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Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou terapeuta de desenvolvimento pessoal, sou escritora, inspiradora e formadora

Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou terapeuta de desenvolvimento pessoal, sou escritora, inspiradora e formadora

Mais que tentares transformar o outro seria importante transformares-te a ti diariamente

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Tenho o privilégio de poder fazer aquilo que me faz sentido todos os dias. E digo que tenho o privilégio apenas porque me permiti a tê-lo. Acredito que quando nos sentimos satisfeitos com o que fazemos e com a vida que vivemos não sentimos necessidade de chatear os outros perante o que são, o modo como agem ou as ideias que defendem. 

 

Um dos assuntos diários nas minhas sessões são os outros. Perdemso demasiado tempo com os outros. Sejam aqueles por quem sentimos ódios de estimação, sejam aqueles por quem sentimos um desprezo enorme e que se tornam a nossa razão de viver. Quando sentes necessidade de humilhar, apontar, denegrir ou difamar é porque não estás satisfeito com quem és, com a vida que tens ou mesmo com as escolhas que fizeste. Não responsabilizes os outros pelas tuas escolhas, verdades ou mesmo caminhos. Tens escolha, sabias? Podes sempre parar, reflectir e tornar a decidir. Sem que para isso seja necessário passar por cima de alguém. Transforma essa tua ira em força, esse tem ciume em amor por quem és, essa tua inveja em motivação e esse teu estar em prazer. 

 

Mais que tentares transformar o outro seria importante transformares-te a ti diariamente. Não te vou dizer que vai correr tudo bem porque não vai. Não te vou dizer que vais sorrir sempre, que vais atingir tudo o que te propões ou que não irás ter dúvidas. A única coisa que te posso dizer é que quando te tiveres a ti como foco a vida vai-te correr melhor.

 

 

Marta Leal

Coaching Inspiracional

 

 

Existem amores que não são para sempre

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Acreditei desde cedo no Amor. Mas não no amor comum que via à minha volta. E quando falo de comum refiro-me ao amor do namoram, casam, têm filhos, educam os filhos e envelhecem juntos mesmo que não dirijam a palavra um ao outro. Nunca acreditei nesse amor. Para falar verdade acredito que muitos desses relacionamentos não são feitos de amor. São feitos de tudo menos de amor. São feitos de deveres sociais ou hábitos de uma comunidade que assim o exige, mas muitos deles não são amor.


Sempre acreditei num amor que se sente à distância de um olhar e de um gesto.Hoje não consigo culpar ninguém. Mas por muito tempo culpei a tia e todas as histórias que me contava. Culpei um amor que vivi de perto e que achei que representava todos os tipos de amor. Culpei as histórias de príncipes e princesas que terminavam num delicioso “viveram felizes para sempre”. Somos aquilo que vivemos de perto. Transformamo-nos nos que nos rodeiam e acreditamos piamente que tudo é assim. Somos a realidade que vivemos e desde cedo desconhecemos outras realidades ou recusamo-nos a aceitar que possam existir. Vivemos de verdades absolutas que nos foram transmitidas e defendemos essas verdades, como se fossem nossas. A minha verdade absoluta era a de que o “Amor para sempre” existia.


Sempre admiti a existência daquele amor que nos arrebata, que nos retira da apatia diária e que nos faz felizes para sempre. Passei férias agarrada ao Eça de Queirós, Júlio Dinis e a tantos outros autores que tão bem descreviam aquilo que eu sentia. A culpa é das letras que nos colocam ideias tontas na cabeça, dirão alguns. Não existem culpas existem apenas sentires, direi eu!


Hoje sei que é exactamente quando nos focamos no para sempre que nos perdemos dele. O medo de perder torna-se superior ao deixar fluir, ao alimentar diariamente, ao seduzir e construir. Mas sim, reconheço que a importância do amor não está no para sempre mas na intensidade e verdade com que foi, ou é, vivido.

 

 Marta Leal

Coaching Inspiracional

Responder da mesma moeda seria igualar-me a quem não gosto

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Somos todos necessários tal como todas as espécies na natureza acredito que todo o tipo de ser humano seja necessário. Sejam bons, sejam maus. Acredito até que os maus existam para que os bons não se acomodem e que os neutros reajam.

 

Todos temos características especiais para desenvolver determinado tipo de acção, de movimento ou de contestação. Existem os de acção e os de palavras, os de pensamento e os de emoção. Existem os que se focam no problema para que este não volte a ser cometido e existem os que se focam na solução imediata, ou seja, na resolução.

