Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou business e life coach, sou escritora, inspiradora e formadora.

Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou business e life coach, sou escritora, inspiradora e formadora.

"A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos" Montesquieu

images (15).jpg

 

Não devemos  permitir que o mundo nos impeça de ser quem somos, de lutarmos por quem queremos ou de prestar serviço ao outro da forma que nos faz sentido. É verdade que vivemos num mundo injusto e em desequilibro mas isso não serve de desculpa para que o aceitemos como um facto consumado. Viver num mundo em que uns se acham donos dos outros ou superiores aos outros não implica que devemos baixar os braços em jeito de aceitação e de resignação. As mulheres votam porque alguém se levantou e agiu. Os negros foram libertados da escravidão porque a luta se iniciou. Os animais tem direitos porque alguns não desistiram. Gandhy, Madre Teresa, Malala são todos exemplos de pessoas que se recusaram ao conformismo e a viver no medo.

 

Desde  cedo que aprendi que devemos proteger os mais fracos e estar do lado dos que têm razão, sejam eles quem forem. Desde muito cedo que coloquei sempre isso em prática o que, devo confessar, nem sempre foi muito bem entendido. Desde cedo que a injustiça me incomoda seja ela pela razão que for. Desde cedo que o encolher de ombros, o assobiar para o lado ou mesmo o "não é nada comigo" não me faz sentido nenhum.Porque sei que temos o coração do tamanho que nos permitirmos ter. Porque  sei que corações grandes podem limpar lágrimas e conceber sorrisos.

 

Viver no medo de não me poder manifestar perante a injustiça não é para mim . Viver condicionada ao politicamente correto também não! Hoje ao receber uma mensagem da filha mais nova a dizer que têm orgulho em mim fez-me, para além de ficar de lagrimita no olho, perceber que quando fazemos com amor o resultado que temos é amor.

 

Cá por casa o mais que tudo queixa-se que a cadela ladra, a filha mais nova anda pelo país de férias com o pai, o filho mais velho continua por cá e a filha do meio já faz as malas para uma semana longe da familia. A cadela de facto ladra que se farta e rosna como não existisse amanhã nos intervalos pega-se com o gato mais velho e persegue furiosamente a gata mais nova.  E, enquanto lá fora o mundo enlouquece procuramos que cá dentro a sanidade permaneça.

 

Eu? Continuo assim, muito mãe muito mulher e sobretudo eu mesma.

 

Estamos a ensinar os nosso filhos a odiar quando era suposto ensinarmos a amar

decep_o.jpg

 

 

E quando dou por isso os dias passam sem que a escrita se solte. As palavras saltitam de pensamento em pensamento, as histórias criam-se á velocidade luz mas o cansaço  faz com que não nasçam. Concebem-se mas ficam á procura do momento para que possam nascer. Ficam as histórias e ficam também todos as ideias que quero colocar em prática. Ficam umas e perdem-se outras.

 

Perdem-se as ideias mas não se perdem vontades. Vontade de fazer diferente e de fazer a diferença. Confunde-me um mundo onde nos tratamos tão mal e nos sentimos superiores uns aos outros. Confunde-me um mundo onde nos sentimos no direito de atacar, julgar e mesmo matar o outro apenas porque sim. Ficamos chocados com o que se passa pelo mundo, insurgimos-nos contra as barbaridades, os massacres e a forma como o mundo está. Gritamos palavras de ordem e choramos lágrimas de emoção e logo a seguir criticamos a vizinha, gozamos com o amigo do filho, "asneiramos" porque o nosso clube foi roubado, ou porque tivemos um furo e não percebemos que estamos a ser iguais a todos os outros. Criticamos a cor, a raça, a orientação sexual, o género e logo a seguir não entendemos porque se matam pessoas na Siria, ou se usam mulheres como armas de guerra. 

