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Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou business e life coach, sou escritora, inspiradora e formadora.

Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou business e life coach, sou escritora, inspiradora e formadora.

O mundo é composto de pensamentos, sentimentos e emoções

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Acordo todos os dias cedo e gostaria de vos dizer que acordo todos os dias cheia de energia e feliz da vida mas se o dissesse estaria a ser hipócrita e pouco verdadeira. Se há dias em que saltito noutros arrasto-me descabelada para fora da cama com pouca vontade ou mesmo sem vontade nenhum. Dou comida aos gatos que entretanto me acordaram, e coloco o café a fazer. Nesses dias tenho a sensação que o meu corpo pesa 200 quilos tal é a dificuldade que tenho em deslocar-me rumo à meditação matinal.

 

Afinal a lesão era maior que o esperado e introduz-se uma maratona de fisioterapia diária como mais uma variável numa agenda que já por si tem muito que se lhe diga. Abrir uma garrafa de água é tarefa impossível e barrar queijo no pão uma tarefa digna de constar num qualquer feito do Guinness. O que também tem muito que se lhe diga é a maternidade. Posso-vos dizer que enquanto mãe já me cansei, assustei, chorei de alegria e chorei de medo que alguma coisa pudesse acontecer. Já ralhei e já abracei. Já passei noites em claro e já passei noites descansada.Já tive todas as certezas e hoje em dia tenho sempre todas as duvidas. Acredito que não existem fórmulas mágicas porque o mundo é muito mais que uma fórmula. O mundo, meus caros, é um composto de pensamentos, sentimentos e emoções. E antes que alguns comecem a duvidar da minha sanidade mental é bom referir que tudo isto é para dizer que para mim ser mãe é uma das melhores sensações do mundo independentemente de, por vezes, existirem contrastes de acções e emoções.

 

Outra das coisas que leva as emoções ao rubro cá por casa é a marcação de férias de verão. Se não vejamos, temos-me a mim e os compromissos assumidos com consultas e formações, o meu ex,  a companheira do meu ex, o mais que tudo, a ex do mais que tudo, os concertos e os exames da filha do meio, os exames da filha mais nova, os exames e concertos do filho mais velho e os acampamentos e exames das filhas do mais que tudo.  A isto acresce o eu não gostar de férias em Agosto e a minha intolerância ás viagens de carro. Um dia destes revolto-me!

 

 

 

 

 

 

 

E então achei por bem ficar caladita !!!

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É frequente nos nossos dias  sermos pouco persistentes. Entusiasmamos-nos, avançamos, gritamos aos sete ventos que é mesmo aquilo e à primeira dificuldade desistimos. Depois voltamos-nos a entusiasmar e voltamos a repetir padrão.Quando olhamos para os que conseguem manifestamos-nos face à sorte que tem e convencemos-nos que somos filhos do azar.  Meus queridos, para conseguirem o que querem é necessário semear muito e sempre. Semear todos os dias com persistência e resiliência. 

 

A incapacidade e as dores provocadas pela lesão da mão direita deixaram-me com uma sensação de impotência e com um leve "nervoso miudinho". Sim , porque coach que é coach não se irrita tem apenas um leve "nervoso miudinho". Treinei a mão esquerda e escolhi o fisioterapeuta em detrimento do ortopedista giraço. Seguiram-se esticões, estalos, suores frios e muita dor à mistura que me deixaram com maior mobilidade e com a promessa de que amanhã fico como  nova. A uma semana dos 46 anos estive para perguntar se para alem dos tendões também me podiam esticar as ruguitas mas tendo em conta que vou voltar achei por bem ficar caladita, muito caladita.

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E existem aqueles dias em que preferia ser canhota!

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Há duas noites acordei várias vezes com dores na mão. E, atenção, que não é de uma mão qualquer é apenas e somente na mão que mais trabalha, a mão direita, entenda-se. Mas dizia eu que acordei com dores na mão e tendo em conta as horas que tenho passado a escrever nos últimos dias ou a mão entrou em greve ou lesionou-se. A ver vamos até porque ela faz-me falta, faz-me muita falta. A desenvolver as competências da mão esquerda e a escrever com dois deditos da mão direita, nada como nos adaptarmos ás circunstâncias.

 

Não deixo de  sentir um sorriso no rosto ao pensar que posso ter de visitar o ortopedista giraço da filha do meio. O mais que tudo insiste que vá antes ao fisioterapeuta da filha mais nova. Segundo ele os  fisioterapeutas percebem mais destas coisas!!!! A filha do meio mandou-me ao medico e a filha mais nova com tanta entrada e saída nem tinha dado pela lesão.

