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Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou business e life coach, sou escritora, inspiradora e formadora.

Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou business e life coach, sou escritora, inspiradora e formadora.

Sobre o coração partido

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"Os dias correm diferentes uns dos outros. Existem dias em que me sinto solta e quase não me lembro de nós e noutros dias o mundo desaba com saudades do que não foi. Tenho mais saudades do que podia ter sido do que saudades do que foi. Estranha esta forma de pensar. Também penso mais em nós do que em ti, sabias? Questiono-me se não será um pensar egoísta, mas se o for que seja. É meu e eu escolho como penso e o que penso.

 

À data de hoje percebo que me escolhi a mim. À data de hoje penso que todas as lágrimas que deitei não eram de saudade, mas de escolha. Uma escolha entre dois grandes amores.  O amor que te tinha a ti e o amor que tenho a mim. Existem momentos em que tudo se cruza, em que o universo se organiza e move tudo a nosso favor. Depois, existem os outros momentos aqueles em que por muito que se movam as peças do puzzle se percebe que não pertencem, simplesmente não pertencem!

 

A incompatibilidade do momento trama tudo. É como de repente percebesses que um se adiantou e outro se atrasou. Hoje já consigo sorrir ao som da memória. O filme passa e a tragédia vai-se transformando em comédia romântica e tu sabes o quanto eu adoro uma comédia romântica."

 

 

Quando uma relação termina a dor é intensa. Tão intensa que há mesmo quem diga que não existe dor que se lhe compare. Existe sempre um sentimento de perda, de frustração, de impotência e de vazio. Falta! Falta alguém e falta qualquer coisa! Faltam as caricias, o mimo, a atenção, as palavras, a presença e, sobretudo, o amor. Falta o que se viveu e o que ficou por viver. Faltam as palavras que não foram ditas e os gestos que não foram tidos em conta. Faltam os sonhos que não foram concretizados e os planos que não foram conquistados. 

 

Para que exista superação é necessário que exista aceitação. Que as lágrimas sejam vivenciadas e que a aprendizagem seja feita. Sem culpas, sem julgamentos e sem arrependimentos. Existem amores que não são para serem vividos e casais que não conseguem ficar juntos. O que não deve acontecer é que te percas de ti e de quem és. Quem parte deixa sempre marca e é importante que quem fica honre aquilo que foi vivido.

 

Sempre que uma relação termina o coração parte-se e os sonhos despedaçam-se tal e qual peças de cristal quando atiradas ao chão. E quando um coração se parte há que escolher entre a cura e o penso rápido. Entre a reflexão que leve à aprendizagem e a procura de uma nova relação que possa ajudar a curar a antiga. Não ajuda! Pode-te ajudar a recriar uma paixão, um sonho e pode, normalmente, ter consequências desastrosas.

 

Perder um amor não significa perderes a capacidade para a amar! Mas antes concentra-te em ti e permite que a cura seja feita, que os sonhos sejam resgatados e que os teus olhos voltem a ver a vida com outra cor!

 

 

Marta Leal

Coching Inspiracional

 

E é só quando somos que nos encontramos

 

 

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A maioria das pessoas acaba por não se sentir preenchida apenas porque não é. Outras são-no tanto que não percebemos como coisas tão simples funcionam tão bem. A diferença está entre o ter, o fazer e o ser. Confusos? Eu explico um pouco melhor. Devemos ser em tudo o que fazemos. Devemos ser nas palavras que dizemos, na pessoa que amamos, nos filhos que temos, no negócio que decidimos criar, na profissão que escolhemos seguir, nos momentos em que escolhemos descansar, na roupa que vestimos, nas pessoas com quem nos decidimos dar e nas pessoas com quem nos cruzamos diariamente. Devemos sempre ser! Mas ser com uma intensidade tal que, ao final do dia, não exista qualquer tipo de dúvida que fomos, que realmente fomos.

 

E é só quando somos que nos encontramos. E quando nos encontramos experimentamos uma sensação de paz, de serenidade e de alinhamento. Desmistificamos, descomplicamos e seguimos cientes que estamos a ser essência! E o mundo fica mais bonito quando somos!

 

Marta Leal

Coaching Inspiracional

 

 

Os teus filhos são muito mais que teus filhos

Nunca sonhei ser mãe, nem sonhei casar. A coisa foi acontecendo, e quando dei por isso era mãe de 3 seres fantásticos, lindos e bem dispostos. Dito assim parece que foi tudo excelente, e não foi. O período de adaptação à maternidade, a perfeição que insistimos ver nas outras mães, a insistência em sermos e mantermos-nos firmes perante uma sociedade que perdoa muito pouco, são factores a ter em conta e que muitos de nós não têm. A maternidade oscila entre o entusiasmo e o desânimo, a alegria e a tristeza, a exaltação e a apatia, o dever e o prazer, a preocupação e a descontracção, mas, sobretudo, entre eles e nós. E a culpa que sentimos por pensarmos em nós é terrível, não é?

