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Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou business e life coach, sou escritora, inspiradora e formadora.

Marta Leal

... aventuras e desventuras de uma eterna apaixonada pela vida, pela familia e pela profissão que desempenha ... Sou business e life coach, sou escritora, inspiradora e formadora.

Ouve o teu sentir, a tua essência, a tua alma.

Existem coisas que ainda me confundem. Em especial quando ando mais distraída de mim. Quando me foco tanto nos resultados que me esqueço de me ouvir. E muitas vezes o que me confunde está justamente entre o querer, dever e o sentir. Já alguma vez vos aconteceu querer uma coisa, achar que devemos e sentir que não é o certo? E isto aplica-se não só a objectos mas também a pessoas, vontades e atitudes. Queremos muito e no entanto sentimos desconforto nesse querer. Mesmo quando todos os obstáculos são retirados do caminho o desconforto mantém-se  e a dúvida persiste!

 

Nesses momentos o mais certo é ouvires-te. Mas quando falo de ouvir não me refiro a que ouças o teu pensamento. Refiro-me, sim, a ouvir o teu sentir, a tua essência, a tua alma. Porque é apenas quando te ouves a ti que as respostas "certas" surgem! Depois, aceita e assume a tua decisão. Mesmo que de um ponto de vista racional não te faça sentido, aceita!

 

Coaching Inspiracional

Marta leal

 

Fomos educados para aplaudir o sucesso e repudiar a falha.

 

 Sabem quando tropeçamos e começamos a descer as escadas mais rápido do que queriamos? Foi exatamente isso que me aconteceu domingo à noite: espalhei-me! Não ao comprido porque havia muita gente que me amparou na queda mas quase ao comprido. A conclusão a que chego é que me espalho sempre de saltos rasos e que sou desengonçada a andar com um certo tipo de sandálias. As calças ficaram um bocadinho mais rotas e o joelho esfolado a verdade é que sou um osso duro de roer ou melhor escrevendo um esqueleto duro de se partir.

 

Por vezes também tropeçamos e nos espalhamos na vida. Espalhamos-nos nas decisões que tomamos, na forma como lidamos com o outro, nas escolhas que não fazemos, nas pessoas que escolhemos ter ao nosso lado e outro sem número de coisas. Os tropeços e as quedas fazem parte da vida daqueles que se atrevem a viver. Só não cai quem fica parado. Tropeçar e cair não é motivo de vergonha mas sim de aprendizagem. Precisamos cada vez mais de entender que o erro não está nos que caem mas sim naqueles que permanecem parados.

 

Fomos educados para aplaudir o sucesso e repudiar a falha. O que ninguem nos ensinou é que um faz parte do outro. E que não somos menos por errar nem mais por acertar. Somos os mesmos perante situações diferentes. Tropeçar e cair não tem mal nenhum. O unico mal reside no facto de te manteres no chão durante tempo indeterminado. 

 

A queda faz parte da ascensão, sabias?

 

Coaching Inspiracional

Marta Leal

O modo como és feliz só a ti te diz respeito, sabias?

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Cá por casa, os meus dias começam sempre com o miar e ladrar dos quatro patas. Existem os que querem comer e os que querem atenção. Existem os que pedem atenção e o que se limita a olhar de modo sobranceiro à espera que me dirija a ele, não fosse o ronronar e iria ficar na duvida daquilo que ele poderia ou não querer. Tenho de confessar que a convivência entre cadela e gatos nem sempre é pacifica. Também tenho de confessar que a convivência entre mim e os xixis que, de vez em quando D. Diva insiste em espalhar pela casa, também não. Mas faz parte. Todas as decisões têm uma consequência e quando se decide adoptar, na minha humilde opinião, é para a vida. 

 

A maioria de nós vive uma busca incessante pela felicidade. Procuramos a felicidade na pessoa que amamos, na carreira que pretendemos ter, na casa que queremos adquirir, no país que queremos visitar  ou mesmo na cidade onde queremos morar.  Ansiamos pelos grandes momentos e deixamos escapar o pormenor.  E, como todos sabemos, é no pormenor que reside a diferença. Permitirmos que a vida nos passe ao lado em busca de uma felicidade ilusória.

 

Ser feliz não está directamente relacionado com o modo como expressas a felicidade. É importante entenderes que cada um de nós expressa a felicidade do modo como a sente. Existem os que pulam e gritam, os que ligam a toda a gente, os que postam nas redes sociais, os que rejubilam e saem com os amigos e depois existem aqueles que a vivem em silêncio. O modo como vives a felicidade é o teu modo. Não insistas em compares-te ou em olhar para os outros. E achamos que não somos felizes porque criamos expectativa sobre o que é a felicidade e a forma como uma pessoa feliz se comporta. O modo como és feliz só a ti te diz respeito, sabias?