 

Cá por casa terminei com distinção o desafio de fazer um bolo em 5 dias. De facto cozinha não é comigo e se não fosse o mais que tudo acredito que não sei se a tarefa era feita com tão bons resultados! Da próxima vez vou pensar melhor antes de aceitar outro desafio culinário!

 

 

 

E enquanto os anos passam ficam cada vez mais parecidos, sempre mais parecidos.

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Saltam ao som do despertador sem precisar de saltar. Saltam, apenas por uma vontade inconsciente de se colocarem a mexer, para mais um dia onde se arrastam e se sentem as piores pessoas do mundo. Sentem-se as piores pessoas do mundo, ao mesmo tempo que acusam os outros de o ser.

 

São dois, mas neste momento poderiam ser apenas um, tal é a semelhança. Não percebem. Não têm, sequer, a noção do quanto se fundiram um no outro ao longo de uma vida. Queixam-se frequentemente do outro e não tem consciência de que se queixam apenas e somente deles próprios. Refilam, acusam-se e, no final, encolhem os ombros em sinal de resignação. Resignam-se ao que são enquanto se convencem que se estão a render ao que o outro é.

 

Arrastam-se pela casa da mesma forma como se arrastam pela vida. Corpo tolhido pela postura e ombros encolhidos em sinal de reclusão. A expressão dura alterna com a expressão zangada que tanto os caracteriza. Descontentes com a vida tornam-se descontentes com o todo que os rodeia.

 

Dias iguais sucedem-se a dias iguais. Todos os dias saem de casa juntos e todos os dias chegam a casa juntos. Há muito que as conversas nas viagens se reduziram a frases soltas que nada mais são que afirmações pontuais sobre questões práticas. A rotina instalou-se em quem não era rotineiro. “O que nós fomos e o que nós nos tornámos” diria um deles se estivesse consciente de quem é neste momento.  Mas isso não interessa nada. Atrevo-me a escrever que felizes são os que vivem no desconhecimento de quem são. Por vezes invejo os que se acomodam e que se arrastam, dá menos trabalho. Acreditem! Dá muito menos trabalho.

 

Vejo-os todos os dias ao sair de casa. Ela arrasta os pés e o saco do lixo pela entrada do prédio. Ele segue-a e, enquanto me dá os bons dias, reclama que o som dos saltos parece um tambor. Eu habituei-me a vê-los assim e a percebe-los nesta diferença de quem são, até porque são os dois um, tal foi o tempo que passaram juntos. Fazem-me sorrir, não de escárnio, mas de carinho. Fazem-me pensar o que será um sem o outro.

 

E enquanto os anos passam ficam cada vez mais parecidos, sempre mais parecidos.

O caminho é feito nas duas direcções

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Há 17 anos atrás nascia a filha do meio com 55 cm e 4300kg de parto natural. Nascia ela e a mãe corria riscos de vida por uma complicação pós-parto. Independentemente de tudo o que foi acontecendo nas nossas vidas a certeza que tenho é a de que fazer esta caminhada juntas tem sido fantástico. Gosto. Gosto de ver os meus filhos crescer mesmo que isso signifique afastarem-se de mim. Percebo que mais do que ficar colada ao "quando eram pequenos" me tenho preocupado em aproveitar todas as fases da vida deles nos diversos papéis que vão desempenhando. E, porque acredito que o caminho é feito nas duas direcções só lhes podem agradecer por me ensinarem a ser quem sou e a melhorar diariamente diariamente. Acredito que se a maioria dos pais permitissem que os filhos lhes ensinassem ia ser tudo tão diferente.

 

A sensação de "assoberbamento" tomou conta de mim nas últimas duas semanas. As férias e a gripe "italiana" provocaram o atraso em compromissos assumidos, artigos para entregar, sessões para dar, formações para preparar, acções para agendar e claro que está a escrita, sempre a escrita. Viver num mundo de diversidade faz de mim uma mulher feliz mas existem aqueles dias que questiono se não poderia ir mais devagar, apenas um bocadinho mais devagar.

 

Mas coach que é coach faz a aprendizagem e segue em frente, sempre em frente!

Que rico descanso!