 

Quando os temos deixamos de ser nós. Passamos a viver por eles, para eles e, algumas mães, através deles. Perdemos-nos nos filhos e perdemos-nos de nós. De quem somos na realidade, dos nossos sonhos, dos nossos projectos, das nossas emoções e da nossa vida. Está errado. Viver através dos filhos está completamente errado. Para nós, e principalmente para eles.  Já imaginaste o peso que é para os teus filhos terem de viver a vida deles, e realizar os teus sonhos? Os teus filhos são muito mais que teus filhos. São pessoas com quereres, desejos,sonhos e vontades. Lembraste de quando tinhas a idade deles? Dá-lhes autonomia, cria as condições para que se tornem independentes, permite-lhes escolher, permite-lhes errar, permite-lhes ser.

 

Cá por casa os filhos estão a sair do ninho e a casa está a ficar cada vez mais vazia. A sensação de trabalho feito é, sem dúvida, uma evidência. E o orgulho que sinto não é pelo que atingiram ou mesmo pelo percurso que têm feito. O que me coloca um sorriso no rosto são as pessoas que estão por detrás da etiqueta filhos. São os valores, os sorrisos, a cumplicidade, as decisões e as escolhas, sobretudo, as escolhas. 

 

Marta Leal

Coaching Inspiracional

 

Abençoados 48

Aos 48 anos sinto-me, por vezes, a reviver uma adolescência com mais sabedoria, mais experiências e vivências, menos certezas mas com os mesmos sonhos e a mesma irreverência. Perceber que não me permiti apagar sonhos é perceber que, embora em certos momentos distante,  nunca me esqueci da minha essência.

 

Sem querer ter um foco derrotista a verdade é que aos 48 anos provavelmente já vivi metade da minha vida. E esta metade corresponde à grande vitalidade, à grande procura de experiências novas e às grandes aprendizagens. Talvez por isso chegada à data de hoje me recuse a viver o que não quero viver, a estar com quem não quero estar, falar do que não quero falar, ouvir o que não quero ouvir, dizer o que não quero dizer e a fazer aquilo que não quero fazer. Talvez por isso me alinho diariamente com quem sou e com quem quero ser. Talvez por isso seja tão fácil, para mim, viver. E tão dificil para alguns entender. 

 

Os próximos anos vou continuar a viver na vida que escolhi, a fazer o que me faz sentido e a ter ao meu lado quem escolhi ter. Vou continuar a inspirar e a motivar. Vou continuar ao lado daqueles que se atrevem a melhorar, a mudar e a crescer enquanto indivíduos. Vou estar ao lado daqueles que escolhem estar comigo e vou ser cada vez mais eu. Quero que o meu legado se propague na vida daqueles que ajudei a mudar. E essa é quem sei ser.

 

A incompreensão dos outros perante alguém que escolhe fazer diferente é uma realidade . Mas sabes? isso não interessa nada. O que interessa, de facto, é que tu estejas alinhado contigo e com quem queres ser. Que vivas a vida de uma forma intensa e verdadeira. Que te negues a ser os outros e te foques a ser tu. 

 

 

Marta Leal

Coaching Inspiracional

 

Não podes ser sempre feliz!

 

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"Não podes ser sempre feliz! Soa a falso!" disse-me uma amiga há uns largos anos com tal convicção que acabou por me convencer que havia qualquer coisa de errado comigo. As palavras conseguem ter um efeito que oscila entre o mágico e o devastador. A verdade é que cresceu em mim uma dúvida! Será que não exagero na felicidade? Será que esta coisa de aceitar a realidade como ela é não me faz bem? Será que aceitar os outros como eles são não será exagerado?

 

Cresceu mas depressa se desfez. A verdade é que acredito que viver feliz é uma escolha. E viver feliz não significa que não esteja preparada para situações menos boas. Viver feliz significa apenas que sei que o meu mundo vai muito além deste ou daquele acontecimento ou desta ou aquela pessoa. Significa que sei que existem dias tão tramados que a única coisa que quero é recolher-me e isolar-me, mas isso não significa que não seja feliz. Isso significa aceitar os acontecimentos, gerir as emoções em relação a eles, dizer uns palavrões, resmungar, questionar e resolver.

 

Podemos ser felizes para sempre sabendo que essa felicidade é composta de momentos tristes. A tristeza também faz parte da felicidade. Como podias vivenciar a felicidade se não conhecesses a tristeza?

 

A vida afastou-me da amiga e não nos vimos há muitos anos. Hoje gostava de lhe dizer que não existe nada falso numa felicidade que é vivida na essência e no prazer de ser quem sou, de viver como quero viver e de estar rodeada de pessoas que me inspiram diariamente! 

