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Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou terapeuta de desenvolvimento pessoal, sou escritora, inspiradora e formadora

Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou terapeuta de desenvolvimento pessoal, sou escritora, inspiradora e formadora

Até Sempre Easter!

 

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É mais do que conhecido que sou uma mulher de emoções embora muitas vezes num dia-a-dia que me exige firmeza e racionalidade tenha dúvidas sobre isso. Dúvidas momentâneas mas dúvidas. Depois percebo que são defesas são apenas defesas criadas por uma rotina onde escolhemos não nos envolver em tudo o que nos rodeia.

 

Estou triste. estou muito triste e por muita técnica que tenha hoje não me apetece usar nenhuma. Não me apetece segurar as lágrimas que insistem correr-me pela cara nem me apetece esconder a tristeza que sinto. Tenho o direito de chorar a perda da minha cadela e tenho o direito de vivenciar a emoção que o vazio me provoca. Todas as decisões que tomo envolvem compromisso e a decisão de termos acolhido a Easter não foi excepção. Quando decidimos ter um cão decidimos pelo que nos pareceu melhor e pelo que nos fez mais sentido. A Easter escolheu-nos a nós e nós aceitámos a escolha. Neste processo ouvi de tudo desde que era louca em gastar tanto dinheiro com uma cadela, que devia mandar abatê-la ou que devia devolvê-la onde a fui buscar. Chocou-me a forma como algumas pessoas encaram os animais chocou-me a forma como nos descartamos facilmente daqueles por quem escolhemos responsabilizarmo-nos.

 

Entre as entradas e saídas da clínica veterinária existiram lambidelas, risos, latidos e mimo muito mimo. E, tivemos sobretudo esperança, muita esperança. Infelizmente a Easter não sobreviveu e o nosso mundo ficou mais pobre.

 

Até sempre Easter contigo levas um bocadinho de nós!

Assusta-nos que as máquinas tomem conta do homem

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O mundo muda, a espécie evolui, e o que ontem era, hoje deixa de ser. Isto aplica-se, quer a conclusões científicas, quer a modos de vida. Resistimos à mudança e, por vezes, resistimos a ser quem somos, porque o mundo dita a regra. São modas, são apenas modas dirão uns. Eu acredito que sejam fruto da evolução de uma sociedade apressada, demasiado apressada.Procura-se a mudança e procura-se a diferença, correndo-se o risco de nos voltarmos a tornar todos iguais. Seguimos o todo, e esquecemo-nos de seguir o particular que tanto nos caracteriza. Estereotipamos, em nome de uma singularidade que pouco tem de singular. Aceitamos, sem aceitar, até porque temos dificuldade em aceitarmo-nos.

 

Estou farta da desumanização e da falta de emoção. Gosto de pessoas que choram, que se sentem tristes, que tem frustrações e que as assumem. Gosto dos que caem e se levantam, gosto dos que riem alto e dos que se assumem no erro.

 

Assusta-nos o futuro. Assusta-nos que as máquinas tomem conta do homem. Que a humanidade se perca entre porcas, parafusos e peças soldadas que ganhem vida e destruam o ser humano. Escrevem-se livros e rodam-se filmes que são sucesso de bilheteira sobre um mundo comandado por lata desumana mas inteligente.  Temos medo daquilo que o mundo se tornará e não percebemos aquilo em que o mundo se tornou. Tememos robots pensadores e não damos conta que já vivemos rodeados deles. Tememos robots quando o nosso pior inimigo somos nós mesmos. E enquanto continuamos acomodados no cantinho do nosso sossego permitimos, com o nosso silêncio e com a nossa passividade, que a desumanização aconteça.

 

O que também aconteceu  foi que a Easter voltou para casa após uns dias de internamento. Depois de ver a conta juntei-me ao grupo dos que defende que as despesas com os animais domésticos deviam fazer parte das despesas a declarar no IRS. Ainda em convalescença parece-me que a miúda desta já se safou. Safou-se da doença mas não se anda a safar do "bulling" que o gato lá de casa lhe anda a fazer, de vez enquanto lá vai ele de pata levantada dar-lhe uma palmada para a avisar que quem manda ali é ele. 

