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Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou business e life coach, sou escritora, inspiradora e formadora.

Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou business e life coach, sou escritora, inspiradora e formadora.

Esta coisa do tempo passar rápido é mesmo verdade

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Esta coisa do tempo passar rápido é mesmo verdade. Eu até começo a acreditar que as semanas têm menos um ou dois dias e ninguém nos avisou. Gerir o tempo é das tarefas mais simples e também mais difíceis na vida de cada um de nós, na maioria dos casos convencemo-nos de que não temos tempo e nem reparamos que nos dispersamos diariamente tanto que nos esquecemos do que realmente nos propusemos fazer ou mesmo dos objectivos que nos propusemos a atingir. 

 

E no final o que importa é que tomas as tuas decisões e as assumas perante ti e só depois, se te apetecer,  perante os outros. O que importa dizeres que vais fazer se perante ti não o assumes? de que importa dizeres que é hoje,  que não passa de hoje se depois te esqueces do que decidiste ou afirmaste? Antes de tomares uma decisão pensa se a vais conseguir levar á frente, organiza-te, planeia e depois entra em acção. 

 

Cá por casa os ânimos começam a serenar e aos poucos as peças começam-se a ajustar no puzzle. O mais que tudo já está mais convencido com a presença da cadela.  Dona Diva foi á tosquia e ficou irreconhecível desapareceu o Teddy Bear e fiquei com uma Suricata. Acordar durante a noite tornou-se um ritual que só me faz lembrar o tempo em que os miudos eram pequenos. Á sinfonia dos gatos juntaram-se os latidos da cadela e os resmungos do mais que tudo. Imperdível este amanhecer numa casa que tem tendência a tudo menos sossegar. O que também é imperdivel é caminhar com ar desgrenhado e saco com caca na mão pelas ruas da minha vila enquanto me desvio das cacas que outros donos se recusaram a apanhar.

 

Cá por casa continuo assim muito mãe, muito mulher, muito eu mesma!

 

 

Há coisas que não me interessam mesmo nada

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A mim não me interessa nada se o meu vizinho tem um namorado ou uma namorada. Se a minha vizinha tem vários namorados ao mesmo tempo e sai todas as noites comum diferente. Também não me interessa as vezes que o amigo trocou de carro, ou as roupas que usa. Não me interessa porque simplesmente não tenho nada a ver com isso. O que os outros são e fazem diz-lhes respeito a eles e a mim só me cabe respeitá-los na semelhança mas especialmente na diferença. Começa-me a interessar quando a liberdade de um incomoda a liberdade do outro. Começa a interessar-me quando uns se sentem superior aos outros e sentem a legitimidade de os apontar, maltratar, humilhar e julgar.

 

Há uns tempos enquanto falava com outra mãe á porta da escola das minhas filhas apercebi-me de que dois miúdos batiam numa miúda. A cena passava-se á porta da escola com muita gente a passar e ninguém se meteu. Eu interrompi  a conversa, saí disparada, mandei dois berros aos miúdos - que se engasgaram tal foi o susto que apanharam - e acabei com aquilo naquele momento. Voltei para a conversa e a mãe com quem eu estava conversar disse-me "sabe ás vezes é complicado metermo-nos". Para mim é complicado não me meter, para mim é muito complicado viver numa sociedade onde também os adultos assobiam para o lado e onde a impunidade é uma realidade.

 

Claro que isto leva-nos á noticia dos últimos dias e eu sei que já muita tinta correu e muito se teclou sobre as agressões da Figueira da Foz. Confesso que não vi o vídeo. Recuso-me a ver aquilo que me dá volta ao estômago e que vai contra todos os meus valores de topo. Recuso-me a assistir a actos de maldade gratuita e de violência. E, para mim meus caros, é tão culpado quem agride, como quem filma ou quem permite que aconteça. No entanto, estes miúdos são o reflexo de uma sociedade que critica, aponta, ameaça e agride. Estes miúdos são o reflexo de uma sociedade que não sabe estabelecer limites e que não distingue o real e a ficção. Estes miúdos são fruto de um todo onde cada um de nós tem a sua responsabilidade porque também nós assistimos impávidos e serenos  e raramente nos manifestamos.

 

Sem qualquer tipo de raiva ou ira ou mesmo desejo de vingança espero que estes miúdos tenham um castigo suficiente que os faça aprender com o erro e a crescerem enquanto pessoas e enquanto seres humanos. Espero que estes miúdos aprendam que todos os actos tem uma consequência e que existem umas mais graves que outras. Espero que o castigo deles sirva para impedir acções iguais e, por outro lado, que dê coragem a outros para denunciarem situações idênticas. Espero que o castigo deles nos faça,  a nós pais, estarmos mais atentos sejam os nossos filhos agressores ou agredidos.