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Chego a casa relativamente cedo, agradeço internamente a mãe ter feito o jantar e enquanto faço alguns telefonemas apanho a roupa. O mais que tudo está fora este fim de semana mas em contrapartida o filho mais velho telefona a informar que vai voltar e que vai ficar mais uns dias, a felicidade impera até porque um galinheiro completo tem muito mais piada.  Hoje não dou consultas ao final do dia e apetece-me descansar.

 

Paro o que estou a fazer e saio de casa para levar a filha do meio ao piano. Volto para casa, estendo roupa enquanto atendo mais uns telefonemas e preparo o quarto do filho mais velho. O filho mais velho chega enquanto a filha mais nova se vai preparando para o baile de carnaval. Saio de casa para ir buscar a filha ao piano. Volto para casa, com a filha do meio, e decido jantar quando o vai e vem acabar. Atendo chamadas, faço chamadas enquanto os afazeres domésticos continuam. Saio de casa para levar a filha do meio á festa e a filha mais nova ao carro da mãe da amiga onde vai ficar essa noite. 

 

No regresso para casa decido não atender mais chamadas e refastelar-me no sofá enquanto janto.São 22.00 horas e a fome aperta. Hesito entre vestir ou não o pijama mas fico-me pela segunda hipótese afinal  já perdi a conta ás vezes que saí de casa de pijama para ir buscar os miúdos às festas. O telefone apita e eu convenço-me que tenho mesmo que atender afinal de contas é um projecto que quero que vá para a frente. Falo com o amigo, desligo telefone. Toca telefone, atendo telefone, tenho mesmo de atender até porque tenho de dar aquela resposta.

 

E isto tudo porque me apetecia descansar agora imaginem só se me apetecesse trabalhar.

 

 

 

O que seria do mundo se fossemos todos de acordo com a regra?

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Acredito que o que faz um projecto bem-sucedido não são os conteúdos mas e, principalmente, uma equipa bem resolvida, alinhada com os mesmos valores e orientada pelos mesmos objectivos. Não significa que se estas variáveis não existirem o projecto não se desenvolva. Desenvolve com toda a certeza mas o prazer não será o mesmo. Eu cá gosto de projectos que me preencham a alma e me façam mexer o corpo.

O filho mais velho voltou para a capital e isso deixa-me sempre com uma sensação de vazio por muito cheia que esteja a casa. Falta-me um pinto no galinheiro, a verdade é essa. O mais que tudo continua firme e hirto na sua saga de emagrecer e a sensação que tenho é a de que estamos a prepararmo-nos para uma calamidade tal é a diversidade de alimentos que  me "atafulham" despensa e frigorifico. A filha mais nova, a tal que pintou o cabelo de azul e  ficou verde,  hoje acordou a reclamar que tinha o cabelo estranho. Afinal e contrariamente ao que eu esperava a "estranheza" não estava relacionada com o desbotado da cor mas apenas e somente com o excesso de ondulação. 

Hoje é a noite do baile de carnaval da escola e as "piquenas" vão para o "bailarico" ou, melhor escrevendo, a filha do meio vai trabalhar no baile e a filha mais nova vai usufruir do baile.  Eu bem sugeri á mais nova mascarar-se de navegante da lua uma vez que o cabelo já tem lamentavelmente a minha proposta não foi aceite. 

Cá por casa, a mãe, é pouco dada a máscaras e fantasias o que até é uma contradição para quem gosta de sonhar mas o que seria do mundo se fossemos todos de acordo com a regra?

Quero conhecer o que me é desconhecido e aprender o que me for permitido.

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Sempre que me pedem  para falar de viagens que quero fazer, só me consigo lembrar das que já fiz. Existe qualquer coisa em mim que tem uma tendência de fugir à regra. Dou comigo secretamente a sorrir aos momentos que vivi, às pessoas com quem me cruzei e às ruas por onde andei. As ruas. São sempre as ruas que mais me seduzem. Gosto do cheiro a vida, das cores das casas e dos segredos que escondem. Misturam-se olhares e sons, crenças e valores e viaja-se num mundo do qual fazemos parte apenas por alguns segundos. Volta-me á memória o apartamento de Paris, a praça onde almocei em Praga, as risadas em Amesterdão, as caminhadas por Londres, as exposições de Madrid, o cheiro de Pipa, o Pergamon em Berlim e, como não poderia deixar o Duomo em Florença. 