 

Eu? continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo muito eu mesma.

 

 

 

Gosto da forma como as coisas se desenrolam quando nos atrevemos a ser

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Sempre que tenho uma ideia ponho-a em acção seja na totalidade seja em parte. Acredito que guardar as nossas ideias/sonhos na cabeça não só poderá ser sintoma de insanidade como também um acto de puro egoísmo. As ideias que não saem da cabeça não têm qualquer hipótese de crescer. Não colocar boas ideias em acção significa impedir os outros de usufruir delas, o que em alguns casos devia ser punido com multa. Reflexões à parte a verdade é que todos os dias trabalho com pessoas fantásticas com ideias fantásticas que se impedem de avançar por medo, sempre o medo. 

 

Depois do universo ter resolvido andar a brincar comigo a verdade é que as peças voltam a encaixar-se. Acontece sempre. Mais tarde ou mais cedo tudo se encaixa. A maioria das vezes não gostamos é de esperar. O esquentador velho faleceu e em lugar dele apareceu um lindo cheio de particularidades novas.  Os vasos foram retirados da janela para não cair mais nada na rua e a Easter volta hoje para casa depois de uns dias internada.  Perceber que esta ultima parte vale muito mais que o todo faz-me sorrir .

 

O que também me tem feito sorrir é a forma como continua tudo a um ritmo alucinante entre consultas, formações, escrita e projectos a iniciar. Gosto. Gosto da forma como as coisas se desenrolam quando nos atrevemos a ser.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher e muito eu mesma!

Estamos tristes!

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Tomar decisões e assumi-las é das maiores dificuldades que encontro nas pessoas com que trabalho. Quando corre tudo bem é fantástico quando começa a correr mal não devia ter escolhido assim. Perceber que nem sempre se ganha e nem sempre se perde é atributo daqueles que se atrevem a viver. Perceber que aquilo que considero uma má escolha pode levar-me para um caminho de vitória faz toda a diferença .

 

Cá por casa estamos apreensivos e existe uma nuvem negra a pairar no ar. A Easter está internada com diagnóstico reservado. A angustia e a preocupação tomou conta dos habitantes de uma casa onde as risadas são muito mais frequentes que as lágrimas e onde os abraços ganham em pontos ás discussões. Perceber que existem os que nunca nos conquistam e aqueles que nos conquistam em segundos faz-me sentir mais humana muito mais humana. Estamos tristes sim senhora e aceitar a tristeza faz parte de uma forma de estar muito minha, muito nossa.

 

Eu? continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo muito eu mesma!

A Easter está doente

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Por vezes tenho a sensação que o facto de me treinar para não me envolver emocionalmente nos desafios dos outros me tornou uma pessoa mais dura e mais mental perante determinadas situações. Sei que a técnica é necessária e que na profissão que desempenho ou é assim ou não consigo ser profissional. Sei que se me deixar envolver vou deixar de fazer um bom trabalho, sei que se tomar minha a dor do outro não consigo ajudar.

 

E depois lá vem  o universo apresentar-me desafios que me fazem perceber que o coração pula e as lágrimas saltam. Existem aqueles momentos em que o chão, mesmo que por segundos, desaparece debaixo dos nossos pés. Parece que a nova habitante lá de casa está doente e que pode ser parvovirose. Parece que a nossa miúda corre riscos e que vai ter de estar sobre vigilância nos próximos dias.  Eu sei que se depender de nós a Easter vai ter o melhor tratamento do mundo e ultrapassar esta situação. Eu sei que se ela nos escolheu é porque estamos á altura do desafio. O que eu não sabia é que ela já me tinha conquistado desta forma!

 

Eu? continuo assim muito mãe, muito mulher ma sobretudo eu mesma.