 

Cá por casa o universo resolveu dar-nos descanso e trazer-nos um mundo de coisas muito boas. Os desafios em larga escala parece que sossegaram e as boas noticias começam a chegar em catadupa.A minha cadela mais parece um teddy bear e o desafio é manter aquele pêlo todo penteado. A Dona Diva e o Senhor Skitty continuam a medir forças e a insistir em comer do prato um do outro. O mais que tudo parece um top model tal foram os quilos que emagreceu, as propostas para projectos tem crescido e a agenda continua a queixar-se que está muito cheia. Há momentos em que me apetece dormir mais ou refastelar-me no sofá. Saudades de dormir uma sesta, muitas saudades de dormir uma sesta. 

 

 

Eu? continuo assim , muito mãe, muito mulher, muito eu mesma.

Porque um pouco de mau feitio nunca fez mal a ninguém

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Usual cruzarmo-nos com aqueles que se escondem por detrás de um estado supremo de sabedoria e certezas absolutas. Parte-se do principio que só passa confiança quem nunca erra e quem nunca mas nunca volta com a palavra atrás. Se algum dia me ouvirem dizer isso dêem-me com uma martelada ou façam um exorcismo porque algo tomou conta de mim. Cá por casa acredito que passa confiança quem se assume num misto de virtudes e defeitos, erros e conquistas, lágrimas e sorrisos. Cá por casa acredito que na minha profissão é totalmente promiscuo assumir uma inexistente mais que perfeição. Até porque como posso ajudar alguém a ser se eu não o consigo fazer?

 

A isto chamo assumir responsabilidade sobre quem somos independentemente de quem gostariámos de ser. Assumires-te no que és vai-te ajudar a a chegar a quem queres ser, sabias?

 

Desde que a nova quatro patas veio cá para casa sinto que tive mais um filho daqueles que dão más noites. E antes que se levantem as vozes dos que não vão concordar que eu compare os filhos á cadela eu passo a explicar. As primeiras noites foram de ganidos, as ultimas de latidos. Ao que consta a senhora dona Diva vai pela calada da noite tentar comer o alimento pertencente aos gatos. Eles, os gatos, muito habituados a pouca partilha encurralam-na enquanto ela, sem grandes armas para usar, se defende com um latido estridente que se propaga por todo o apartamento. A dinâmica das saídas á rua está instalada e só o mais que tudo, agora conhecido como não dono, que se recusa a ser dono da cadela é que não entra na equação. 

 

Porque eu continuo assim muito mãe, muito mulher, mas sobretudo muito eu mesma!

Há momentos da nossa vida em que parece que os acontecimentos menos bons esperam todos para nos atacar

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Há momentos da nossa vida em que parece  que os acontecimentos menos bons esperam todos para nos atacar. Cá por casa os últimos dois meses têm sido uma sucessão de acontecimentos que fariam tirar a paciência a um santo ou então se eu fosse dada a crenças desse tipo pareceria que isto é fruto de bruxaria ou de uma qualquer maldição. Valeram-me a família, a resiliência, a persistência e a certeza de que a vida é feita de altos e baixos e isso não consegues controlar. A única coisa que consegues fazer é a forma como respondes a esses acontecimentos externos. 

 

Cá por casa sinto-me de lagrimita no olho sempre que penso na família que somos e na energia que temos. Depois do que aconteceu à Easter decidimos olhar em frente e adoptarmos a Diva. Não com o objectivo de substituição mas apenas como preenchimento de um vazio que ficou. Pensei que ia adoptar um cão e adoptei uma ovelha que aquilo é pêlo por todo o lado. O gato mais velho ainda anda na dança do poder, a gata mais nova observa-a desconfiada e a senhora dona Diva ladra muito mas foge ao primeiro fuuuuuuuuuu. A miúda trouxe com ela o nome - que em conselho familiar decidimos manter - e todo um enxoval de meter inveja a qualquer uma. Ele são roupas, cremes, perfumes, cestos, brinquedos e pentes, muitos pentes.

 

Entre filhos, companheiro, pais, cães, gatos, clientes e projectos desenvolve-se um dia-a-dia que mesmo em momentos desafiantes me fazem pensar que sou sem qualquer dúvida uma mulher de sorte.

 

Porque eu continuo assim muito mãe, muito mulher, mas sobretudo muito eu mesma!

 

 

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