 

Estamos a ensinar os nosso filhos a odiar quando era suposto ensinarmos a amar. Estamos a formatar quando devíamos permitir que se criassem. Estamos a ensinar aos nossos filhas a inércia e a acomodação quando lhes devíamos ensinar a acção e a procura. O mundo só muda se nos mudarmos a nós e se permitirmos, aos que se seguem,   serem aquilo que querem ser.

 

Pessoas realizadas são pessoas felizes e pessoas felizes não têm vontade de atacar, pessoas felizes têm vontade de abraçar!!!

 

 

Fazer por fazer não me faz sentido

content_portacolorida_bimbon05.jpg

 

Seguir sonhos mistura-se muitas vezes com deixarmos para trás certezas. Não acontece sempre mas acontece na maioria das vezes. Até porque avançar para alguma coisa implica sempre deixar outra. O que, na maioria dos casos,  nos impede de seguir em frente é termos medo de deixar. No próximo dia 31 de Agosto termino um ciclo para começar outro totalmente diferente. A partir de 1 de Setembro sigo rumo ao que me faz vibrar, que me motiva e que me inspira diariamente.

 

Fazer por fazer não me faz sentido. Fazer por fazer é como beber café morno e comer torradas frias. Fazer por fazer é como acordares durante a noite porque estás com frio ou como secar a roupa no corpo depois de apanhares uma grande chuvada. Fazer por fazer é demasiado insonso para quem gosta de uma vida temperada. Demasiado incongruente para quem se rege pela congruência.

 

Apoiam-me alguns e duvidam outros. Fantástico como histórias de desgraças emergem quando decides fazer diferente. Esquecem-se todos os relatos de vitórias e abraçam-se os relatos de derrotas. Somos muito fado, somos demasiado fado!

 

Eu? Continuo assim, muito mãe muito mulher e sobretudo eu mesma.

 

O amor e o sarampo!

images (1).jpg

 

Comparar o amor ao sarampo será quase uma acto de insanidade para alguns e de curiosidade para outros. Comparar aquilo que queremos evitar com aquilo que ansiamos para nós pode ser considerado  loucura. Mas será mesmo loucura? Será que ansiamos mesmo por amor? Será que quando amamos estamos a amar de verdade ou estamos à procura de algo que se nos satisfaça mediante um sem número de regras? Será que desvirtuámos o amor de Camões e de Shakespeare? Será que somos dignos de todas as palavras que já foram ditas e escritas sobre amor? Será que toda a aldeia global que pretendia aproximar-nos nos afasta cada vez mais de quem somos?

 

Acredito que o amor é como o sarampo,  viral, infeccioso, transmissível e muito comum na infância. Amar contagia e partilhar o amor também. Todos os actos de amor têm uma tendência a colocar o comum dos mortais a suspirar e a ficar de lagrimita no olho. E quando falo de amor não me refiro apenas e somente ao amor carnal refiro-me ao amor que temos pelo outro. Todo o acto de amor move montanhas, incendeia e comove. Pessoas recheadas de amor são pessoas que saem de casa em prol do outro, que se movem para um todo independentemente de serem singulares. 

 

 

O amor faz-nos viver no colectivo, num eu que se identifica num ele, num nós que se identifica no eles! Ama e faz com que o teu amor se torne contagiante! Ama e age de acordo com esse amor. 

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher, muito eu mesma!

Ter dinheiro não faz de nós más pessoas

images.jpg

 

 

Ter dinheiro não faz de nós más pessoas. O que faz de nós más pessoas são os valores, a forma como nos comportamos e o modo como tratamos o outro. O que faz de nós más pessoas não é o excesso de dinheiro mas a falta de escrúpulos, princípios e de respeito pelo outro. Ter dinheiro não significa que és mau significa apenas que podes viver com dignidade e como mereces. Ter dinheiro significa que podes ajudar o outro, que podes deixar sorrisos em quem já perdeu a esperança e que podes fazer a diferença na vida de quem já pensa não a ter. Ter dinheiro significa apenas que tens dinheiro.