 

Marta Leal

Coaching Inspiracional!

 

Mais que tentares transformar o outro seria importante transformares-te a ti diariamente

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Tenho o privilégio de poder fazer aquilo que me faz sentido todos os dias. E digo que tenho o privilégio apenas porque me permiti a tê-lo. Acredito que quando nos sentimos satisfeitos com o que fazemos e com a vida que vivemos não sentimos necessidade de chatear os outros perante o que são, o modo como agem ou as ideias que defendem. 

 

Um dos assuntos diários nas minhas sessões são os outros. Perdemso demasiado tempo com os outros. Sejam aqueles por quem sentimos ódios de estimação, sejam aqueles por quem sentimos um desprezo enorme e que se tornam a nossa razão de viver. Quando sentes necessidade de humilhar, apontar, denegrir ou difamar é porque não estás satisfeito com quem és, com a vida que tens ou mesmo com as escolhas que fizeste. Não responsabilizes os outros pelas tuas escolhas, verdades ou mesmo caminhos. Tens escolha, sabias? Podes sempre parar, reflectir e tornar a decidir. Sem que para isso seja necessário passar por cima de alguém. Transforma essa tua ira em força, esse tem ciume em amor por quem és, essa tua inveja em motivação e esse teu estar em prazer. 

 

Mais que tentares transformar o outro seria importante transformares-te a ti diariamente. Não te vou dizer que vai correr tudo bem porque não vai. Não te vou dizer que vais sorrir sempre, que vais atingir tudo o que te propões ou que não irás ter dúvidas. A única coisa que te posso dizer é que quando te tiveres a ti como foco a vida vai-te correr melhor.

 

 

Marta Leal

Coaching Inspiracional

 

 

Existem amores que não são para sempre

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Acreditei desde cedo no Amor. Mas não no amor comum que via à minha volta. E quando falo de comum refiro-me ao amor do namoram, casam, têm filhos, educam os filhos e envelhecem juntos mesmo que não dirijam a palavra um ao outro. Nunca acreditei nesse amor. Para falar verdade acredito que muitos desses relacionamentos não são feitos de amor. São feitos de tudo menos de amor. São feitos de deveres sociais ou hábitos de uma comunidade que assim o exige, mas muitos deles não são amor.


Sempre acreditei num amor que se sente à distância de um olhar e de um gesto.Hoje não consigo culpar ninguém. Mas por muito tempo culpei a tia e todas as histórias que me contava. Culpei um amor que vivi de perto e que achei que representava todos os tipos de amor. Culpei as histórias de príncipes e princesas que terminavam num delicioso “viveram felizes para sempre”. Somos aquilo que vivemos de perto. Transformamo-nos nos que nos rodeiam e acreditamos piamente que tudo é assim. Somos a realidade que vivemos e desde cedo desconhecemos outras realidades ou recusamo-nos a aceitar que possam existir. Vivemos de verdades absolutas que nos foram transmitidas e defendemos essas verdades, como se fossem nossas. A minha verdade absoluta era a de que o “Amor para sempre” existia.


Sempre admiti a existência daquele amor que nos arrebata, que nos retira da apatia diária e que nos faz felizes para sempre. Passei férias agarrada ao Eça de Queirós, Júlio Dinis e a tantos outros autores que tão bem descreviam aquilo que eu sentia. A culpa é das letras que nos colocam ideias tontas na cabeça, dirão alguns. Não existem culpas existem apenas sentires, direi eu!


Hoje sei que é exactamente quando nos focamos no para sempre que nos perdemos dele. O medo de perder torna-se superior ao deixar fluir, ao alimentar diariamente, ao seduzir e construir. Mas sim, reconheço que a importância do amor não está no para sempre mas na intensidade e verdade com que foi, ou é, vivido.

 

 Marta Leal

Coaching Inspiracional

Responder da mesma moeda seria igualar-me a quem não gosto

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Somos todos necessários tal como todas as espécies na natureza acredito que todo o tipo de ser humano seja necessário. Sejam bons, sejam maus. Acredito até que os maus existam para que os bons não se acomodem e que os neutros reajam.

 

Todos temos características especiais para desenvolver determinado tipo de acção, de movimento ou de contestação. Existem os de acção e os de palavras, os de pensamento e os de emoção. Existem os que se focam no problema para que este não volte a ser cometido e existem os que se focam na solução imediata, ou seja, na resolução.

 

Depois existem também os que se focam no denegrir, no acusar sem argumento, no ridicularizar, no difamar e no ameaçar. Destes não gosto. Não gosto dos que ofendem por ofender, dos que vomitam palavras de ordem e disparam acusações em todas as direcções. Não gosto dos que se intrometem pela vida dos outros e comentam o que não têm de comentar. Não gosto dos que de indicador esticado apontam erros, senhores da razão ou quem sabe senhores do mundo. Não gosto do tipo de energia e exaltação que se gera.