 

 

Coaching Inspiracional 

Marta Leal

 

E o que é a vida se não uma soma de bons e maus momentos?

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Ao contrário da maioria das pessoas em agosto trabalho imenso. Os dias têm sido passados em sessões de coaching e correções de trabalhos das formações e-learning. Para trás têm ficado o livro, as preparações dos vídeos e a programação das próximas edições da rádio. Eu sei que tenho tempo, mas há momentos em que sinto que ele voa!

 

Dentro desta dinâmica, toda ela intensa, a vida social tem ficado para trás. Entre trabalho, quatro patas, filhos e momentos a sós (dos quais não abdico) tenho tido consciência da falta que aquele que foi, durante anos, o meu melhor amigo me faz. Perdermos o nosso melhor amigo, ou amiga, dói. Dói pela saudade, pelas risadas, mas sobretudo pelos desencontros. Dói pelo afastamento e dói pela comparação que fazemos quando estamos com outras pessoas. Criam-se hábitos de partilha, de horas de conversa, de opiniões, de tomadas de decisão e sobretudo de apoio e desafio.  Foram anos, foram mesmo muitos anos de viagens, de almoços e jantares, de horas infinitas de conversa, de momentos de silêncio, de noitadas e copos e de debates de opinião. Outros tempos outro ciclo de vida.

 

Mas porque estarei eu a falar de tristeza num mês que decidi falar de felicidade? Porque sermos felizes não nos impede de termos momentos tristes. De refletir sobre aquilo que temos e aquilo que sentimos falta de ter. Podemos ser pessoas felizes detentoras de momentos de tristeza. Faz parte. Faz parte aceitarmos a tristeza tal como faz parte aceitarmos a felicidade. Aceitar que nesta equação todos os sentimentos são bem-vindos é preparas-te para o bom e o mau. E o que é a vida se não uma soma de bons e maus momentos?

 

Coaching Inspiracional

Marta Leal

Aceitar o que a sociedade nos impõe como felicidade está errado.

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Ontem dei comigo a rir à gargalhada enquanto os "miúdos" jogavam a isto. E as minhas gargalhadas não surgiram pelas figuras que estavam a fazer mas pelas gargalhadas que estavam a dar, pelas risadas e pelo companheirismo. E é exactamente nestes momentos que eu sei que podemos não ser uma família tradicional, podemos ter dinâmicas muito próprias, podemos ter ideias muito vincadas, mas somos uma família feliz. 

 

Reconhecer-me na educação e formação que lhes transmiti faz-me sentir feliz. E esta felicidade não tem a ver com os cursos que tiraram ou vão tirar, com o sucesso que têm ou vão ter, está sim relacionada com eu perceber que educa-los na essência de quem são permitiu que as asas deles se expandissem. Nunca me prolonguei nos sonhos deles. Os sonhos deles são os sonhos deles. Os meus sonhos são os meus sonhos. 

 

Aceitar o que a sociedade nos impõe como felicidade está errado. Aceitar que ser feliz é ter tudo ou não ter nada, também. Não me reconheço na noção de que só somos felizes quando temos uma boa casa, um bom carro, uma boa carreira e uma excelente conta bancária. Também não me reconheço na noção de que só somos felizes quando não temos nada e vivemos desapegados de tudo. Reconheço-me num conceito de felicidade em que o ter não tem importância nenhuma e em que o ser se reconhece e se aceita. 

 

Lembra-te sempre que o que serve aos outros nem sempre te vai servir a ti. Procura, mas procura mesmo aquilo que te faz feliz!

 

Marta Leal

Coaching Inspiracional

Ser feliz passa por te aceitares a ti e não te resignares a quem és!

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Por vezes perco-me daquilo que defino. Gosto deste meu lado humano que insiste numa irreverência até comigo mesma. E uma das resoluções que ainda não estava definida seria como gozar a semana de férias. Está decidido! De 1 a 8 de Setembro estou de férias e o destino será revelado mais tarde. 

 

Olhar para nós de forma neutra e percebermos quem somos faz parte de todo um processo que nos leva à felicidade. Não é fácil. Olhar para nós não é, de todo, fácil. Fomos ensinados a olhar para nós com base na comparação e não na reflexão. Com base na vitimização e não na responsabilização.