 

Depois existem também os que se focam no denegrir, no acusar sem argumento, no ridicularizar, no difamar e no ameaçar. Destes não gosto. Não gosto dos que ofendem por ofender, dos que vomitam palavras de ordem e disparam acusações em todas as direcções. Não gosto dos que se intrometem pela vida dos outros e comentam o que não têm de comentar. Não gosto dos que de indicador esticado apontam erros, senhores da razão ou quem sabe senhores do mundo. Não gosto do tipo de energia e exaltação que se gera.

 

Fui ensinada a respeitar os outros e isso faz-me sentido. Respeitar o outro não significa aceitar tudo mas sim agir de acordo com quem sou e não com o que a pessoa é.  Fui ensinada a que o outro merece sempre o nosso respeito independentemente daquilo que ele diga ou faça. Faz-me sentido porque responder da mesma moeda seria igualar-me a quem não gosto, a quem não entendo ou a quem não quero ter por perto. 

 

Concentro-me em quem sou, na minha essência e no meu ser e ajo de acordo com isso. Quando o país cheira a morte e a desespero é isso que me faz sentido fazer.

 

 

Marta Leal

Coaching Inspiracional

Entre a mente e a alma

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No sábado deu-me a preguiça. O dia estava quente e a distância entre a vila onde vivo e a capital  de repente ficou enorme. A mente inventava uma quantidade de desculpas esfarrapadas e o corpo insistia em deixar-se ficar pelo sofá. As companhias desistiram e eu quase que as acompanhei. Venceu a acção. Venceu o compromisso que tinha com quem me esperava e o compromisso comigo mesma. À semelhança dos últimos anos também eu marchei pela igualdade LGBT. " Essa guerra não é tua" dizia-me alguém há dias. No que diz respeito a igualdade de direitos todas as  guerras são minhas, respondo eu!

 

A verdade é que ao passear pela baixa reconheço em mim um descontentamento em voltar a casa. Perdão, não em voltar a casa mas a voltar ao local onde vivo. Sou urbana. Gosto do movimento das ruas, do som que só uma cidade sabe ter, do anonimato que só a cidade me permite e de caminhar sempre com um destino mesmo que não saiba qual é. Estou cada vez mais distante da vila que me hospedou, das pessoas com quem me vou cruzando mas com quem não se criaram laços e da rua onde moro. Mesmo da rua onde moro.

 

Pensei que com o tempo me habituasse, me serenasse e me acomodasse,  quem sabe? Parece que é isso que acontece quando caminhamos na idade. Comigo está-se a passar exactamente o contrário até porque em mente sossegada não há barulho que perturbe. Não sou de me acomodar e muito menos de me encaixar onde não pertenço. Preciso de som em vez de vozes que sussurram quando alguém passa. Preciso de cor que contraste com o cinzento de rostos com que me cruzo. Preciso de risadas e de boa disposição. Preciso de uma diversidade que contraste com a monotonia. Preciso de um brilho que contraste com o baço de conversas inoportunas. 

 

E é exactamente por isso que a preguiça não pode vencer. É exactamente por isso que às desculpas da mente lhe respondemos com as necessidades da alma e nada como um banho de cidade para me alimentar a alma por mais uns dias! 

 

 

Marta Leal

Coaching Inspirational

 

 

 

 

Os incêndios para mim são o inferno

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Os incêndios para mim são o inferno. É exactamente assim que eu imaginava um inferno quando era criança. Um espaço onde as chamas nos consumissem perante uma sensação de impotência. Hoje percebo que o inferno é aqui, exactamente onde estamos. Perceber que nada somos perante as chamas é perceber que a nossa consciência precisa de mudar.

 

Incomoda-me que em pleno século XXI os nossos bombeiros trabalhem nas condições que trabalham mas incomoda-me muito mais a exploração da noticia, da desgraça e do sofrimento de quem tudo perde e de quem todos perde. Incomoda-me as vozes que se levantam contra tudo e contra todos por detrás de um teclado que tem apenas como missão o denegrir, difamar e meter mais chamas na fogueira.