 

A maioria de nós acorda cedo e arrasta-se para um emprego que não gosta mas de que precisa. A maioria de nós faz o que não ama com vista a um objectivo final traduzido em euros que em muitos casos não dão para mais nada que não seja pagar contas. A maioria de nós lamenta-se pela falta de dinheiro e mesmo assim são muitos aqueles que insistem em deixar bem claro que não gostam dele. Incongruente e esclarecedor do quanto as nossas crenças nos impedem de chegar onde queremos chegar. Portanto, faz-te à vida! Deixa-te de coisas e vai à procura daquilo que sabes que mereces.

 

Cá por casa D. Diva refilou a noite toda num vai e vem constante entre o quarto e a cozinha. Ao que parece os sons da noite não lhe agradaram e resolveu defender-nos com um latido persistente e irritante. Perdi a conta às vezes em que acordei e que me levantei da cama. Os gatos olhavam-na incrédulos e ensonados, o filho vegan não deu por nada a filha do meio diz que ouviu lá muito longe e a filha mais nova foi a única solidária comigo.

 

Cá por casa temos a certeza que o nosso mundo podia ser mais calmo se fosse ausente de latidos e miados mas cá por casa também temos a certeza que seria muito mas muito mais pobre.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher, muito eu mesma!

De que vale o amor se não amares a sério?

images (4).jpg

 

A próxima vez que te apaixonares ama a sério.  De que vale o amor se não amares a sério? De que vale uma relação se não for de entrega total? De que vale o amor se não acreditas nele? De que vale o amor se tens de te proteger? E atenção amar a sério não significa seres sério no amor. Seriedade e amor não combinam tal como não combinam medo e amor. Amar a sério é entregares-te no todo. Rires e derreteres- te com aquilo que te dizem. E quando falo em derreter é mesmo derreter. Choramingar na primeira surpresa ou, se for caso disso, chorar. Chorar com todas as lágrimas que tiveres para festejar a emoção.  Permitires-te amar apenas porque sim. Entrega-te e sê feliz.

 

Cheira o teu corpo quando ainda existir a hipóteses de teres o cheiro do outro. Anda pela rua como se flutuasses e suspira sempre que olhas para mensagens que dizem ter saudades tuas. Recorda a vontade e conta todos os segundos que falta para estarem juntos. Canta canções de amor por muito pirosas que te possam parecer e escreve poemas de amor mesmo que nunca o tenhas feito. Declara-te a cada segundo sem medos e sem senãos. 

 

Apaixona-te pelo sorriso, pela vontade, pela voz, e por aquele tique que tem quando fala. Apaixona-te por tudo o que te fizer sentido apaixonar. Despe-te de medidas, de comparações ou de medos. Vive o que tens de viver e esquece o que poderá ser vivido. A próxima vez que te apaixonares lembra-te de aproveitares cada segundo de paixão e de sorrisos. Descomplica o que não é complicado e deixa de controlar o que não é controlável. Vive aquilo que vos une e afasta-te do que pode provocar desunião.

 

Amar vai muito além do racional. Amar é estar perto um do outro mesmo que em silêncio, é partilhar momentos e ausências, é sorrir perante um disparate e percorrer quilómetros para um abraço.  Amar é adormecerem juntos no sofá, tomarem o pequeno almoço juntos e perderem-se tanto no toque como nas palavras. 

 

Amar é andarmos de mãos dadas com a autenticidade e a transparência e sorrirmos por tudo e por nada. Isso sim é amar! Por isso lembra-te a próxima vez que te apaixonares ama a sério!

 

Os Mete Medo

images (3).jpg

 

Acredito que nascemos para ser felizes e realizarmos sonhos, acredito que a vida só faz sentido se vivermos atentos em vez de vivermos alheados. Acredito que devemos e temos a obrigação de ser felizes. Independentemente do que para cada um de nós seja ser feliz. Em vez disso cumprimos horários, seguimos regras sociais e impedimo-nos de ser quem somos. Acontece que nos impedimos mais pelos outros do que por nós. Queremos fazer diferente mas damos ouvidos aos que nos rodeiam e que, muitas vezes, na tentativa de nos proteger nos impedem de prosseguir.