A piada está quando te permites reflectir e chegar a determinadas reflexões

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O trabalho é mais que muito e as solicitações não param de chegar. Quando gostamos de várias coisas a tentação é grande. Aos objectivos definidos acrescentam-se solicitações diversas e outras propostas. Gerir a minha agenda já começa a ser desafiante e eu sei que mais tarde ou mais cedo as decisões têm de ser tomadas.Por falar em decisões nos últimos dias tenho reflectido sobre algumas que tomei e chego á conclusão que envolvo muito poucos no momento de reflexão, ou melhor, dizendo envolvo quase ninguém nas decisões. Pronto tenho dito!

 

O novo esquentador chega amanhã e eu devo dizer que não sei se ando mais cansada de tomar banho de alguidar se de limpar xixis e cocós.  O meu chão nunca foi tão lavado e hoje vamos de malas e bagagens assaltar o chuveiro da mãe. A falta de mão de obra especializada neste país é algo que me continua a transcender mas tenho de pensar que com isto tudo a poupança em água e gás é mais que muita.

 

O gato mais velho sempre que pode dá uma patada na pequena e ela gane como se tivesse sido atacada por uma matilha.  Acredito que a ciumeira esteja na base do ataque e se retirarmos da dinâmica da esfregona a chegada da Easter é aquilo que eu chamo de uma lufada de ar fresco num contexto que se estava a tornar sereno, demasiado sereno

 

Eu? Continuo assim muito mãe muito mulher, muito eu mesma.

Nem sempre o que dizemos é aquilo que os outros ouvem

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Nem sempre o que dizemos é aquilo que os outros ouvem nem sempre aquilo que escrevemos é aquilo que os outros entendem. A interpretação que damos ás coisas está relacionado com o nosso sentir, com a nossa vivência e com o nosso estado emocional nesse preciso momento. A interpretação que o outro deu quando escreveu ou disse está relacionado com o sentir dele, a vivencia dele e o estado emocional dele. Esclarecer, compreender, pedir desculpas evita conflito. Assumir palavras é tão importante como assumir acções.

 

Definir objectivos e definir prazos para os cumprir é meio caminho andado para que te motives, inspires e entres em acção. Perceber que cumprir aquilo que defines para a tua vida só depende de ti é uma certeza. Nos últimos dias a única coisa que anseio é poder tomar um banho com espuma ou sem espuma que o desespero já é grande. O esquentador novo está a chegar e espero que traga com ele alguém que o coloque a funcionar. O mais que tudo insiste que não é dono da cadela mas a fulaninha não o larga, as miúdas tem gerido a atenção e acção de limpeza. Os tapetes foram abolidos e a composição entre o balde e a esfregona passou a fazer parte integrante da decoração.

 

Eu? Continuo assim, muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

Maria Eulália das Neves

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Ouvi a sua voz estridente e não pude deixar de olhar. Sempre que a ouça há qualquer coisa que me confunde. Ou como diria uma das minhas avós, muito conhecedora do comportamento humano, sempre que a ouço há qualquer coisa que não bate certo. Não está relacionado com o que diz está relacionado com uma simples soma de parcelas: as palavras e os sentires. E é-me tão fácil sentir as pessoas.

 

Chama-se Maria e bamboleia-se por entre a vida pouco consciente de quem é. Passa entre as gotas da chuva no que diz respeito a responsabilidades e salta para a luz da ribalta quando o tema é aparecer. Redobra-se em afirmações feitas e palavras caras que se lhe perguntarem o que significam dificilmente saberá responder. Imita comportamentos, gestos e estares não sabendo que a essência está no seu ser. Mas como poderia Maria saber isso se algures no tempo se perdeu de si?

 

Dengosa! Caminhou pela vida sempre dengosa tirando proveito de um corpo e de uma cara que com o tempo foram envelhecendo. Dos saberes ficaram-lhe ideias que ouviu aqui e ali e que se convenceu serem suas. Debita seriamente palavras incoerentes. Do ser perdeu-se e não sabe que se perdeu. Baralha-se a si e aos outros que sabem sem saber e que sentem sem perceber que o fazem.