 

Saber quem sou passa por perceber como ajo, como reajo, como me expresso, como me relaciono, como têm sido os meus padrões de comportamento, o que gosto, o que não gosto, as minhas qualidades, os meus defeitos, os meus sonhos, as minhas derrotas, as minhas ilusões e as minhas desilusões. Saber quem sou vai-me ajudar a tomar decisões de mudança, vai-me ensinar a lidar com expectativas e frustrações, com os altos e baixos e com momentos de alegria e de tristeza.

 

Mas nós, os humanos, gostamos pouco de olhar para nós. Ou então olhamos de forma intensa onde a busca da perfeição é tal que se salta de insatisfação em insatisfação. Passamos do 8 ao 80 e procuramos não aquilo que nos serve mas aquilo que serve aos outros. Esquecemos-nos que cada um de nós vivencia as coisas de forma diferente. 

 

Ser feliz passa por te aceitares a ti e não te resignares a quem és! Faz sentido?

 

Marta Leal

Coaching Inspiracional

Para ti o que é a felicidade?

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Hoje tinha planeado ir à praia pela manhã. Uma das vantagens de quem gere a própria vida é esta. Decido quando faço, como faço e se me faz sentido fazer. Digo que tinha planeado porque a esta hora chove e o cheiro a terra molhada começa a invadir as minhas memórias. Gosto. Gosto tanto do cheiro a terra molhada. Não me lamento que esteja a chover apenas reformulo planos e vontades. E é assim que me movo pela vida. Perante um obstáculo procuro uma solução. E hoje o obstáculo foi, sem dúvida, a chuva que insiste em cair. 

 

Para Agosto decidi eleger o tema da felicidade. Uma palavra que muitos usam, poucos vivenciam e a maioria passa a vida perseguir. Uns dirão que não existe, outros farão uma lista de variáveis necessárias para se sentirem felizes, outros, ainda, dirão que são felizes à sua maneira. O que é importante aceitar é que cada um de nós olha para a realidade de acordo com as suas aprendizagens, as suas experiências, os seus valores e as suas crenças. O que é ser feliz para mim pode ser diferente do que é ser feliz para ti. O que entendo por felicidade pode ser diferente daquilo que tu entendes por felicidade. A forma como manifesto a felicidade pode ser diferente da forma como tu manifestas a felicidade. E quando assim é não estás errad@, estás apenas a ser tu.

 

Cá por casa considero-me uma pessoa feliz. O que não significa que os momentos menos bons não existam. Existem, claro que existem. Também não vos vou dizer que procuro ver sempre o lado bom das coisas. Não procuro, porque sei que nem sempre existe um lado bom. Existem situações que têm tudo menos lado positivo. Não acredito na euforia da positividade. Como não acredito, não o vivo. Então, como posso ser feliz? Aceitando que a vida é composta por momentos bons e momentos maus. E, que não são os momentos em si que determinam a minha felicidade mas apenas o modo como eu os vivencio e os resolvo. Se a minha vida é pautada por momentos de tristeza? Claro que sim. Como poderia conhecer a felicidade se nunca tivesse vivenciado a tristeza?

E, para ti o que é a felicidade? O que é que te faz realmente feliz? De que forma a vivencias? Pensa nisso e tem um dia inspirador!

 

Marta Leal

Coaching Inspiracional

E um dia, deixo de te sentir e limito-me a recordar-te

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Existem aqueles dias em que a tua ausência se torna insuportável. Nesses dias, sou até capaz de esquecer as incompatibilidades, as palavras malditas e até as situações mais constrangedoras. Controlo-me. Controlo-me tanto para não te contactar, para não te falar, para não te dizer para tentarmos mais uma vez. Controlo-me para não te saltar para o colo e dizer que te amo. Controlo-me, e tu sabes que no que diz respeito ao amor eu não sou de me controlar.

 

Sorrio ao som dos momentos bons. Há uma tendência em mim para que seja sempre assim. Para que os momentos bons me façam sorrir. Por vezes, naqueles momentos mais insanos em que o dialogo de mim para mim se torna intenso, converso contigo. Houve momentos em que discuti, te ofendi e te disse tudo o que ficou por te dizer. Hoje, conto-te o meu dia, as minhas vitórias e as minhas dúvidas. Ai caraças, as minhas dúvidas que tanto me ajudavas a desconstruir. Hoje sou eu que as desconstruo e percebo que consigo viver sem ti, e percebo que consigo funcionar sem ti.

