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Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou business e life coach, sou escritora, inspiradora e formadora.

Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou business e life coach, sou escritora, inspiradora e formadora.

É tudo uma questão de sorte!

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Quem me conhece bem sabe que sou uma positiva. Quem me conhece mal acredita que sou uma sortuda. A verdade é que vivo entre o positivo e o acreditar. Evidente que com estas duas variáveis é inevitável que de vez enquanto me cruze com a sorte. Não sei se sabem mas consta que a sorte é movida a sorrisos, vontades e acção, muita acção. Há até quem diga que ela fica escondida pelas esquinas à espera daqueles que a seduzem. 

 

Reflectindo sobre o assunto acredito que sou uma pessoa de sorte. Não pelo que me acontece mas pela forma como olho para o que acontece. De qualquer modo tenho dias tramados. Tenho dias em que parece que tudo e todos estão contra e não a favor. Tenho dias em que os planos não dão certo,  as reuniões são desmarcadas, as unhas se partem, os cabelos se encaracolam, o pelo nasce no sitio errado, a cadela rosna, os clientes faltam sem avisar e a energia se esgota tal é a necessidade de gestão emocional. Nesses dias, desligo o botão da acção e permito-me descansar, pensar e reflectir. Fico quietinha a ler um bom livro, a brincar com os quatro patas e a permitir-me descansar. Nesses dias permito-me aceitar que existem uns dias que são bons e uns dias que são maus. Nesses dias permito-me ser apenas ser.

 

E a sorte? Estarão vocês a perguntar. Essa, nesses dias,  fica escondida de mim até me ver sorrir, agir e acreditar! E isso, meus caros, depende de mim, apenas de mim.

 

Marta Leal

Inspirational Coach

 

 

Viajar é mágico mas regressar ao ninho tem um efeito único.

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Viajar tem para mim um efeito mágico. Gosto. Gosto de ver, de sentir e gosto de cheirar novos ambientes e novas histórias. Gosto de me mover onde nunca me movi e experienciar aquilo que nunca experienciei. Gosto de derrubar crenças e constatar factos. Gosto das surpresas que me permito viver e gosto das barreiras que me permito derrubar.

 

Devo confessar que me atraso na partida e me estico na chegada. Trabalho sempre até ao ultimo minuto e quando regresso arrasto-me como se me recusasse a entrar em acção. A sensação que tenho é que a poucas horas do voo atiro qualquer coisa para dentro da mala e me preocupo muito pouco com o que condiz ou não. Esqueço-me invariavelmente de qualquer coisa e há sempre roupa que não tem nada a ver. Os cabelos e a pele passam a ser assuntos secundários e é quase como se mudasse de dimensão.

 

Perceber que os anos investidos no alemão que se pensava totalmente esquecido não foram em vão foi uma vitória. Conseguir entender e recordar foi reforçar a ideia de que uma vez sabido raramente se esquece. Passear enquanto neva, comer uns pretzel e constatar que Salzburgo é muito mais do que esperava teve um efeito mágico em quem decidiu fazer anos fora de casa. Faltaram-me uns e estiveram presentes outros. O equilibrio das escolhas que fazemos está exatamente em entender que para ganhar de um lado vamos perder do outro.

 

Viajar é mágico mas regressar ao ninho tem um efeito único. 

 

Marta Leal

Inspirational Coach

 

A magia do envelhecimento

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Escrevo estas palavras com antecedência. Reflectir sobre todo um ano de vida requer tempo ou então essa reflexão é feita de forma mais ou menos atabalhoada e não é isso que se pretende. Reflectir sobre os meus 46 anos uns dias antes de entrar nos 47 faz-me sentido. Faz-me todo o sentido. Acredito que o meu novo ano começa no dia do meu aniversário e não quando mudamos de ano de calendário. Manias de quem tem uma tendência para seguir o diferente.

 

Nos 46 anos tomei decisões que mudaram completamente o meu rumo de vida. Foi um ano de conquistas e de algumas perdas que nos fazem perceber que o que controlamos é mínimo. Aos 46 anos inverti o sentido da marcha e fui em direção do que é a minha missão e o meu propósito de vida. A felicidade conquista-se e trabalha-se diariamente. Pensar o contrário é perseguir uma miragem. Aceitar que a vida nos traz coisas boas e coisas más é o caminho para lidar com alegrias e tristezas, lágrimas e sorrisos, amor e desamor, justiça e injustiça  e conquistas e derrotas.

 

Durante os meus 46 anos despedi-me de duas máquinas de lavar roupa, conheci formandos maravilhosos, aprendi inúmeras coisas com todos os meus clientes, perdi-me nas letras, estive ao lado dos meus filhos, conquistei e fui conquistada. Durante os meus 46 anos integrei ainda mais a ideia de que somos tão pouco perante o todo que os outros nos podem mostrar e ensinar. Durante os meus 46 anos fiquei ainda mais consciente de que a aprendizagem é contínua e aceitar a diferença no outro faz toda a diferença.