 

Mas peço desculpa que não era sobre isto que me pediram para escrever. Interessante perceber neste preciso momento que me perco nas letras da mesma forma como me perdi nas ruas das cidades por onde andei. Salta-se de rua em rua como se salta de pensamento em pensamento. Percorrem-se salas e corredores da mesma forma que se percorrem frases e parágrafos. Fale-se então daquilo que é suposto falar.

 

Seduzem-me as paisagens verdes e seduzem-me as paisagens áridas. Gosto do contraste da savana africana do mesmo modo que gosto do movimento de Oxford Street. Fico curiosa perante a imensidão do branco da Antárctida e as montanhas do Himalaias. Anseio pelo dia em que vou aterrar na Patagónia e dar um saltinho á Argentina. Sei que vos parece de mais mas fala-se de viagens e não me apetece escolher. Quero todas. Quero conhecer o mundo e tornar-me cidadã dele. Quero partilhar a diferença, evoluir na surpresa e abraçar a aceitação. Quero conhecer o que me é desconhecido e aprender o que me for permitido.

 

Perco-me. Já percebi que me perco sempre que falamos de partidas e chegadas. Parto. Parto com vontade de chegar e chego com vontade de partir.

Eu cá recuso-me a fazer a barba todas as manhãs

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Ando um pouco alheada do que se passa no mundo até porque duas semanas parada estão-me a  obrigar  a trabalhar a um ritmo muito mais acelerado. Mas dizia eu que ando um pouco alheada o que não significa que o meu cérebro distraído não reaja aquilo que não é padrão. E foi o que aconteceu perante a noticia com o título "mulheres deviam fazer a barba?". Que fique aqui bem esclarecido que eu cá recuso-me incluir o barbear no meu ritual matinal. Não porque não fosse menina para o fazer mas porque já me basta o tempo que levo a pentear as pestanas.

 

Sempre que escrevo tenho vontade de reflectir sobre  minha dificuldade em dar nomes às coisas. Não é que seja muito importante mas uma mulher tem de reflectir sobre alguma coisa na vida. E hoje apetece-me reflectir sobre nomes. Quando falo em nomes refiro-me a  títulos seja para um projecto, para um artigo ou mesmo para um simples email. É desafiante para mim, muito desafiante. Querem a prova? voltem atrás e vão ver os títulos dos posts deste blog. Vá vão lá,  que eu espero. E, agora? Já perceberam? Acredito que seja porque me preocupo sempre mais com o conteúdo do que com o titulo, ou então porque não me gosto de me colar á certeza de um titulo, será?. Já estou a imaginar, daqui a uns anos, quando eu for muito mas muito famosa  as dissertações que vão haver sobre o assunto. Uns que é por uma coisa outros que será por outra e outros ainda a combater todas as outras hipóteses. Coach que é Coach também tem duvidas meus caros, a verdade é essa! 

 

Do que eu não tinha dúvidas é que a filha mais nova, a tal que pintou o cabelo de azul e ficou verde, ia convencer o filho mais velho a trocar de quarto com ela. E se assim o pensou assim o fez. Ontem, quando acabei as sessões o acordo estava feito e a decisão sobre o que fica e o que vai também. Esta coisa de sair á mãe tem muito mas muito que se lhe diga. O que também vai ter muito que se lhe diga é a mudança de mobília de um quarto para o outro, vamos ver quem a pequena vai seduzir para a ajudar.

 

 

 

 

Existe em mim uma dificuldade em recuperar das férias

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A aproximação da formação afastou-me, inevitavelmente, das letras. Há momentos em que a vontade aperta e o tempo escasseia e, depois,  existem momentos em que o tempo abunda mas a preguiça é rainha, especialmente no regresso de férias. Custa-me tanto, mas tanto, voltar ao meu ritmo normal. E, meus queridos cépticos que começam já de indicador em riste a dizer que sou coach e que tenho as ferramentas todas, saibam que nem sempre me apetece usa-las.  Acontece comigo e acredito que aconteça com todos vós. Mais tarde ou mais cedo acaba por acontecer.

 

O que também me recuso a usar são os tachos e as frigideiras. É verdade meus caros leitores fujo das panelas como o vermelhinho da cruz. Não gosto, não sei e não quero saber. Por essa razão é que umas vezes sou vegan, outras vegetariana e outras ainda carnívora e não pensem que ando á procura de alguma resposta interior porque o que eu ando sempre à procura é do que já está feito, sempre do que já está feito.

 

Passa-se do que está feito para aquilo que tenho de fazer e retiro-me, mais uma vez, das letras para me aproximar da motivação. Eu volto, eu sei que volto!

 

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