aquele caminho ou fazer aquela escolha. Aprendi que nessas alturas o melhor é respirar fundo e perceber o que é que nos faz sentido a nós e apenas a nós. Qualquer coisa que te tire a paz, que te faça perder a tua essência ou mesmo o teu estilo pessoal não vale a pena. Qualquer coisa que te afaste de ti é um preço demasiado alto a pagar.

 

Apesar de já sabermos isso insistimos. Insistimos em contrariar vontades, alterar caminhos e abraçar desvios disfarçados de oportunidades. Somos peritos em duvidar daquilo que sentimos para seguir apenas aquilo que pensamos. Não pretendo com isto afirmar que não devemos pensar. Dizer isso seria pura insanidade. E eu cá sou pelo equilibro. Nem muito são nem muito insano. Nem apenas sentir nem apenas pensar. Usar somente um deles é como viver um relacionamento onde o amor é apenas vivido por um! E quando o amor é apenas vivido por um o afastamento acontece.

 

E a vida deve ser vivida muito próxima de quem somos. Quando nos desviamos de nós deixamos de nos honrar e até de respeitar. Quando nos desviamos de nós deixamos de nos conhecer e de saber quem somos. E não saber quem somos é viver uma vida constante de procura, de insatisfação e de comparação. Quando sabemos quem somos vivemos uma vida de construção, de aceitação, de satisfação, de partilha e de cooperação.

 

 

E é apenas quando sabes quem és que estás pronto para avançar rumo aquilo que queres viver!

 

Marta Leal

Inspirational Coaching

 

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