 

Não tenho medo de envelhecer. Nunca tive. Não tenho sequer problemas com rugas, cabelos branco ou gordurita fora do sitio. Neste momento não voltava atrás. Sou a soma de todos os anos, de todos os que se cruzaram comigo, de todos os erros, de todos os avanços e de todos os recuos. Sou também a soma de todos os silêncios, olhares e pensamentos. Envelhecer para mim tem magia. A magia de acreditar que vivo uma vida que merece ser vivida.

 

Cultivamos demais o novo em detrimento do que é velho. Envelhecer é algo que nos é certo. Tão certo como o facto de que um dia tudo isto acaba. Viver o envelhecimento em todo o seu esplendor mais do que uma necessidade deve ser um modo de vida. Aproveitar o que a vida nos dá, fazer a diferença na vida de alguém, lutar por um mundo onde os direitos humanos sejam uma realidade são apenas alguns exemplos do que pode ser feito. E há tanto para fazer!

 

Bem vindos 47! Vamos lá fazer deste ano um ano bem especial!

 

Marta Leal

Inspirational Coach

 

Prometo-me apenas viver!!!

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Surpreende-me o que juntamos num final de vida. Mas mais surpreendente é a forma como os outros se desfazem daquilo que um dia construímos, investimos e nos esforçámos para ter. Desfazem-se casas. Vendem-se recordações. Dos outros, porque para nós pouco ou nada significam. Distraímo-nos no que achamos graça e questionamos o porquê das coisas. Folheamos livros esquecidos, conhecidos e outros dos quais nunca ouvimos falar. Perco-me nos postais e nas notícias escritas numa letra invejável onde a tinta já sumida nos envolve em mistério.

 

Canecas de outros pequenos-almoços. Frascos de bolos escondidos. Sabores únicos de infâncias distantes. Quadros adquiridos aquando de viagens desejadas. Recordações de locais recônditos. Retalhos de tecidos envolventes em histórias contadas. Almofadas de sestas de alpendre. Mantas de balancés. Rabiscos guardados de épocas de virilidades. Assuntos esquecidos e assuntos proibidos.

 

Perco-me nas recordações do sótão. Local predilecto para nos escondermos. Brinco com bonecas preferidas, destapo carros arrumados, junto tachos e panelas. Viajo no tempo e ouço as nossas conversas. Recordo as combinações perfeitas, as confissões de primeiros amores e os planos de um futuro. Revoltas de proibições e contentamentos de quebras de regras.

 

Sentem-se cheiros do passado, recordam-se corridas até à cozinha. Saliva-se na recordação de biscoitos acabados de fazer. Balança-se ao som do vento. Relembram-se árvores cortadas e percebem-se fragilidades escondidas. Vontades perdidas e certezas vencidas. Curiosidades de épocas diferentes. Posturas distantes de quem nunca parecia ter tido infância. Rigidez fingida ou apenas adquirida. Fruto de uma época onde se crescia sem infância ou onde esta era uma responsabilidade. Sermos responsáveis porque somos crianças. Irónico nos dias que correm onde nem adultos assumem responsabilidades.

 

Procuro um dos dois mas não encontro semelhanças. Demasiado tempo passado. Interessante adivinhar qual dos dois será. O policia ou a dama antiga? A criada ou o engraxador? O cavaleiro ou a princesa? Impossível ter certezas. Pensando bem vive-se na mesma família e nunca chegamos a conhecer ninguém na sua essência. Quem foram? Quem gostariam de ter sido? O que pensavam na realidade numa época onde pouco era permitido pensar? Quantos desejos e segredos terão ficado por relatar? Quantas pessoas terão ficado por beijar? Quantas palavras terão ficado por dizer?

 

Equacionam-se tempos perdidos em discussões sem sentido. Revivem-se momentos de silêncio pouco aproveitados. Ciclos vividos e ciclos fechados pelo tempo. O tempo sempre o tempo. O mesmo que avança demasiado devagar quando pretendemos que avance depressa e, que acelera sempre que queremos que pare.

 

Arrependo-me vivamente de não os ter conhecido melhor. De não os ter visitado mais e de não lhes ter dado a atenção merecida. Mas é sempre assim. Perdemo-nos na nossa vida e esquecemos quem um dia fez parte dela. Adiamos repetidamente visitas porque a imagem nos assusta. Foge-se da velhice e foge-se do inevitável. Assusta-nos a pressa do tempo e a degradação do corpo. Preferimos não ver. O que não se vê atenua-se o que se vê sente-se.

 

Viro-me e digo que quero ficar com esta foto. Acenam-me com a cabeça de forma quase indiferente. Indiferentes às minhas palavras e indiferentes aos significados. Desconfio até que não me ouviram perdidos nos assuntos práticos. Sempre os assuntos práticos.

 

Olho novamente a foto e decido-me a viver. Decido-me a ser apenas eu no que quero, no que sinto e o que tenho vontade de fazer. Porque um dia também alguém me vai estar a arrumar aquilo que escolhi, as fotos que tirei e o que um dia fui. E no dia em que chegar ao fim quero dizer que valeu a pena ter vivido não pelo que adquiri mas pelo que senti.

 

Prometo-me apenas viver!!!

 

Marta Leal

Inspirational Coach

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