 

E depois percebo que são mais os dias que não penso em ti, do que os que penso. Percebo, também, que na tua ausência cresço diariamente não porque me impedisses de o fazer, mas apenas porque me recusava a fazê-lo. Foi melhor sim. É melhor assim. Convenço-me eu nos dias em que sinto a tua ausência.

 

E um dia, quem sabe, deixo de te sentir e limito-me a recordar-te. E será apenas nesse dia que eu sei que estarei, novamente, preparada para amar. Será apenas nesse dia que um amor pode dar lugar a outro amor!

 

Marta Leal

Coaching Inspiracional

 

 

Sobre o coração partido

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"Os dias correm diferentes uns dos outros. Existem dias em que me sinto solta e quase não me lembro de nós e noutros dias o mundo desaba com saudades do que não foi. Tenho mais saudades do que podia ter sido do que saudades do que foi. Estranha esta forma de pensar. Também penso mais em nós do que em ti, sabias? Questiono-me se não será um pensar egoísta, mas se o for que seja. É meu e eu escolho como penso e o que penso.

 

À data de hoje percebo que me escolhi a mim. À data de hoje penso que todas as lágrimas que deitei não eram de saudade, mas de escolha. Uma escolha entre dois grandes amores.  O amor que te tinha a ti e o amor que tenho a mim. Existem momentos em que tudo se cruza, em que o universo se organiza e move tudo a nosso favor. Depois, existem os outros momentos aqueles em que por muito que se movam as peças do puzzle se percebe que não pertencem, simplesmente não pertencem!

 

A incompatibilidade do momento trama tudo. É como de repente percebesses que um se adiantou e outro se atrasou. Hoje já consigo sorrir ao som da memória. O filme passa e a tragédia vai-se transformando em comédia romântica e tu sabes o quanto eu adoro uma comédia romântica."

 

 

Quando uma relação termina a dor é intensa. Tão intensa que há mesmo quem diga que não existe dor que se lhe compare. Existe sempre um sentimento de perda, de frustração, de impotência e de vazio. Falta! Falta alguém e falta qualquer coisa! Faltam as caricias, o mimo, a atenção, as palavras, a presença e, sobretudo, o amor. Falta o que se viveu e o que ficou por viver. Faltam as palavras que não foram ditas e os gestos que não foram tidos em conta. Faltam os sonhos que não foram concretizados e os planos que não foram conquistados. 

 

Para que exista superação é necessário que exista aceitação. Que as lágrimas sejam vivenciadas e que a aprendizagem seja feita. Sem culpas, sem julgamentos e sem arrependimentos. Existem amores que não são para serem vividos e casais que não conseguem ficar juntos. O que não deve acontecer é que te percas de ti e de quem és. Quem parte deixa sempre marca e é importante que quem fica honre aquilo que foi vivido.

 

Sempre que uma relação termina o coração parte-se e os sonhos despedaçam-se tal e qual peças de cristal quando atiradas ao chão. E quando um coração se parte há que escolher entre a cura e o penso rápido. Entre a reflexão que leve à aprendizagem e a procura de uma nova relação que possa ajudar a curar a antiga. Não ajuda! Pode-te ajudar a recriar uma paixão, um sonho e pode, normalmente, ter consequências desastrosas.

 

Perder um amor não significa perderes a capacidade para a amar! Mas antes concentra-te em ti e permite que a cura seja feita, que os sonhos sejam resgatados e que os teus olhos voltem a ver a vida com outra cor!

 

 

Marta Leal

Coching Inspiracional

 

E é só quando somos que nos encontramos

 

 

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A maioria das pessoas acaba por não se sentir preenchida apenas porque não é. Outras são-no tanto que não percebemos como coisas tão simples funcionam tão bem. A diferença está entre o ter, o fazer e o ser. Confusos? Eu explico um pouco melhor. Devemos ser em tudo o que fazemos. Devemos ser nas palavras que dizemos, na pessoa que amamos, nos filhos que temos, no negócio que decidimos criar, na profissão que escolhemos seguir, nos momentos em que escolhemos descansar, na roupa que vestimos, nas pessoas com quem nos decidimos dar e nas pessoas com quem nos cruzamos diariamente. Devemos sempre ser! Mas ser com uma intensidade tal que, ao final do dia, não exista qualquer tipo de dúvida que fomos, que realmente fomos.

 

E é só quando somos que nos encontramos. E quando nos encontramos experimentamos uma sensação de paz, de serenidade e de alinhamento. Desmistificamos, descomplicamos e seguimos cientes que estamos a ser essência! E o mundo fica mais bonito quando somos!

 

Marta Leal

Coaching Inspiracional

 

 

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