 

Há hora que escrevo este post aponta-se para 57 mortos. São muitos os que morreram e mesmo que fosse apenas um,  já era muito. Foi no concelho de Pedrogão mas podia ser noutra qualquer parte. São tragédias como estas  que me retiram as palavras. Não sei que dizer nem tão pouco que pensar. Perante isto resta-me apenas apresentar as condolências ás famílias e manifestar a minha incompreensão perante a cobertura jornalística. Explorar a desgraça alheia não é jornalismo é tudo menos jornalismo.

 

A verdade é que daqui a umas semanas voltamos ás nossas vidas e esquecemos. Esquecemos embriagados por outra qualquer tragédia que nos permita chorar, reclamar e indignar. E escondemos-nos, novamente, com a desulpa de não termos tempo, de não termos meios, de nada sermos. E continuamos sem agir, sem nos manifestar verdadeiramente e sem mudar, especialmente sem mudar. E o mundo precisa tanto de mudança!

 

 

Marta Leal

 

 

 

 

Quem passa pela nossa vida deixa marca

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Nós somos a soma de todos aqueles por quem um dia nos apaixonámos e com quem nos relacionámos. Eu sei, não é nada simpático pensar assim. Não é nada simpático pensar que mantemos algo de alguém que queremos largar, de alguém que queremos evitar, de alguém que queremos esquecer, de alguém que magoámos ou mesmo de alguém que nos magoou. Mas a verdade é essa quem passa pela nossa vida deixa marca.

 

Somos  a soma das empolgações, dos toques, das vontades, das palavras que dissemos, dos planos que fizemos, dos toques que nos permitimos dar e sentir, dos momentos vividos, dos sorrisos, dos amo-te e dos quero-te. Mas somos também  soma do que ficou por dizer, das mágoas, das dores, da saudade do que nunca foi, do que gostaríamos que fosse, das lágrimas e também das raivas.

 

Sempre que uma relação termina mudamos. Mudamos de forma ténue ou de forma vincada. Aprendemos e avançamos ou remoemos e ficamos ainda mais presos ao que é importante libertar. Mas mudamos. Mudamos no acreditar, na esperança, nos sonhos, na capacidade de entrega, na visão de um mundo que aos poucos vai deixando de ser cor-de-rosa. O perigo é que a aprendizagem se transforme em desilusão, em desânimo, em desacreditar e que um dia a visão seja negra. Recusa-te. Recusa-te a que isso te aconteça.

 

Perceber que somos a soma de todos aqueles que passaram pela nossa vida leva-nos à questão da gratidão. É importante estarmos gratos por todos os que fizeram parte, pelos momentos vividos mas sobretudo pelas aprendizagens feitas. É importante aceitar, perdoar e acreditar.

 

E, na próxima  vez, que as tuas mãos transpirarem, as tuas palavras insistirem em não sair e o teu coração palpitar lembra-te de quem és, do que mereces e da vida que escolhes viver.

 

Marta Leal

Inspirational Coaching

O amor deve-nos fazer suspirar e sorrir

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Há dias não gostei do teu olhar enquanto me lias de forma tão intensa. Não gostei do teu olhar apenas porque senti a tua tristeza e descobri as tuas lágrimas. Eu sei que as tentaste esconder, mas foi mais forte que eu. Sabes como eu sou, por vezes as minhas palavras aceleram numa corrida desenfreada face à minha razão. Vence a voz, digo sem pensar e pergunto, quando me devia silenciar e sentir. Apenas sentir.

 

- Porque choras? – Perguntei-te eu.

 

- Porque está aqui muito de nós – Respondeste tu com aquele olhar.

 

Respondeste com aquele olhar que me faz morrer por dentro. Aquele olhar que sem saber comete uma tentativa de assassinato contra o meu sentir. Matas-me de tristeza quando me devias regar de amor. Não sei se é o olhar que me mata se sou apenas eu que todos os dias cometo suicídio quando me impeço de me dar, de te ter, de te amar.

 

Em vez de procurar explicações devia-te contar que amar nunca vai ser a mesma coisa desde que te conheci. Que aquelas gargalhadas sonoras de que tanto gostas têm um som especial quando estou ao teu lado. Que a forma como te entregas me ensina a entregar-me todos os dias. Que o modo como me amas me ensina não só a amar, mas a acreditar que esse amor sobre o qual tantos falam existe. 

 

- Porque é que algumas pessoas não acreditam no amor? – Perguntei-te eu enquanto me abraçavas depois de passarmos horas a amarmos-nos.

 

- Isso não sei. Mas sabes o que eu acho? Que as temos que ensinar a amar! – Respondeste-me enquanto me abraçavas ainda mais.

