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Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou terapeuta de desenvolvimento pessoal, sou escritora, inspiradora e formadora

Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou terapeuta de desenvolvimento pessoal, sou escritora, inspiradora e formadora

Matas-me de tristeza quando me devias regar de amor

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Há dias não gostei do teu olhar enquanto me lias de forma tão intensa. Não gostei do teu olhar apenas porque senti a tua tristeza e descobri as tuas lágrimas. Eu sei que as tentaste esconder, mas foi mais forte que eu. Sabes como eu sou, por vezes as minhas palavras aceleram numa corrida desenfreada face à minha razão. Vence a voz, digo sem pensar e pergunto, quando me devia silenciar e sentir. Apenas sentir.

 

- Porque choras? – Perguntei-te eu.

 

- Porque está aqui muito de nós – Respondeste tu com aquele olhar.

 

Respondeste com aquele olhar que me faz morrer por dentro. Aquele olhar que sem saber comete uma tentativa de assassinato contra o meu sentir. Matas-me de tristeza quando me devias regar de amor. Não sei se é o olhar que me mata se sou apenas eu que todos os dias cometo suicídio quando me impeço de me dar, de te ter, de te amar.

 

Em vez de procurar explicações devia-te contar que amar nunca vai ser a mesma coisa desde que te conheci. Que aquelas gargalhadas sonoras de que tanto gostas têm um som especial quando estou ao teu lado. Que a forma como te entregas me ensina a entregar-me todos os dias. Que o modo como me amas me ensina não só a amar, mas a acreditar que esse amor sobre o qual tantos falam existe. 

 

- Porque é que algumas pessoas não acreditam no amor? – Perguntei-te eu enquanto me abraçavas depois de passarmos horas a amarmo-nos.

 

- Isso não sei. Mas sabes o que eu acho? Que as temos que ensinar a amar! – Respondeste-me enquanto me abraçavas ainda mais.

 

Sorrio perante a tua resposta e perante a tua autenticidade. Já te disse que é na tua autenticidade que mais gosto de navegar? Da tua autenticidade e da tua incondicionalidade perante mim. Perdão, perante nós. Porque o segredo está justamente neste “nós”. Concordo com o que dizes. Deviam existir professores do amor. Pessoas que nos ensinassem a viver em vez de duvidar, a cooperar em vez de competir, a aceitar em vez de querer mudar, a ouvir em vez de questionar. Avance-se, portanto, com uma escola do amor.

 

Ensine-se o que tem de ser ensinado e ame-se cada vez mais. Mas de forma autêntica, e incondicional. Ame-se de forma a que a importância do eu se funda na importância do ele e forme um “nós” cada vez mais coeso.

 

 

Faz da tua vida inspiração!

Marta Leal

Inspirational Coaching

Pensar o amor a longo prazo

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- Ficas comigo para sempre? Pergunta-lhe ela enquanto fixa o olhar no esverdeado dos olhos dele.

 

- Para sempre! Responde ele com um sorriso puro e tão honesto que a faz acreditar. Mas apenas por momentos. Ela pertence àquele grupo de mulheres que deixou de pensar o amor para sempre. Já não se lembra porquê. Já nem sequer se lembra por quem. A realidade é que lhe é até difícil acreditar que ele a ama. Mas não tem nada a ver com ele. Tem tudo a ver com ela. É ela que tem dificuldade em aceitar o amor.  Porque é ela que não consegue pensar o amor a longo prazo.

 

Os desgostos de amor doem. Doem que se fartam. Dói na separação mas dói mais na ausência. Na saudade do que poderia ter sido. Do que se viveu vezes sem conta sem nunca se ter vivido. Do que se sentiu e do que ficou por sentir. Do que se planeou e sobretudo do que se sonhou. Apenas porque se amava a longo prazo.

 

- Daqui a uns anos fazemos a nossa viagem de sonho – Dizia-lhe ele enquanto lhe passava a mão pelo cabelo.

 

- E com quem vamos deixar os filhos? – Perguntava ela ainda sem nunca ter sido mãe.

 

Ele dava-lhe sempre uma solução das mais imprevistas e a conversa era selada com um mimo em forma de gargalhada, beijo, abraço ou afago. Dependia do dia, da situação ou mesmo do tipo de conversa. Interessante como o amor está intimamente ligado a ações não pensadas. Ao abraço que nos apetece dar. Ao beijo que se rouba. Ao roçar de mãos ou de pernas que nos fazem sorrir e sentir bem e aquela festa no rosto que fala tudo o que os lábios não conseguem dizer.

 

Mas a verdade é que na vida de quem ama pela primeira vez não existiam “ses”, apenas existiam “quandos”. Não se colocam interrogações num amor a longo prazo. Não se colocam dúvidas quando vivemos numa certeza de que é para sempre.

 

Na primeira separação a dor é intensa. Tão intensa que só queremos morrer. O nosso mundo desaba e nós queremos desabar com ele. Desapareceu o amor e desapareceu tudo o que lhe estava associado.  A reconstrução dói. Perceber o amor de coração partido é a mesma coisa que pescar com arma de fogo. Há qualquer coisa que não está bem. Há qualquer coisa que não faz sentido. Muitos perdem-se de si para nunca mais se encontrarem. Outros recuperam e recuperam-se porque se recusam a aceitar que a situação os mude.

 

Mas o tempo cura e conforme ele vai passando a dor atenua. Os olhos começam a ficar mais atentos, as defesas vão caindo por terra e um dia tropeçamos noutro amor. Um amor diferente, mas um amor. Percebemos que o coração ainda saltita, o desejo existe, as borboletas no estomago aparecem, as mãos transpiram e sentimos-nos como quando acreditava-mos no amor a longo prazo.

 

E pé ante pé vais-te dando sem nunca te dares. Vais avançando sem nunca avançares. Percebes que te impedes de usares “quandos” porque o teu coração está cheio de “ses”.  E pé ante pé percebes que o amor dá trabalho e que não sabes se estás disponível para teres esse trabalho porque “e se?”

 

Permitires-te amar a longo prazo é permitires-te investir naquilo que queres, naquilo que te faz bem, naquilo que um dia há muitos, muitos anos sonhaste. Permitires-te amar a longo prazo é escolheres entre viver sem amor e arriscares por amor!

 

 

Faz da tua vida inspiração!

Marta Leal

Inspirational Coach

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