 

Estes são os mete medo.  Os mete medo são todos aqueles que nos avisam de perigos possíveis e imaginários. Aqueles que nos assustam e que nos fazem questionar sobre se estamos a fazer o que é mais certo. Aqueles que nos retiram qualquer certeza e derrubam qualquer sonho. Chamo-lhes Mete Medo mas podia-lhes chamar Mata Sonhos. Nem todos os Mete medos nos querem mal,  acredito mesmo que, na maioria dos casos,  nos querem proteger. Acontece que  na ânsia da proteção, corremos o riso de nos aniquilar, questionar e desistir.  Se tens um sonho avança. Cria um plano e segue-o. Tu, apenas tu!

 

Cá por casa continuamos com o entra e sai característico do verão. Entram uns e saem outros tantos. Diria até que é desafiante coordenarmos horários, vontades, gostos e preguiças. As lâmpadas do corredor foram-se fundindo uma a uma e a Dona Diva continua-me a destruir-me a cama. A frase de que ter um cão é completamente diferente de ter um gato não me sai da cabeça e contrariamente ao que ouço dizer a outros o trabalho aperta tanto que tive de adiar as férias.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher, muito eu mesma!

Bater com a porta

 

 

download (1).jpg

 

Bater com a porta tem para mim um efeito definitivo. Demasiado definitivo. Diria até, que os bateres de porta violentos têm em mim um efeito devastador.  Não gosto do ruído que fica quando uma porta se fecha de forma violenta. Prefiro fechar portas de forma suave e delicada. Não fosse eu uma pessoa sensível aos sons fortes e aos ruídos de fundo.

 

Acredito que na dança na vida não escolhemos os pares que se cruzam connosco. Escolhemos sim aqueles com quem aceitamos dançar. Mas atenção que aquele que hoje nos conduz elegantemente,  amanhã pode ser quem nos pisa os pés e aquele que é desajeitado a dançar hoje poderá ser o elegante de amanhã.

 

Fecha as portas que tens de fechar mas fecha bem devagarinho!

 

 

O mundo move-se entre o dar e o receber.

odxEDdi.jpg

Sou mãe de três. Sou mãe dos filhos mais especiais do mundo apenas porque são meus filhos. Neste momento, os caros leitores estarão a pensar exatamente o mesmo em relação aos vossos filhos. Os nossos filhos são sempre especiais. Queremos que sejam felizes, que sejam aceites, que façam a escolhas certas e que tenham sucesso na vida.

 

Temos dúvidas e temos medos mas é importante que os deixemos voar, crescer, fazer aprendizagens e aprender com eles. Sim,  porque partir do pressuposto que só nós é que ensinamos é totalmente errado. Aprender com os filhos é uma benesse á qual poucos se permitem. Permitirmo-nos ouvir pela voz deles e ver pelos olhos deles tem efeitos que poucos sentem ou se permitem sentir.

 

Acredito mesmo que o desafio não está nas horas de sono perdidas, nas viagens de levar e trazer, nas casas cheias de amigos, nas birras, nos nãos, nas doenças e nas pernas partidas. Acredito que o maior desafio está em aceitarmos que não são nossos, que tem vontades próprias e que um dia vão voar. Acredito que o maior desafio é perceber que têm vontade própria, que sabem o que querem e que têm direito a serem diferentes daquilo que sonhamos para eles. Sim. Nós, os pais, temos a mania de sonhar para eles quando lhes devíamos perguntar quais são os sonhos que os movem.

 

Cá por casa o ninho está completo. Ora bem, temos a  filha do cabelo rosa acompanhada da amiga, a filha do meio, o filho mais velho, a cadela que entretanto teve uma gravidez psicológica, o gato, a gata, euzinha e o mais que tudo. Temos os sorrisos os entra e sais e a desorganização organizada muito presente em famílias numerosas.  Temos, sobretudo, muito amor para dar e receber. Sim, porque o mundo move-se entre o dar e o receber.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher, muito eu mesma!

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mensagens

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D