 

Fundiu-se na máscara que agarrou para viver ou para sobreviver. Não sei razões nem pretendo saber. Só sei que somos muitos a fundirmo-nos numa máscara que não é nossa. Esquecemo-nos de quem somos e perdemo-nos de quem gostaríamos de ter sido. Entristece-me ver os que se perdem deles próprios, entristece-me ver os que não sabem quem são.

 

Lá vem ela a Maria Eulália das Neves de seu nome. Ruidosa no debitar de certezas absolutas que transpiram a insegurança. Problemática na interpretação do que lhe dizem. Não sabe que muitas vezes o que os outros dizem não é aquilo que nós ouvimos. Os anos passaram e os atributos foram ficando cada vez menos visíveis. Isola-se num mundo de fantasia onde o ser se perdeu do estar e onde o estar por si só deixou de bastar.

É a alma meus caros, é a alma

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O facto de ter tido um filho não significa por si só que sou uma mãe. O facto de eu ter tirado um curso de piano não faz de mim uma pianista. O facto de ter uma licenciatura em gestão não faz de mim um gestor. Quando temos de gritar aos sete ventos a função que temos falta-nos ser e sobra-nos parecer. Conheço excelentes motivadores que não conhecem a palavra motivação e ao longo da vida conheci imensos coach que não sabem que o são. Não são os títulos ou as formações que fazem de nós quem somos, é a alma meus caros, é a alma. 

 

Ter um cão é bem diferente de ter um gato. "Olha a novidade" dirão alguns de vós mas cá por casa a minha experiencia resume-se a gatos. Nunca tinha tido um cão ou mais especificamente uma cadela. Também não tinha ideia que um ser tão pequeno fizesse tanto coco e tanto xixi. Nunca o meu chão foi tão lavado nem nunca a esfregona foi tão usada. Os gatos estão prestes a ter um esgotamento nervoso e a pequena já levou mais algumas pantufadas. Acabou-se a pasmaceira e renovam-se energias estava tudo muito sossegado aliás demasiado sossegado.

 

Quem sossegou de vez foi o esquentador. Há dois dias que se finou e não há nada que o reanime. O mais que tudo anda calmíssimo perante tal acontecimento e eu até ando desconfiada que ele anda a tomar calmantes ou nos fumos. A cantoria enquanto aquece a água e se movimenta entre os alguidares deixa-me estupefacta. O filho mais velho pirou-se para a capital, a filha do meio tem rosnado mais que a Easter e a filha mais nova tem oportunidade de usar a frase que mais gosta "É-me indiferente".  Eu, hoje,  enquanto me caia á água fria pelos longos cabelos sedosos e depois de por um instante me ter perguntado porque raio não tinha cabelo curto decidi "vou comprar um esquentador novo". E é assim meus caros coach que é coach quando toma uma decisão entra em acção.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher, muito eu mesma!

Perceber o mundo pelos olhos dos outros é tarefa difícil


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Perceber o mundo pelos olhos dos outros é tarefa difícil mas não impossível. Perceber o outro pelos olhos dele também. Acredito que o mundo seria muito mais pacifico se nos atrevêssemos a fazê-lo E não me estou a referir apenas a zonas de guerra ou onde existe bastante tensão. estou-me a referir a mim e a ti e porque não aos nossos vizinhos. Defendo esta tese mas não sou lírica ao ponto de dizer que está tudo bem, está tudo certo! Nem sempre está tudo bem, nem sempre está tudo certo pelo menos para nós, verdade?

 

O que também não está certo é o que tem acontecido cá por casa. O esquentador voltou a fazer greve e os alguidares, panelas e jarros entraram em acção. O hábito faz o monge e o que é interessante é que já quase ninguém resmunga. Tirando eu, claro está. Hoje rosnei, resmunguei, refilei e só me faltou vociferar palavras obscenas e pouco próprias. Termos as ferramentas não significa que nos apeteça usá-las meus caros, nem sempre nos apetece usá-las. 

 

A Easter continua a revelar-se uma cachorra calma e serena e a dinâmica mudou bastante lá por casa para nós e para os gatos que devem estar prestes a ter um esgotamento tal é o estado de alerta. 

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma!

 

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