 

Sorrio perante a tua resposta e perante a tua autenticidade. Já te disse que é na tua autenticidade que mais gosto de navegar? Da tua autenticidade e da tua incondicionalidade perante mim. Perdão, perante nós. Porque o segredo está justamente neste “nós”. Concordo com o que dizes. Deviam existir professores do amor. Pessoas que nos ensinassem a viver em vez de duvidar, a cooperar em vez de competir, a aceitar em vez de querer mudar, a ouvir em vez de questionar. Avance-se, portanto, com uma escola do amor.

 

Ensine-se o que tem de ser ensinado e ame-se cada vez mais. Mas de forma autêntica, e incondicional. Ame-se de forma a que a importância do eu se funda na importância do ele e forme um “nós” cada vez mais coeso.

 

Acredito que todas as relações têm altos e baixos e que o sucesso destas se deve mesmo á aprendizagem aquando dos momentos maus e à celebração nos momentos bons. Quando não sabemos o que a outra pessoa sente por nós a "coisa" muda de figura porque deixamos de estar na relação com o coração e passamos a estar com a dúvida, a estratégia e a desconfiança. O amor deve ser mais sentido e menos pensado.

 

 Acredito que , ao contrário do que muitos apregoam o amor não tem de ser sofrido nem tem de fazer sofrer. O amor deve-nos fazer suspirar e sorrir.

 

Marta Leal

Inspirational Coaching

Para os que ficam à espera do depois!

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"Há quem fique sempre à espera do depois, não é?" escreveu-me ela. Infelizmente sim, minha querida, existem aqueles que esperam sempre pelo depois. Depois do verão, depois dos filhos crescerem, depois de pagarem o carro, depois de pagarem a casa, depois dos filhos saírem de casa, depois de se sentirem melhor, depois, depois, depois.

 

E é exactamente nesse depois que nos perdemos de nós. Para ser mais exacta não nos perdemos apenas de nós perdemos-nos de quem somos e de quem sonhámos ser.  Existe sempre uma diferença entre uma e outra, não é verdade? E essa diferença diminui quando acontecem acção, vontade, luta e concretização. Mas escrevia eu que quando esperamos pelo depois nos perdemos de nós. Mas nem sempre é assim. É importante percebermos que nem sempre é assim. Existem momentos em que esperar pelo depois é a decisão ideal para nos encontrarmos.

 

Baralhados? O que é verdadeiramente importante é percebermos se esperamos por um depois benéfico ou um depois limitado. Se é para nós recorrente ou se adiamos apenas quando é necessário. O segredo está no equilíbrio. E esse equilíbrio gere-se entre o que é permanente e o que é pontual. 

 

Esperar sempre pelo depois é sinal de que não te queres mexer, de que te estás a boicotar ou que simplesmente desististe. Esperar de vez enquanto pelo depois é sinal de que te precisas de preparar melhor.

 

Verdade?

 

Marta Leal

Coaching Inspirational

 

Percebe-te! Aceita e Avança!

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E não nos sentimos bem e adiamos. Adiamos o olhar para dentro e o olhar para fora. Falta-nos a reflexão que nos traz a aprendizagem. Falta-nos o reconhecimento de quem fomos, de quem somos e de quem pretendemos ser. Falta-nos a acção de empreendermos numa mudança que nos leve ao local pretendido. Preferimos escondermos-nos atrás de lágrimas, de acusações e de faltas de tempo que nada mais são que desculpas esfarrapadas para não avançarmos. 

 

Fazemos muito pouco por nós. Pelos nossos sonhos, pelas nossas vontades, pelo caminho que pretendemos fazer. Fazemos tão pouco que um dia percebemos que já nos falta pouco tempo e aí rendemos-nos e dizemos que já não vale a pena. Mas a verdade é que vale sempre a pena. Se a conquista e a felicidade existirem na tua vida nem que seja por um dia já valeu a pena.

 

Não adianta lamentares-te. Não adianta procurares saber como vai ser o futuro. Não adianta confiares, definires e não agires. Não adianta colocares as tuas soluções nas mãos dos outros. Porque a vida é tua e se te queres sentir bem tens de vivê-la de acordo com as tuas ideias, vontades, crenças e valores.

 

Não fujas. Percebe-te! Aceita e Avança|

 

Marta Leal

Inspirational Coaching

 

 

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