 

Fui ensinada a respeitar os outros e isso faz-me sentido. Respeitar o outro não significa aceitar tudo mas sim agir de acordo com quem sou e não com o que a pessoa é.  Fui ensinada a que o outro merece sempre o nosso respeito independentemente daquilo que ele diga ou faça. Faz-me sentido porque responder da mesma moeda seria igualar-me a quem não gosto, a quem não entendo ou a quem não quero ter por perto. 

 

Concentro-me em quem sou, na minha essência e no meu ser e ajo de acordo com isso. Quando o país cheira a morte e a desespero é isso que me faz sentido fazer.

 

 

Marta Leal

Coaching Inspiracional

Entre a mente e a alma

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No sábado deu-me a preguiça. O dia estava quente e a distância entre a vila onde vivo e a capital  de repente ficou enorme. A mente inventava uma quantidade de desculpas esfarrapadas e o corpo insistia em deixar-se ficar pelo sofá. As companhias desistiram e eu quase que as acompanhei. Venceu a acção. Venceu o compromisso que tinha com quem me esperava e o compromisso comigo mesma. À semelhança dos últimos anos também eu marchei pela igualdade LGBT. " Essa guerra não é tua" dizia-me alguém há dias. No que diz respeito a igualdade de direitos todas as  guerras são minhas, respondo eu!

 

A verdade é que ao passear pela baixa reconheço em mim um descontentamento em voltar a casa. Perdão, não em voltar a casa mas a voltar ao local onde vivo. Sou urbana. Gosto do movimento das ruas, do som que só uma cidade sabe ter, do anonimato que só a cidade me permite e de caminhar sempre com um destino mesmo que não saiba qual é. Estou cada vez mais distante da vila que me hospedou, das pessoas com quem me vou cruzando mas com quem não se criaram laços e da rua onde moro. Mesmo da rua onde moro.

 

Pensei que com o tempo me habituasse, me serenasse e me acomodasse,  quem sabe? Parece que é isso que acontece quando caminhamos na idade. Comigo está-se a passar exactamente o contrário até porque em mente sossegada não há barulho que perturbe. Não sou de me acomodar e muito menos de me encaixar onde não pertenço. Preciso de som em vez de vozes que sussurram quando alguém passa. Preciso de cor que contraste com o cinzento de rostos com que me cruzo. Preciso de risadas e de boa disposição. Preciso de uma diversidade que contraste com a monotonia. Preciso de um brilho que contraste com o baço de conversas inoportunas. 

 

E é exactamente por isso que a preguiça não pode vencer. É exactamente por isso que às desculpas da mente lhe respondemos com as necessidades da alma e nada como um banho de cidade para me alimentar a alma por mais uns dias! 

 

 

Marta Leal

Coaching Inspirational

 

 

 

 

Os incêndios para mim são o inferno

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Os incêndios para mim são o inferno. É exactamente assim que eu imaginava um inferno quando era criança. Um espaço onde as chamas nos consumissem perante uma sensação de impotência. Hoje percebo que o inferno é aqui, exactamente onde estamos. Perceber que nada somos perante as chamas é perceber que a nossa consciência precisa de mudar.

 

Incomoda-me que em pleno século XXI os nossos bombeiros trabalhem nas condições que trabalham mas incomoda-me muito mais a exploração da noticia, da desgraça e do sofrimento de quem tudo perde e de quem todos perde. Incomoda-me as vozes que se levantam contra tudo e contra todos por detrás de um teclado que tem apenas como missão o denegrir, difamar e meter mais chamas na fogueira.

 

Há hora que escrevo este post aponta-se para 57 mortos. São muitos os que morreram e mesmo que fosse apenas um,  já era muito. Foi no concelho de Pedrogão mas podia ser noutra qualquer parte. São tragédias como estas  que me retiram as palavras. Não sei que dizer nem tão pouco que pensar. Perante isto resta-me apenas apresentar as condolências ás famílias e manifestar a minha incompreensão perante a cobertura jornalística. Explorar a desgraça alheia não é jornalismo é tudo menos jornalismo.

 

A verdade é que daqui a umas semanas voltamos ás nossas vidas e esquecemos. Esquecemos embriagados por outra qualquer tragédia que nos permita chorar, reclamar e indignar. E escondemos-nos, novamente, com a desulpa de não termos tempo, de não termos meios, de nada sermos. E continuamos sem agir, sem nos manifestar verdadeiramente e sem mudar, especialmente sem mudar. E o mundo precisa tanto de mudança!

 

 

Marta Leal

 

 

 

 

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